Viva a América, o país que salvou o futebol

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O assunto no planeta desde ontem é a prisão dos executivos da FIFA. Entre eles está nosso brasileiríssimo José Marin Marin, um dirigente que nunca vi ser elogiado quem quer que seja.

Aliás, se há uma unanimidade no Brasil é o ódio aos cartolas e especialmente aos cartolas da CBF. Criei meu blog pensando nelsonrodrigueanamente em ser contra qualquer unanimidade, mas nesse caso não consegui.

É curioso, num planeta alucinado por futebol, onde se movimentam valores descomunais de dinheiro e todos sabiam das tramoias e safadezas da FIFA, nunca houve uma ação de verdade contra a entidade.

Foi necessário que os americanos, os tais xerifes do mundo, chegassem para colocar ordem na casa.

Nesse ponto, a ganância dos dirigentes da FIFA os traiu. Nos EUA tem tanto dinheiro que levar o futebol aos americanos engordaria em muito o montante que circula no esporte. Só que nos EUA também tem um tal de FBI e certas práticas lá não são bem vistas.

Como diria Caetano, “para os americanos branco é branco, preto é preto”. No verso da música ele falava em racismo, mas podemos usar essa lógica maniqueísta para entender como pensam os sobrinhos do Tio Sam. Lá, certo é certo, errado é errado e bandido é bandido. Todos devem pagar pelos crimes, sejam pequenos batedores de carteira, sejam dirigentes da FIFA que fazem contratos fraudulentos com fornecedores.

Aqui somos o país do “veja bem”, “não é bem assim”, “tadinho dele” e os mesmo executivos podem nos pilhar à vontade. Afinal, não iríamos atrapalhar a Copa das Copas.

As vezes me pego questionando os xerifes do mundo e suas arbitrariedades, mas é bom saber que temos um irmão mais velho, grande e mau humorado capaz de nos proteger dos bad guys de vez em quando.

Afinal, é neste irmão que pensamos quando vemos o ISIS destruir pessoas e tesouros históricos e alguém pergunta – Ninguém vai fazer nada?

Os americanos ainda tem a cintura dura e não aprenderam prazer misterioso de um drible da vaca (como se fala drible da vaca em inglês?). Mesmo assim, ontem, fizeram pelo futebol mais do que poderíamos sonhar. Golaço do nosso irmão mais velho que se continuar assim vai virar também o dono da bola.

O que é o fracasso?

Lindo Texto da Claudia Giudice.

A VIDA SEM CRACHÁ

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Som estrepidoso provocado pela queda ou destroçamento de algo. Encontrei essa definição na página 923 do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Ela é a primeira definição da palavra fracasso, que tem sua origem na Itália no ano de 1707. Eu só conheciaa segunda definição do substantivo. Essa todo muito sabe. É uma das primeiras palavras que aprendemos na escola. Como bronca e punição: “Que fracasso, menino! Por que não tirou 10 na prova?” Como ameaça e vaticínio: “Se não estudar, será um fracasso quando crescer”. Eu mesma, confesso, repito a ladainha para meu filho, esquecendo de celebrar o fato de ele estar na escola, de gostar de ler e de estudar.

O antônimo de fracasso é ainda pior do que ele. Antônimo de fracasso é triunfo, êxito, sucesso, conquista, vitória. Antônimo de fracasso é definição de super-herói, de Deus do Olimpo, de Alexandre, o Grande. Está aí a chave…

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Nojinho

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Vamos aos fatos, todos eles todos extremamente verídicos, coletados da maior fonte de informações confiáveis no planeta: Os compartilhamentos nas redes sociais.

1 – Um a cada três homens tem nojo de fazer sexo oral

2 – Homens assustados com pelos pubianos em fotos da Playboy 

3 – Depilação é a nova tendência entre os homens

A essas três evidências junto mais algumas constatações.

  • Os quintais das casas, outrora de terra, foram todos cimentados e cobertos por azulejos.
  • O plástico que envolve os canudinhos
  • O álcool gel nas bolsas das mulheres

Uno todas essas provas para dizer que:

O nojinho está es tornando uma das características mais marcantes de nossa sociedade.

Já tivemos sociedades marcadas pela extrema religiosidade, sociedades tecnológicas, paternalistas, maternalistas, coletoras… Agora temos uma sociedade do nojinho.

Perdoem o machismo mas eu aceitaria melhor as mulheres sendo mais fresquinhas. Sempre foram os homens da minha turma os que comiam o torresmo peludo da rodoviária, os que encaravam caldo de mocotó pedaçudo ou que não se importavam levar pequenas mochilas com duas cuecas e uma escova de dentes para os três dias de viagem à praia. As mulheres de meu convívio eram mais exigentes, desde jovens já precisavam de malas maiores e tinham nécessaires onde separavam em compartimentos os 26 produtos de saúde e limpeza indispensáveis para o fim de semana.

Explicada a origem do meu preconceito, penso nos motivos pelos quais ficamos assim. Quando pisar descalço na grama passou a ser um desafio ao nosso caráter? Quando o plástico que envolve os talheres nos buffets apareceu? Porque não éramos assim no passado? Me arrisco a alguns palpites:

As crianças dos anos 70 ainda tinham mais chance de encontrar quintais de terras e até mesmo ruas de terra. Era comum que invadíssemos teremos baldios para brincar no mato ou subir em árvores. Aliás, não se tratava de uma invasão, naquele tempo os terrenos não eram murados e estavam espalhados por aí, à nossa disposição.

