Ódio Eterno ao Futebol Moderno

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Ainda acompanho futebol e não acredito que vá deixar de fazê-lo. O futebol entrou em minhas veias quando eu era pequeno e não consigo viver sem ele. Simples assim.

Por um bom tempo em minha vida também gostei de boxe e Fórmula 1, mas abandonei os dois por diferentes motivos. O Boxe porque as TV’s, jornais e rádios desistiram dele e assim, não há nada que eu possa fazer para me inteirar no esporte. Aliás, a mídia oferece UFC como substituto, mas eu não gosto do UFC. Cada vez que vejo uma chamada mostrando aqueles moços se socando no octógono eu me sinto como se estivesse num restaurante onde o garçom me diz “Só tem Pepsi”. Não me venham com fortões agarrados no chão. A luta que eu assistia era em pé.

Quanto à fórmula 1, na minha singela (e desimportante) opinião, ela ficou bem chata, embora as pessoas me digam que ela voltou a ser competitiva e emocionante. Parei de ver quando percebi que o Galvão vibrava demais nas trocas de pneus onde estava a única emoção da corrida. Se for pra vibrar numa troca de pneus eu prefiro assistir aos borracheiros na DPaschoal, onde ainda tem café de graça. Além de trocar os pneus eles também alinham. Muito mais emocionante.

Nos meu tempo os mecânicos se enchiam de graxa, os carros quebravam e a habilidade do piloto também contava.

Hoje, a F1 está muito mais rica, as equipes principais tem rios de dinheiro para investir e tem computadores que auxiliam o piloto na aceleração, frenagem, saída de curvas. Tudo é perfeito, os carros andam como em um autorama e eu acho de uma monotonia enfadonha. Além disso, os alto custos e tecnologia envolvidos tornam a atividade proibitiva para pequenas escuderias. Jamais teremos um novo Colin Chapman. Enfim, por mais paradoxal que pareça. O dinheiro estragou a F1.

Isso tudo foi um a introdução para o assunto dessa matéria, o que eu quero mesmo dizer é que o dinheiro está fazendo o mesmo com o futebol. Podem me falar que a Copa foi legal (e foi mesmo), que os times do Real Madrid, Barcelona e Bayern são supertimes (também verdade), mas o fato é que quem acompanhava o futebol nos anos 80 precisa se esforçar para gostar do futebol hoje. Para quem acompanhou os anos 60 e 70, a frustração deve ser ainda maior.

Os mais novos não viram o futebol romântico do qual eu falo e podem achar o esporte de hoje bacana, cheio de craques, com super transmissões, arenas multiuso, videogames realistas e etc. Mas acreditem, não é.

Para ficar apenas no Brasil, César Maluco, Serginho Chulapa, Biro-Biro, Dinamite, Adílio, Bonamigo e Reinaldo fizeram mais pelo futebol que qualquer dos (pseudo) craques que ganham caminhões de dinheiro hoje.

Quando os jogadores não eram tratados como deuses, eles bebiam cervejas em botecos, comiam em restaurantes do bairro e gostavam do que faziam. Ganhar cada jogo era importante, até porque tinha o bicho, um premiozinho em dinheiro que se dava a cada um por uma vitória. Mas como incentivar um moleque de 23 anos que ganha 400 mil por mês e comprou um Porche antes de ganhar qualquer título na vida?

Hoje o futebol é um grande negócio. As vezes penso que tudo não passa de um caminho e que o objetivo final é o jogo de Fifa Soccer ou o PES. Os jogadores jogam o necessário para terem bons avatares no Game e depois desencanam.

Uma geração inteira de garotos brasileiros frustrou-se com a seleção cujos jogadores eles conheciam apenas no videgame. Eles descobriram da pior forma possível que o Oscar e David Luiz não jogam tão bem no mundo real como no virtual.

Agora o Corinthians enfrenta um dilema porque o Guerreiro pede 17 milhões para renovar seu contrato. Você consegue imaginar Sócrates, Ronaldo (o goleiro) ou Zenon agindo dessa maneira? Por que a Fiel iria ter alguma empatia com um cara que age assim? E será que depois de embolsar essa grana ele vai querer suar a camisa num jogo  de futebol?

E assim como na F1, os valores estratosféricos que passaram a girar no mundo da bola estão destruindo os clubes pequenos e toda a sua tradição. Na Espanha, praticamente só há dois clubes fortes, o resto tenta sobreviver. Na Inglaterra os times dependem de xeiques do Petróleo ou magnatas Russos.

Lava-se dinheiro, os jogadores médiocres já são milionários e a graça de quem gostava de um esporte divertido, com ídolos de verdade desapareceu. Enfim, trocamos o esporte mais legal do mundo por Arenas com Wi-fi onde os torcedores esquecem de ver o jogo porque estão fazendo selfies.

p.s. Arena é o catzo, quem gosta de bola vai ao estádio.

p.s. 2 Não sou o único a ter essa opinião, há movimentos de torcedores na Europa e aqui pregando o fim do futebol moderno.

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