Democracia em Vertigem

Democracia em Vertigem

Faltam poucos dias para a cerimônia do Oscar e o Brasil está presente em 3 filmes. Ad Astra, Dois Papas e Democracia em Vertigem.

Imaginei que o patriotismo e a chance de uma premiação internacional iriam unir o Brasil, imaginei que as famílias estariam reunidas no domingo, com a camisa da seleção diante da dublagem sem graças da cerimônia, torcendo abraçadas pela cultura brasileira, mas isso não vai acontecer.

Novamente esquerda e direita estão trocando farpas em função do documentário da Pietra Costa. Como sou ingênuo.

Democracia em Vertigem é um filme de grande impacto. Quem recomendou que eu assistisse foi um cineasta americano que já concorreu ao Oscar de melhor documentário. Outros produtores americanos elogiaram o filme para mim.

Lógico que as pessoas que tem visão de mundo oposta à de Pietra não concordam com o ponto de vista dela, mas isso não diminui o filme. É um filme sobre um ponto de vista. Eu diria que é um filme sobre a destruição do sonho da esquerda contada por pela própria esquerda.

Como cinema tem inúmeras virtudes. Tem imagens impactantes e exclusivas. Tem uma narrativa coerente e instigante dada muito pela ótima montagem e pesquisa de imagens. Além disso coloca uma discussão que vale não apenas para o Brasil. O mundo inteiro está vivendo a época das Fake News e das democracias em vertigem, a experiência brasileira é super universal.

O filme tem defeitos também, mas não me importa falar deles. Eu torço para o São Paulo independentemente de suas fraquezas (Alexandre Pato, Pablo, Leco…) e vou torcer para o Brasil da mesma forma.

Vale dizer que a vitória de Pietra é improvável. Os concorrentes são muito fortes. American Factory é um maravilhoso retrato da transformação dos EUA, um filme impecável. Há dois filmes impactantes sobre a Guerra da Síria, difícil ganhar deles.

Mesmo assim acho devemos celebrar o avanço de nosso cinema. Se temos três filmes no Oscar, isso se deve ao sangue e suor de muita gente. Em 2019 foram dois filmes premiados em Cannes. Agora em janeiro Mamãe É Uma Peça 3 bateu os 140 milhões de reais de bilheteria, um recorde histórico. Essas coisas não acontecem por acaso.

Vamos continuar lutando pelo cinema no Brasil, vamos celebrar cada vez mais nossas vitórias e torcer para que um dia a cultura volte a ser valorizada por todos os brasileiros.

Qualquer Música Fica Boa Depois de 20 Anos

Qualquer Música Fica Boa Depois de 20 Anos

Esse título ficou tão grande, tão grande, que eu nem preciso escrever o texto. O título já diz tudo. Não há nada que eu precise acrescentar.

Só continuo escrevendo porque algum engraçadinho pode duvidar de uma afirmação tão certeira, assim preciso gastar minha argumentação explicando o óbvio. Vamos lá.

Há dois tipos de música, aquelas que gostamos e as que não gostamos. Vou evitar dizer que há música boa e música ruim pois sei há muito tempo que nada é tão subjetivo como o gosto musical. Mas tenho certeza que para você leitor, a fronteira que separa música boa de música ruim é clara e nítida.

Se você pertence a minha geração, dos que testemunharam a Copa de 82, provavelmente será um fã do Queen e Zé Ramalho e tem grande chance de não gostar de Drake e Ludmilla.

Aposto ainda que se você gosta de Henrique e Juliano, não deve gostar de Sepultura, e vice versa.  Aliás, sem conhecê-lo leitor, vou arriscar que você não gosta nem de Sepultura e nem de Henrique e Juliano.

Enfim gostos são polêmicos, mas uma coisa é certa. Qualquer música fica boa depois de 20 anos.

Eu quando jovem era um arrogante musical, gostava do rock progressivo do Yes, das melodias do Supertramp, das letras inteligentes do Chico Buarque, das harmonias do MP4. Não suportava a nova onda sertaneja surgida no final dos anos 80 como Chitãozinho e Xororó ou Zezé de Camargo e Luciano. Meu refinamento intelectual construído nas quartas-feiras com desconto do Belas Artes não permitia.

Outra coisa que me arrepiava era o pagode, vertente simplificada do samba com tempero pop.

Porém, eis que 20 anos depois, canto as músicas do Alexandre Pires com a mesma alegria com que danço os sucessos do Sidney Magal. Sou daqueles que acredita que “Evidências” é o verdadeiro hino do Brasil.

Lembram da breguice erótica do “É o Tchan”? Eu como estudante de comunicação da USP poderia fazer inúmeras teses provando seu legado negativo para a cultura brasileira. Pois bem, passados 20 anos me pego cantando distraidamente:

“Essa é a mistura do Brasil com Egito…”

Que saudades do Compadre Washington. Ele me fez entender que a música é mais gostosa quando temperada com nostalgia. Tudo que um dia pareceu ruim hoje mexe com nosso coração. Se você passou dos 40, tente ouvir Fabio Junior, Giliard, Perla, Gretchen, Luiz Caldas, Netinho (de Oh Mila!), e tudo o que você não gostava na época para ver a emoção que cada um trás.

Se você tem 18 anos e não suporta Anitta, aguarde. Ao chegar à meia idade aposto que vai cantar “Show das Poderosas” com todas as força enquanto abraça seus velhos amigos em um reencontro qualquer.