Pelos também não nos incomodavam. Quando conseguíamos botar as mãos numa Status ou numa Playboy  eles estavam lá, adornando os corpos de nossas musas, tornando Magda Cotrofe ou Claudia Egito ainda mais maravilhosas.

E não podemos esquecer das casas de avós dos anos 70. Elas eram aquelas que haviam sido construídas 30 anos antes (pelo menos) e seu piso não era de porcelanato, era de madeira, de caquinhos de cerâmica. As paredes podiam ter marcas de humidade, os talheres eram pesados. Na casa das nossas avós não havia espaço para nojinho. O tal do porcelanato, por sua vez, me parece seu grande incentivador. Como se morar dois meses num casa com este piso nos impedisse de andar descalços na grama pelo resto da vida.

Ainda assim, todas essas são teorias que não tenho como comprovar. O nojinho está aí e quem sofre são 33% das mulheres que perderam o direito ao sexo oral. A natureza também sofre, já que aparentemente o plástico que embalada tudo é a salvação contra os micróbios que nos assolam. Puxo pela memória e não me lembro de alguém que tenha adoecido por usar um canudo não embalado em plástico.

Acho ainda mais engraçada a lei que obriga restaurantes “por quilo” paulistanos a usarem talheres embalados em plástico. Como se as bactérias estivessem nos talheres e não naquela comida exposta aos perdigotos de 200 pessoas.

Enfim, espero que não caminhemos para aquelas sociedades de ficção científica como se fôssemos todos embalados em plástico, comendo alimentos sintetizados e nos amando de forma perfeitamente higiênica através do computador. Será?

Coisas que eu sei e coisas que eu não sei

Coisas que eu sei

  • Um monte de nomes de rua em São Paulo: rua Caconde, rua dos Trilhos, Clélia, Honduras, Cuba, José Maria Lisboa, Apinagés, Fabia, Tito, Cunha Gago, Humberto Primo, São Vicente, Aurélia, Macuco, Alexandre Dumas, Harmonia e milhares de outras.
  • Um monte de caminhos alternativos para evitar trânsito: Como chegar de Pinheiros a Perdizes só em ruazinhas, como ir ao Ibirapuera sem passar pela avenida Brasil…
  • Capas de discos até os anos 90: Muitas, muitas mesmo, detalhes das capas e encartes do Iron e do Pink Floyd, todas das bandas nacionais anos 80…
  • Modelos de câmeras: Desde as Betas até as 4K, eu sei um monte de nomes e modelos. Qual é SD, qual é HD, qual tem bocal PL.
  • Muitos lanches do McDonald’s (embora não goste de nenhum deles).
  • Nomes de estádios de futebol como o Moisés Lucarelli, Vila Euclides, Defensores Del Chaco ou Estádio da Luz.
  • Nomes de jogadores de futebol, especialmente os antigos como De Leon, Heriberto, Basílio, Claudio Adão, Gatãozinho, Abelha, Tilico, Eliel, Tatu, Edu Manga, Hugo Sanchez, Aílton lira, Dasayev, Pfaff e Pavão.
  • Um monte de acordes no violão. Acordes com sétima, com nona diminuta, essas coisas que só quem é da bossa nova usa.
  • Os números dos canais da Net.
  • As datas de aniversário dos meus amigos de infância.
  • Raças de cachorro. Eu sei a diferença de um Fox Paulistinha para um Buldogue francês embora não tenha a menor intensão de ter um animal de estimação.
  • Modalidades olímpicas.
  • Cenas e diálogos de muitos filmes.
  • Quadros antigos dos programas de humor da Globo como o Capitão Gay, Tim Tones ou o rei anão do Jô Soares com suas respectivas musiquinhas e chavões.
  • Personagens de desenhos animados antigos: Coelho Ricochete, Pepe Legal, Formiga Atômica, Bionicão, Sawamu, A princesa e o Cavalheiro, Tutubarão, Esquilo sem Grilo…
  • Modelos de carros.
  • A Fórmula de Báscara.
  • As letras do hebraico.

Coisas que eu não sei

  • Por que as pessoas se comparam umas com as outras.
  • Por que o dinheiro nunca é suficiente.
  • Por que pessoas ricas se acham que não tem dinheiro.
  • Por que se mata em nome da religião.
  • Por que a grama do vizinho parece mais verde.
  • Por que o ódio a quem simplesmente é diferente da gente.
  • Por que impor nossa vontade contra a do outro.
  • Por que tantas pessoas religiosas tem tanto preconceito.
  • Para que serve a fórmula de Báscara.
  • Por que as pessoas dão tanta importância a beleza?
  • Como algumas pessoas não se comovem com o sofrimento do outro.
  • Como muitas pessoas não se encantam com um pôr de sol.
  • Qual o problema em parecer velho?
  • Qual a graça em assistir uma a Fórmula 1 atual?
  • Por que o Alexandre Pato ganha R$800.000,00 por mês?
  • Por que a obsessão das brasileiras em relação às invejosas?
  • Qual a graça em comer o sanduíche de mortadela do Mercadão?
  • Por que é tão importante para as pessoas exibir os pratos que comem?
  • O mundo precisa mesmo de 7 continuações de “Velozes e Furiosos”?
  • Por que tanta gente quer tirar foto da Mona Lisa?
  • Quem lê o meu blog?