A Prisão de Lula

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Caro leitor, você já ouviu falar em SEO?

Resumindo, é um conjunto de técnicas para aumentar as chances de seu site ou blog ser encontrado no Google.

Imagine que você tenha uma pet shop na Penha. Se alguém procura no Google “pet shop Penha” e sua empresa aparece entre os primeiros na pesquisa, seu potencial de vendas cresce muito.

Você também pode pagar por um anúncio do Google, mas se tiver conhecimento das técnica de SEO, consegue ótimas colocações sem precisar investir nada.

Há um tempo fiz um texto chamado Amanda Nudes, sobre uma moça que fantasiava em mandar nudes para desconhecidos. Até hoje esse texto é visitado por pessoas que pesquisam “manda nudes” no Google.

Há várias técnicas SEO, como o uso de tags, palavras chave, a escolha certa do nome do arquivo de imagem, sua relevância histórica em relação  ao assunto abordado e principalmente, o título da matéria.

Então, nunca se esqueça, se você quer melhorar a posição de seu site ou blog nos mecanismos de busca, use títulos chamativos.

 

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2 Anos do Joãozinho Quero-Quero

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Foto: Eduardo Barcellos

Há dois anos a união destas três pessoas resultou no lançamento do livro infantil Joãozinho Quero-Quero.

Eu havia escrito a primeira versão do texto no meu tempo livre, em casa, incomodado com a realidade das crianças atiradas ao mundo do consumo e sonhando em lançar um livro infantil.

Mostrei o texto para o Pedro Menezes que na condição de velho parceiro de aventuras se dispôs a ilustrar e fazer a arte completa.

Por essas coincidências difíceis de explicar (há mais mistérios entre o céu e a terra) reencontramos nossa amiga Lizandra Almeida justamente quando ela preparava o lançamento de sua editora, a Polén.

No dia 23 de Abril de 2014, a Polén nasceu. Nasceu nosso livro Joãozinho Quero-Quero. Eu e o Pedro nascemos como autores. E como tudo isso não fosse suficiente, nasceu João, filho do Pedro e da Renata.

Foi uma mudança completa na minha vida. Joãozinho Quero-Quero está se transformando em uma série de animação para a TV e já estou com outros livros a caminho.

De todas as alegrias que o livro deu (essa parte será piegas mas isso é inevitável), o melhor foi saber das crianças que pediram para os pais lerem infinitas vezes. Foi ouvir que escolas usaram o livro em atividades de classe. Enfim, é saber que a nossa mensagem pode ter ajudado algumas famílias a enfrentar este mundo de desejos e frustrações materiais.

Agradeço aos meus amigos-irmãos-parceiros por essa união e aos leitores, principalmente os pequenos. Espero de coração ter contribuído, iluminando um pouco o caminho que eles começaram a trilhar.

 

 

 

 

Pessach e a Liberdade

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Chegamos a festa de Pessach, a Páscoa judaica, quando lembramos a fuga do Egito, evento que definiu os judeus como povo.

O tema central da festa é a liberdade e por coincidência, este ano, Pessach cai praticamente junto com o feriado de Tiradentes, o mártir assassinado quando lutava pela independência do Brasil.

Talvez haja algo em comum entre os dois libertadores além  das espessas barbas e do fato de ambos estarem em novelas no horário nobre.

Eles representam um conceito tão intuitivo, mas ao mesmo tempo de significado tão amplo.

Quando os judeus deixaram o Egito eles não precisavam mais obedecer as normas do Faraó opressor, nem trabalhar carregando pedras nas obras das pirâmides. Porém, logo na saída receberam a Torah, seu código de conduta com uma infinidade de leis a serem seguidas (se fossem só os 10 mandamentos seria moleza).  Não se pode comer um monte de coisas gostosas e não se pode fazer tatuagem. Há regra para se vestir, para casar, para criar os filhos, há inúmeras restrições. Que raio de liberdade é essa?

Tiradentes não viu o Brasil livre da opressão de Portugal. Foi executado trinta anos antes da Independência quando o Brasil livrou-se das amarras lusitanas. Ainda hoje, quando eu vejo as pessoas se amontoando nos trens para viajarem duas horas e chegar a um emprego que detestam, eu me pergunto – “Essas pessoas são livres”?

