Novo record

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2018 já o melhor ano da História do Toda Unanimidade. Mais de 8.000 views e ainda estamos em agosto.

Obrigado a vocês que por um motivo inesperado dão audiência a esse blog.

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Manual Prático do Voto – Presidente

Manual Prático do Voto – Presidente

Para fechar a série que ensina ao (e)leitor os macetes do voto, vamos ao cargo que mais interessa: O Presidente, aquele que veste a faixa verde-amarela no peito e desce a rampa com os jogadores quando o Brasil ganha a Copa.

Em nossos tempos de nervos à flor da pele, essa é provavelmente a eleição que mais vai mexer com as paixões do Brasileiro e não preciso ir longe nas explicações. Depois que as acusações de corrupção pipocaram, a paciência do povo se esgotou. As pessoas estão brigando em família, radicalizando as posições políticas e pior que isso, mandando memes chatos no Whatsapp.

Mas a verdade é que o povo não sabe exatamente o que esperar de um presidente. Por isso eu fui iluminado com meu talento blogueiro, para afastar de vez as dúvidas e revelar a fórmula definitiva para escolher o candidato.

Note que não vou dizer em quem você vai votar, mas dar-te-ei, caro leitor, o caminho para uma decisão sem dúvidas e frustrações, respeitando a visão de mundo que é diferente para cada um.

Afinal, o que esperar de um presidente? Vou elencar algumas virtudes que espero de um presidente e afirmo democraticamente que só essas importam.

1 – Capacidade administrativa

Essa é das virtudes a que menos importa. O Brasil tem uma máquina complexa mas altamente especializada. É uma função que tecnocratas bem colocados podem fazer bem. Nesse quesito parece que Ciro e Alckmin saem na frente. Mesmo com todas as besteiras gigantes do governo Alckmin, não dá pra dizer que ele desconhece  a máquina. Meirelles também vai bem nesse quesito. Não adianta achar que empresário é administrador público. São talentos diferentes, exemplo disso foi o empresário Dória que foi totalmente incompetente em São Paulo.

2 – Visão estratégica

No final do Século XIX os americanos começaram o metrô de Nova Iorque. A cidade ainda não precisava de um sistema de trens subterâneos mas os americanos construiam o metrô pensando nos 100 anos seguintes.

Outro exemplo: Os EUA tem petróleo a rodo, nadam em petróleo, mas exploram pouco as próprias reservas e importam bastante. Eles guardam o que chamam de reserva estratégica, pensando no futuro quando o preço será bem maior.

Basicamente, eu diria que a visão estratégica é a capacidade de ver mais longe e ter uma visão de país que se pretende atingir.

Aparentemente todos os candidatos tem esse tipo visão. Bolsonaro que é mais míope delegou o serviço para o Paulo Guedes. Este tem visão, concorde-se ou não com ela. O problema é que Paulo Guedes não será eleito, podendo ser dispensado a qualquer ataque de nervos do chefe e nesse caso teríamos um presidente que não tem ideia do que fazer no planalto.

O fato dos candidatos terem visão estratégica, não significa necessariamente que seus planos sejam bons, apenas indica que eles tem um caminho.

3 – Capacidade de liderança

É o poder de fazer as pessoas a sua volta seguirem as suas ideias. Quem trabalha numa grande corporação sabe muito bem a diferença de um líder para uma pessoa muito inteligente. A pessoa muito inteligente pode ser um ótimo técnico, mas quem move o grupo em torno das ideias é o líder.

Um líder capaz consegue reunir mais votos no congresso sem pagar um preço tão alto. Dilma sem capacidade de liderar tinha de usar cargos e dinheiro para conseguir o que queria. Deu no que deu.

Falem o que quiser, mas perto do Lula, qualquer um é pequeno neste quesito. Lula se tornou líder do maior sindicato do Brasil, para depois se tornar líder do maior partido de esquerda do Brasil para praticamente se tornar o líder da esquerda mundial e o presidente do Brasil. Governou com 90% do congresso ao seu lado e tinha boa entrada em qualquer país. Não teremos alguém assim.

Dentre os candidatos, Bolsonaro que nunca liderou nada está mostranso-se capaz de angariar as pessoas em seu entorno, mesmo sem apresentar grandes ideias. Os outros ainda não mostraram esse talento.

