Das tecnologias para o divórcio

Sexo aos 40

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Desde os tempos das cavernas o homem desenvolve tecnologias para diversos usos. Começou com pedras afiadas, tacapes e o fogo até chegar no videocassete Betamax, no Zoom da Microsoft e no Google Glass.

Hoje, praticamente não há ação humana que se faça sem o uso de tecnologias. Das nossas tarefas mais biológicas como comer e ir ao banheiro às mais sofisticadas, que envolvem relações pessoais e profissionais, dependemos de invenções humanas.

Com o divórcio, não poderia ser diferente, anos e anos de evolução não poderiam deixar pra trás uma matéria tão importante.

Aliás, como o divórcio é uma invenção moderna, que começou a ser usada com mais frequência nos últimos 50 anos, as tecnologias associadas a ele também são recentes.

A primeira delas é a união de duas invenções anteriores: O batom e o colarinho branco que juntos deram muito trabalho a advogados de família.

Depois vieram ótimas invenções com o mesmo uso…

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Lei Rouanet e Chico Buarque

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Tenho visto nas redes sociais (e até em blogs de jornalistas aparentemente sérios) críticas a artistas que usam a lei Rouanet. Em geral essas críticas relacionam o artista contemplado com algum tipo de apoio ilícito ao governo.

Curioso que sou, achei na internet o nome de alguns artistas que tiveram projetos aprovados na Rouanet. Vale lembrar que ter um projeto aprovado não garante dinheiro ao captador, já que é preciso encontrar um empresa que  patrocine o projeto (essa será beneficiada com desconto no imposto de renda).

  • MC Guimê
  • Maria Bethânia
  • Luan Santana
  • Detonautas
  • Claudia Leitte
  • Peppa Pig (a peça)
  • Cique du Soleil
  • Zizi Possi
  • Maria Rita
  • Erasmo Carlos
  • Marisa Monte
  • Rolling Stones
  • Rita Lee
  • Humberto Gessinger
  • Yago e Juliano
  • The Brazilian Pink Floyd
  • Eu (isso mesmo aprovei um projeto na lei mas ainda não consegui captar)

 

Curiosidade: Um documentário chamado “O Vilão da República” que trata da vida de José Dirceu também foi aprovado e ainda não conseguiu captar.

Curiosidade 2: O Chico Buarque nunca mandou um projeto para lei de incentivo. Ele é contra.

Há outras leis como o Proac (que é do Estado de São Paulo) ou as leis específicas do mercado audiovisual. Mas de modo geral, pode-se dizer que toda a cultura nacional passa por algum tipo de incentivo.

Na verdade escrevi tudo isso porque não me conformo com o Chico Buarque ser acusado de apoiar o governo em troca da aprovação na Rouanet, quando ele é um dos poucos artistas que sempre se recusou a usar o incentivo.

Até entendo gente que desconhece o mecanismo de leis de incentivo o acusando por ignorância. Mas já vi também gente que deveria saber o que estava escrevendo usando de má fé nas críticas ao compositor.

Eu, em geral, gosto de escrever aqui no Toda Unanimidade coisas menos sérias e mais divertidas, mas me cansa ver tanta desinformação sendo compartilhada na rede.

Enfim, se quiserem criticar alguém que usa a lei Rouanet, estou a disposição.

E se quiser conhecer mais sobre o projeto da minha empresa para distribuição gratuita de 12.000 livros infantis também estou a disposição.

 

 

 

 

 

 

 

 

Prêmio Dardos

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O “Toda Unanimidade” foi indicado três vezes ao Prêmio Dardos. Pela Rose, autora do Blog, Psicologia e Contemporaneidade, pela Patrícia, do MorgauseDs e pela Bia do O Terceiro Ato. O  Prêmio Dardos é um selo virtual criado em 2008 pelo escritor espanhol Alberto Zambade, autor do blog Leyendas de “El Pequeño Dardo” El Sentido de las Palabras. Zambade indicou ao prêmio 15 blogs, que indicaram outros 15 e assim sucessivamente, criando uma corrente na internet. O objetivo do prêmio é reconhecer e, consequentemente, divulgar o empenho de blogueiros para transmitir, por meio de sua criatividade, valores culturais, éticos, pessoais etc.

Sinto-me lisonjeado pelas indicações, ainda mais vindas de blogs que tanto admiro.

Regras do Prêmio Dardos:

Indicar 15 blogs que preencham os requisitos para receber o prêmio;
Exibir a imagem do selo;
Linkar o blog de quem recebemos a indicação;
Avisar aos blogs escolhidos.