Será que somos livres quando trabalhamos mais de 4 meses no ano só para pagar impostos? E quando nos metemos em prestações que restringem nosso orçamento?

Questões difíceis. Não pensem que trago a resposta no bolso.

Talvez a verdadeira liberdade seja um estado de espírito, seja encontrar no mundo cheio de regras nosso valor individual, o que nos diferencia, o que nos completa. Talvez encontremos a liberdade dando sentido a tudo o que fazemos, lutando para manter a dignidade e nossos valores mesmo quando a situação nos leva na direção contrária.

Os judeus acreditam que nunca saímos do Egito completamente. Dentro de nós há sempre um faraó louco para nos escravizar e que a festa de Pessach é uma ocasião para enfrentarmos esse faraó e avançarmos na nossa libertação individual.

Hoje, 3.500 anos depois da saída do Egito e 220 anos depois da morte de Tiradentes, o mundo continua cheio de armadilhas contra a liberdade. Gente que mata quem pertence a tradições diferentes. Gente que tenta restringir nosso direito de pensar. Atire a primeira pedra quem nunca viu um censor nas redes sociais.

Continuemos nossa luta. Uma luta árdua e individual pelo direito de escolher nossos caminhos e para entender pelo menos um pouco mais o significado dessa palavra aparentemente tão clara: Liberdade.

 

 

Carta aos congressistas

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Caros congressistas

Aproveitando que praticamente todos vocês apareceram no congresso ao mesmo tempo (coisa rara) e demonstraram tanto compromisso por seu país, seu estado, seu município e seus parentes, eu vou fazer uma sugestão.

Talvez vocês não saibam, mas o Brasil vive um momento difícil na economia. Nós que não embolsamos os salários de 33 mil reais de vossas senhorias temos sofrido certas dificuldades e o principal motivo são os gastos irresponsáveis do Estado.

Então peço que vocês peguem esse imenso senso de responsabilidade cívica que demonstraram ontem e votem mais algumas coisinhas que faria um bem enorme para seus eleitores.

Posso até sugerir o discurso dos votos:

_ Em nome dos meus filhos Jacó e Balaão e dos meus netos Jó e Maria, eu voto pelo fim dos carrões oficiais!

_ Em nome do Piauí e dos cortadores de charuto de Pindorama, eu voto pela redução de 60% da verba parlamentar!

_ Em nome do Papa, do Rivelino e do Scooby-Doo, eu voto pela redução do número de assessores parlamentares!

_ Em nome dos torturadores do Brasil, dos militares, de Napoleão e do Capeta, eu voto pelo fim dos vôos em jatos da FAB!

_ Em nome do meu apoiador de campanha e do meu empreiteiro favorito, eu voto pelo fim dos inúmeros cargos de confiança no senado e no Congresso .

Enfim, caros congressistas, é apenas uma ideia. Porém aposto que muitos me apoiarão.

Eu como autor do Blog, encerro essa missiva com um discurso inflamado:

_ Em nome dos leitores do Toda Unanimidade, compartilhem meu post!

Quem sabe assim,  a ideia pega.

 

 

 

Duas mentiras sobre o Impeachment

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Há dois discursos nesta discussão sobre o afastamento da Dilma que não me convencem. Um da direita e um da esquerda.

1 – O impeachment faz parte da luta contra a corrupção

Eu tenho 45 anos. Já fui enganado milhares de vezes na vida e aprendi a ser um pouco mais atento a certas milongas.

Ninguém vai me convencer de que Temer, Cunha, Roberto Jefferson, Feliciano, Maluf, Rodrigo Maia, PSD, PP, PR estão lutando contra a corrupção.

2 – O Impeachment é um golpe das elites contra as conquistas sociais.

Esses mesmo deputados e partidos acima pertenceram a base governista desde 2002. Eles apoiaram Lula e votaram a favor da criação do Bolsa Família, do  Fies, das Cotas, do Prouni e de todas as conquistas sociais. Se eles fossem representar as elites na luta contra a ascensão dos pobres eles teriam derrubado Lula em 2003.

Talvez os historiadores um dia encontrem os motivos dessa crise toda. Meus parcos conhecimentos em ciência política me fazem crer que tem a ver com a falta de habilidade da Dilma em domar a alcateia que sustentou o PT nos últimos 14 anos.