4 – Inspiração

Um presidente tem de inspirar seu povo. Países que entram em guerra por exemplo, ganham confiança com as palavras de seus líderes. O mundo se lembra dos discursos de Churchill, Kennedy ou Gandhi.

O problema é que hoje em dia num mundo tão dividido as inspirações de uns causam aversão a outros. Parte da direita se inspira em Bolsonaro, Danilo Gentile e Olavo de Carvalho. A direita menos raivosa adora economistas como Amoêdo, Pérsio Arida e Gustavo Franco e a esquerda se inspira em Lula, Haddad e Manuela.

Os EUA são o exemplo desta divisão. Obama inspirou meio país por 8 anos e Trump está inspirando a outra metade agora.

Creio que é uma tarefa quase impossível alguém ser uma inspiração que una o país.

5 – Identificação 

Vejo que muitos amigos executivos e empresários irão votar no Amoêdo. Eles se identificam com sua ideias e com sua imagem. Ele é um cara parecido como meus amigos e chegou no topo da carreira empresarial.

O mesmo aconteceu com Lula. Ele era o nordestino, o homem do chão de fábrica, totalmente identificado com quem tinha a mesma origem.

Vejo nesse quesito a força do Bolsonaro. Ele declara com todas as letras seus ódios e preconceitos. Coisa que está no coração de muitos brasileiros e que os outros políticos jamais tiveram coragem de fazer (mesmo os que compartilham estes valores). Essa atitude encantou muita gente. Além disso o jeito simplista com que ele encara as questões é o mesmo de milhões e isso tem trazido uma enorme aderência para sua campanha. Sem o Lula na disputa, Bolsonaro é imbatível nesse quesito.

Sobra pouco para os outros. Haddad consegue a identificação dos jovens moderninhos de esquerda. De resto não vejo muito força nos outros candidatos.

A identificação tem ainda um componente aspiracional. O candidato de certa forma nos reflete e nos melhora. Ele pode ser a versão de você que deu certo. O Lula era o peão que deu certo, Amoêdo é o executivo que deu certo e Bolsonaro, o brasileiro frustrado que deu certo.

6 – O ar do tempo (zeitgeist, como dizem os alemães)

Alguns candidatos são as pessoas certas na hora errada. Ulisses Guimarães era um político de primeira grandeza, admirado até por opositores, mas quando saiu para presidente em 1989 não era o que o Brasil queria e não teve a menor chance. Mesmo Lula com sua força no operariado perdeu varias eleições até vencer em 2002.

Não sei explicar isso mas há momentos em que o mundo está mais liberal, momentos em que o mundo está mais conservador, momentos em que a sociedade quer mudança e momentos em que se quer continuidade.

O ar de 2018 pede mudanças, o ar de 2018 tem mais radicais conservadores e mais gente (não paradoxalmente) querendo discutir a discriminalização das drogas e do aborto, há mais gente preocupada com a violência e mais gente se mostrando violenta.

Me parece que o discurso do Amoêdo de aversão à política tradicional e os xingamentos do Bolsonaro tem mais adesão aos ares de 2018. Isso não é uma virtude ou defeito.

Conclusão

Agora você mesmo pode pegar a lista dos candidatos e compará-los com estes critérios. Seu candidato inspira? Tem visão? Sabe administrar? É um líder? Enfim, dá até para fazer uma tabelinha no excel e atribuir notas como os skills dos jogadores de futebol do Game FIFA 2018.

Seguindo minhas orientações você vai encontrar o candidato ideal para o seu perfil. Vá em frente e não precisa me agradecer, depois eu passo o número da minha conta.

Meu voto

Me arriscando a perder o restante dos leitores, digo que penso em votar no Ciro mas posso mudar conforme os ventos. Acho que estou mais preocupado em não ter o Bolsonaro como presidente do que em saber quem vai vestir a faixa.

E você leitor, já escolheu seu candidato?

Ligando na Vivo

Ligando na Vivo

Esse é o relato da terceira tentativa de ligar na Vivo – 10315 –  para cancelar uma linha.

Nas duas primeiras passei por centenas de menus até a linha ficar muda justamente quando parecia estar perto de ser atendido.

14:09 – Robot atende rápido e dá duas opções

14:10 – Robot pede para eu digitar o número da minha linha, eu digito mas o robot não reconhece. Eu digito o meu CPF. O Robot não reconhece pela segunda vez.