Minhas indicações:

MorgauseDs

Caderno de observação de um filho

A Vida sem Crachá

Loucuras de Júlia

Mulher Vintage

Vale Mais

As Meninas do Cabelo Laranja

Regando Plantinhas

A Parte e o Todo em Mim

Resenha de Ontem

Vômitos Apaixonados

Nós Dois e o Mundo Todo

Clitóris Livre

Outros Sons

Pitacos e Achados

 

 

 

 

 

 

 

11 letras do Bowie para dizer Adeus ao Bowie

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And I’m floating in the most peculiar way
And the stars look very different today

Space Oddity

 

Planet Earth is blue, and there’s nothing I can do

Space Oddity

 

Time – He’s waiting in the wings
He speaks of senseless things
His script is you and me, boy

Time

 

Some of these days, and it won’t be long
Gonna drive back down where you once belonged

Golden Years

 

We can be heroes
Just for one day

Heroes

 

I heard a rumour from Ground Control
Oh no, don’t say it’s true

Ashes to Ashes

 

I’m standing in the wind
But I never wave bye-bye

Modern Love

 

If our love song
Could fly over mountains
Sail over heartaches
Just like the films

There’s no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It’s absolutely true

Absolute Beginners

 

Because love’s such an old fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And loves dares you to change our way of
Caring about ourselves
This is our last dance
This is our last dance

Under Pressure

 

Look up here, I’m in heaven
I’ve got scars that can’t be seen
I’ve got drama, can’t be stolen
Everybody knows me now

Lazarus

 

You know, I’ll be free
Just like that bluebird
Now ain’t that just like me?

Lazarus

Lazarus aliás é a canção de despedida que ele nos deixou. Coisa mais linda.

Adeus Bowie

 

BOWIE.jpgCinco e pouco da madrugada  e enfrento uma insônia daquelas. Levanto, deito, olho para o teto, pego o celular e abro o Twitter. Bowie está morto. Meu lado místico tenta relacionar a dificuldade em dormir à morte de um dos meus maiores ídolos na música mas sei que isso é bobagem.

Sento em frente ao computador, os portais ainda não tem as longas homenagens póstumas, apenas textos curtos reproduzindo a nota no site oficial de Bowie, câncer aos 69 anos.

Em breve todos acordarão também, sites e jornais escreverão longas biografias, fãs dirão que estão arrasados, substituirão suas fotos pelas do cantor e compartilharão as músicas do Youtube.

Sinto vontade de fazer tudo isso.

Fui a dois shows do Bowie, um deles foi das melhores coisas que já assisti, gravei da TV (em VHS) uma apresentação da turnê Spider Glass que revi até decorar, toquei com minha banda Rebel Rebel inúmeras vezes.  Me emocionei ao ver a exposição sobre sua carreira no MIS.

Provavelmente é o maior ídolo que vejo ir embora desde o Freddie Mercury. Penso que deveria estar mais triste, arrasado, como se tivesse perdido um amigo. Estou apenas confuso. Ouço o novo Blackstar (lançado esta semana) enquanto escrevo e o  disco é muito bom.

Adeus grande ídolo. Agradeço por ter dado uma contribuição única à cultura pop,  por ter escrito frases e versos que nos ajudaram a entender o mundo, por ter criado melodias  e harmonias maravilhosas, por ter mostrado que podemos mudar sempre sem que isso signifique incoerência.

Nada que eu escrever sobre você será importante, mas estou com insônia e é tudo que eu posso fazer.

Here am I floating round my tin can
Far above the moon
Planet Earth is blue, and there’s nothing I can do….
.
P.S. Só agora (horas depois de postar o texto originalmente) me dei conta que Planet Earth is blue pode significar: O Planeta terra está triste.

 

Será que sou burro?

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Vocês já repararam como as pessoas nas redes sociais são cheias de certezas? Todos tem opiniões definitivas sobre qualquer assunto.

Ando até me sentido meio burro, já que há tantas coisas que me deixam indeciso. Será que sou como meu quase xará Múcio, personagem do Jô Soares de quem só os mais velhos se lembrarão.

Para quem não conhece, olha ele aqui.

 

Outro dia o STF votou o rito do impeachment e eu, besta que sou, nada pude opinar porque nada sei sobre a legislação do rito de impeachment (mal sei escrever essa palavra difícil da peste).

Mas descobri que jornalistas, engenheiros, dentistas, desempregados, carteiros e afins conhecem a legislação de cabo a rabo e sabem exatamente o que diz a constituição, o código civil e o estatuto da câmara.

Aliás todos conhecem em detalhes o que diz a lei em relação a pedaladas fiscais e impeachment.

Infelizmente, passei meus 44 anos tentando memorizar os anões da Branca de Neve, os elencos do São Paulo, os filmes dos Irmãos Coen e um montão de coisas inúteis e não sei absolutamente nada sobre a relação de impeachment e pedaladas.

Para piorar, estes especialistas das redes sociais sequer concordam entre si. Uns sabem com 100% de razão que o impeachment é mais justo que calça de funkeira, já outros são absolutamente convictos de que se trata de um golpe. O que me deixa mais confuso.

Na próxima vez que me perguntarem sobre o assunto, farei o que o meu preparo intelectual permite, sairei de fininho em busca de uma cenoura para o lanche. E deixemos que os entendidos se entendam.