 

 

É Golpe?

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Especialistas debatendo a legalidade do processo de Impeachment aos olhos da constituição

Não sei se o leitor do Toda Unanimidade percebeu mas algumas pessoas tem discutido nas redes sociais a legalidade do processo de impeachment.

Eu já disse anteriormente que não sou lá muito inteligente e por essa razão não sei o que a constituição diz a respeito do assunto.

Porém, como não quero ficar em silêncio nas conversas de botecos e nem nos grupos de zapzap, decidi pensar no assunto. E pensarei em voz alta, aqui no blog.

Quem sabe você, leitor, me ajuda a chegar a uma conclusão.

Minha intuição

Minha intuição diz que as tais pedaladas não são motivos para impixe (perdoem, tenho preguiça de escrever aquele palavrão complicado).

A manutenção das regras, das instituições e a confiança no sistema democrático são muito importantes para um país. Acho que tirar um presidente eleito é um trauma e só deve ser feito em casos em que o motivo legal seja bastante claro.

Mas minha intuição vale muito pouco. Estamos num país regido por uma constituição e é ela quem manda. Então precisamos da…

Opinião dos especialistas 

Se eu não entendo ouvirei quem entende: Juristas famosos* e amigos advogados.

Vejo então que há opiniões divergentes. Uns dizem que é constitucional e outros pensam o contrário.

Mesmo percebendo que parte destas opiniões é contaminada por visões ideológicas pessoais, não se pode negar que existem muitos argumentos bons de gente que entende do assunto garantindo a legalidade do processo.

Então, não é golpe. É um debate que envolve a constituição e faz parte do jogo democrático.

Só que…

Onde a coisa se complica

Não vejo o menor interesse dos deputados que lutam pelo impixe em relação a discussão legal. Eles decidiram tirar a presidente e fazem apenas um teatro, cumprindo o rito processual sem se importar com quaisquer argumentos ou fatos do Processo. Isso parece Golpe.

Por outro lado, os defensores do governo também não se importam com debate. Usam a discussão legal como desculpa para defender a Dilma. Usam o argumento do Golpe como campanha para levantar a sua torcida.

Enfim, não é golpe, já que lei dá espaço na lei para esse tipo de debate e consequentemente de processo, mas também está longe de ser um procedimento que mostra a maturidade de nossas instituições republicanas.

E a minha vontade? **

Eu desejo que o governo caia.

Acho que seria mais agradável e menos sofrido se a Dilma renunciasse. Como isso não deve acontecer torço para um impixe rápido.

Dilma é uma presidente muito ruim. Ela recebeu um país que crescia, tinha inflação baixa, desemprego nulo e contas em dia.  Quando assumiu em 2011 ela também tinha o congresso a seu favor.

Se em condições tão favoráveis ela conseguiu produzir esse caos, imagine agora com o país desgovernado. Não acho justo que milhares de empresas fechem, que milhões de pessoas percam seus empregos em troca de alguma convicção legalista.

Sofreremos com o impixe, mas creio que a manutenção de Dilma represente um sofrimento ainda maior à população.

E a corrupção?

Eu não falei dela porque pra mim esse processo nada tem a ver com corrupção. Acho até que a Lava Jato pode ter sérios problemas num governo do PMDB. Veremos.

Como diria Roberto Jefferson, é uma questão de escolher o bandido favorito.

E Você?

Qual a sua opinião caro leitor? É golpe?

 

* Entre os juristas famosos desconsiderei a opinião Janaína Number of The Beast. Só leio os que não gritam e nem imitam pomba gira.

** Faço essa observação depois de alguma reflexão: Minha vontade não significa que algo é justo ou injusto, apenas indica um desejo sujetivo.

 

Meu sucesso no Whatsapp — Sexo aos 40

Acordei e levantei-me com cuidado para não atrapalhar a moça que dormira ao meu lado. O nome dela é Karen e eu a conhecera numa festa na noite anterior. Tomei uma ducha rápida e passei um café. Ela apareceu na porta da cozinha, vestindo minha camiseta com um sorriso sem graça. Conversamos melhor na padaria, […]

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