14:11 – Digito o meu CPF de novo e o robot me transfere para vivo Móvel.

Recebo este protocolo: 20185061603106

14:12 – No menu há opção de mudar para Vivo Fixo e é o que eu faço.

Recebi este novo protocolo: 20185061653297

14:13 – Novo menu, digito a tecla de cancelamento. A tecla 4 de cancelamento não funciona e peço para chamar o representante na tecla 8.

14:14 – Yuri me atende e eu explico para ele e passo o número da linha. Yuri diz que a linha é residencial e que não liguei para o setor certo. Ele me transfere para outro setor.

14:17 – Musiquinha de espera. Uma espécie de Bossa Nova com a flauta fazendo a melodia.

14:18 – Sidnéia me atende. Eu passo as informações e ela me põe na espera.

14:20 – A musiquinha voltou.

14:21 – O Ayrton me atendeu agora e pediu novamente os dados. Ele pede para eu aguardar em linha.

14:22 – A ligação fica com aspecto de mudo, conforme Ayrton me alertou.

14:26  – Ayrton pode um momento.

14:29 – A ligação caiu pela 3a. Vez.

Pelo menos os 20 minutos perdidos da minha vida serviram para escrever este texto. Quem sabe alguém da Vivo veja e resolva me ajudar.

 

Manual Prático do Voto – Governador

Manual Prático do Voto – Governador

Prezado leitor, novamente faço um texto voltado ao paulistano. Tenho pouca informação dos outros estados portanto peço desculpas aos baianos, matogrossenses, paraibanos e afins. Vocês terão de procurar outro blog para lhes orientar.

Aqui no Estado Badeirante a situação não é das mais encorajadoras (para usar um eufemismo). O Estado que já foi governado por Laudo Natel e Franco Montoro tem um time de candidatos que me faz sentir saudades do Maluf e sua roubalheira raiz.

Hoje não há como eleger um nome que nos empolgue, mas temos uma missão importante. Podemos evitar o GRANDE MAL.

O GRANDE MAL, como todo mundo sabe, é o Doria.

Doria odeia governar. Entrou para a política porque sabe o potencial do poder para melhorar os seus negócios e ele adora negócios. Ele tem outro defeito grave: Não é muito chegado a pessoas. Lembra o General Figueiredo que preferia o cheiro de cavalos ao cheiro do povo.

Doria também nunca gostou da cidade de São Paulo, para ele a cidade não passa de um caminho feio para o Aeroporto de Guarulhos. Talvez por isso o desapego para derrubar o viveiro Manequinho Lopes e construir um Mc Donalds no lugar. Ou para enfiar algumas torres de escritório no clube do Pacaembu.

Não vou entrar no capítulo das mentiras, eu precisaria de umas 80 páginas para descrever todas que ele soltou nos últimos 2 anos.

A esperança para tirar esse psicopata* do nosso caminho está em três homens:

1 – Skaf

Empresário retrógrado e MDBista que usa o dinheiro do departamento de MKT do Sesi para se autopromover. Sua única virtude é não ser o Doria.

2 – Luiz Marinho

Pouco sei do ex-prefeito de São Bernardo, a não ser que parou umas obras importantes da cidade no meio. Luiz Marinho ao assumir a prefeitura pagou uma campanha publicitária na Globo para anunciar um estádio de futebol que ainda não havia começado a construir. Gastou tanto em propaganda que faltou para fazer a obra. Ainda bem. Ele é fraco, mas é melhor que o Doria.

(Um amigo deixou nos comentários mais informações sobre o Marinho, recomendo que leiam)

3 – Márcio França

Não tenho grandes simpatias por ele. Faz bem o tipo: Político Profissional. Cheio de artimanhas, com esperteza política e bom de articulação. Na falta de coisa melhor, França ficou com meu voto por exclusão. Pelo menos sabe comandar a máquina e é experiente.

Pode ser que alguém reclame se eu não falar do Rogério Chequer e dos outros, então aqui vai:

_ Rogério Chequer e os outros.

Dito isso me despeço. Boa noite e bom voto.

*Eu considero Doria um psicopata mas tenho preguiça de explicar meus motivos.

 

Manual Prático do Voto – Senado

Manual Prático do Voto – Senado

Caro leitor eleitor, seguindo minha ideia de palpitar na escolha do voto, faço mais um texto, desta vez falando do Senado. Na verdade, não há tanto que falar aqui. Apenas sugiro que sigam a dica que dei para o voto nos deputados. Segue o link.

A única diferença, é que nesse caso além da dica genérica, de não votar nos partidos-empresa, sugerirei aos paulistas um nome:

Mara Gabrilli – PSDB

Tenho a sorte de conhecê-la. É séria, tem uma história de superação impressionante e uma agenda ligada ao apoio a pessoas com deficiência, luta que empenha com brilhantismo. Sei que muitos amigos tem aversão ao PSDB, mas nesse caso sugiro que abram uma exceção.

Meu voto

Além da Mara, devo votar no Suplicy. É honesto e tem convicções que persegue há anos, como o projeto Renda Mínima e a defesa dos direitos humanos. Mas não sou tão enfático com o Suplicy como sou com a Mara.

Em breve volto falando dos cargos majoritários, bem mais polêmicos, onde prometo desagradar a todos.

Vote no PT

Vote no PT

Em primeiro lugar preciso pedir desculpas ao leitor. O título do texto é um pouco falso. Fiz isso para atrair cliques. Confesso. Mas não chega a ser um título totalmente mentiroso. Decidi fazer uma série de textos com dicas para as eleições e começo aqui. Inclusive com o título verdadeiro.

Manual Prático do Voto – Deputados

Caro, a partir de hoje você recebeu uma promoção e passará de Leitor a Eleitor.

As eleições chegando e com elas a dificuldade em escolher os candidatos entre tantos picaretas. Pois eu sugiro que você fique comigo para ter as respostas para todas as perguntas que te afligem.

Comecemos pelos deputados – Estaduais (aqueles que ganham para não fazer nada) e federais (os que chantageiam os presidentes em troca de cargos e verbinhas).

Eu sugiro que a gente divida os partidos em 3 grupos, isso facilitará nossa decisão.

Grupo 1 – Partidos com alguma agenda

São partidos de esquerda, direita, de centro, mas que tem entre seus políticos e seguidores alguma visão de mundo e o desejo de implantar um modelo de governo.

São eles: PT, PSDB, DEM, PCdoB, PODE, REDE, PSTU, PCO, PSOL e NOVO.

Alguns deles são mais honestos, outros menos, mas cada um deles existe para cumprir um agenda, mesmo que sua atuação seja manchada por corrupção.

Grupo 2 – Partidos Empresas

São partidos que existem como negócio. Eles não se importam com quem está no poder. Sempre apoiarão o governo, afinal, querem cargos e verbas. Eles vivem pelos fundos partidários e pelos horários de TV que podem ser negociados e vendidos. Muitos deles se unem e fazem seus crimes e negociatas em grupo, se auto intitulando “Centrão”.

São eles: PP, PTB, PR, PSC, PRB, PSD, PRP, PSL, PMN, PHS, PTC, SD, DC, AVANTE, PRTB, PROS, PATRI, PPL e PMB

O exemplo classico é o PSD do Kassab, que apoiou Dilma até o último dia, apoiou o impixe, apoia o Temer e se o Haddad ganhar será o primeiro a oferecer apoio em troca de um ministério.

Grupo 3 – indefinidos

Não sei por que esses partidos existem, se querem grana ou se tem algum objetivo.

São eles: MDB, PDT, PV, PSB e PCB.

Eu coloquei o MDB aqui porque oMDB é um mistério. É grande demais, abriga muitas alas divergentes. Não sei se pode ser reduzido a um partido-empresa

Conclusão

O motivo deste texto é o seguinte aviso:

Jamais vote em partidos do Grupo 2.

Repito.

Jamais vote em partidos do grupo 2.

Vote no PT, no PSDB, na Rede, no Novo, no diabo que o parta.

Mas jamais vote em partidos do grupo 2.

Na dúvida melhor não votar no MDB também.

Meu Voto

Vou votar para deputado na legenda do PSOL. Motivo: Teremos uma bancada ultra conservadora em 2019. Os direitos dos negros, das mulheres, gays estão ameaçados. O Projeto da Escola-super-evangélica avança loucamente. Vamos precisar de deputados com coragem para defender as liberdades individuais.

PS. Votar em canditado com ficha suja não, né?

PS2. Se concorda e defende os mesmos valores, compartilhe, vamos tentar fazer um congresso melhor.

PS3. Jamais vote em partidos do grupo 2