Saiba que um dia, até mesmo Elvis, Beatles e a Disco Music já foram considerados lixo para consumo imediato.  

Portanto amigo, antes de odiar qualquer estilo, dê tempo ao tempo e lembre-se: Pau que nasce torto, nunca se endireita, mas música, 20 anos depois, fica uma maravilha.

Conversas alheias

Conversas alheias

Se eu pudesse dar um único conselho a quem quer escrever livros ou roteiros, este conselho seria: abandone seu carro. Use o transporte público.

Opa, tem um segundo conselho: Abandone também o fone de ouvido.

Amigo criativo, a vida acontece nas ruas, nos botecos, no vagão do metrô, no ônibus e não nas redes sociais, nos bares descolados e muito menos no ar condicionado de um carro.

É na rua entre o movimento dos transeuntes que encontramos histórias e diálogos, percebemos como as pessoas agem, como elas falam. Esse deve ser o combustível de nossa criatividade.

Eu chego ao extremo de anotar as conversas mais interessantes para não esquecer. E como sou muito generoso, vou compartilhar algumas destas conversas com vocês.

E se algum dia uma história minha tiver alguma semelhança com o que você viveu, não estranhe. Provavelmente eu estava ouvindo quando você a contou para sua tia no metrô.

Um adolescente aparentemente pouco instruído explica para o seu amigo – Eu não fui desumilde. Fui um pouco arrogante, mas desumilde, nunca.

No Banheiro do Metrô o faxineiro se apoia na vassoura qual Moisés com seu cajado e aconselha um homem bem vestido que parece estar se preparando para entrevista de emprego – Não pode baixar a cabeça. A vida é uma roda gigante – o faxineiro fala dos maus momentos pelos quais passou até chegar no bom emprego que conseguiu.

Conversa no Metrô:

Mulher: Na cela que eu fiquei tinha traficante, tinha assassina. Era pra ficar três dias fiquei quase um mês

Homem: É bom que descansa.

No trem, um grupo de meninas de 18 anos, muito simples, debate sobre uma nota de 10.000 Guaranis Paraguaios querendo saber o valor da nota em reais. Não aguentei e entrei na conversa. Queria saber como elas haviam conseguido a nota – Nóis trampa de palhaço no sinal – Elas haviam ganho a nota ao pedir dinheiro e imaginavam que era um dinheirão.

Eu acabei de fazer a conta no Gloogle e pelo câmbio atual a nota vale seis reais.

Duas amigas conversando – Não aguento roupa sem passar. Meu marido quer sair de casa todo amassado. Parece que não tem mulher…

Outras mulheres conversando no metrô sobre um marido problemático.  Ele é indiscreto olhando para “as partes” de outras mulheres:

_ Eu é que não fico na rua olhando para o pinto dos homem, olhando para as saliências…

Peguei também o desabafo de dois cozinheiros de um restaurante japonês. Um dizia que se o dono do restaurante não aumentar seu salario para R$2.000,00 ele vai embora.

Uma mulher ao telefone transborda sinceridade – Eu falei pra ela, você é tão podre que quando você morrer nem urubu vai querer te comer.

Duas enfermeiras são mais singelas. Depois de um dia de trabalho que conviveram com pacientes em estado terminal falam da finitude de vida e da importância de fazer tudo o que sonhamos hoje. 

Pode parecer bobo, mas essas conversas nos aproximam do mundo, de outros mundos, outros tipos de problemas, dramas de pessoas de verdade. Também valem as conversas com motoristas de taxi e de aplicativos. Cada um é uma enciclopédia da vida real. Agora é carregar o seu bilhete único e manter os ouvidos bem atentos. Depois é só colocar no papel e comemorar os “Prêmios Jabuti”.

O Melhor Canal do Youtube

O Melhor Canal do Youtube

Se você ainda não conhece, dá licença de eu contar. O melhor canal do Youtube se chama NPR Music, que apresenta os NPR Tiny Desk Concerts.

Descobri o canal há alguns anos e passei a acompanhar suas postagens. Tratam-se de “pockets sows” de 15 a 20 minutos feitos na “tiny desk” dos escritórios da NPR.  

Os artistas são variadíssimos. Eles pegam gente de todos os estilos e países. Há música clássica, Jazz, country, música árabe, africana e assim por diante. Há artistas alternativos e desconhecidos assim como super famosos nomes da música pop. Lá eles receberam os brasileiros Rodrigo Amarante e Liniker, o uruguaio Jorge Drexler e os geniais colombianos do Monsieur Periné. Também há apresentações com o violoncelista japonês Yo-Yo Ma, com a banda do ator Steve Martin e gente muito famosa como Adele, Taylor Swift ou Sting. A lista é imensa.

Depois de anos sendo fã, só hoje perguntei ao amigo Google quem era essa tal de NPR e descobri que era o sistema de rádios públicas dos EUA, que engloba 900 emissoras no país todo. Isso me faz lembrar como é legal morar num país como os EUA com um sistema de rádios públicas moderno e abrangente, capaz de fazer o Tiny Desk Concerts.

Não é de se entranhar. É só pensar nos incríveis museus americanos, na PBS (Public broadcasting System) ou em todo o subsídio que eles dão ao cinema. Mas não são os únicos, a Inglaterra tem a fantástica BBC, a França, o não menos especial Canal+, enfim todos os países civilizados apoiam a cultura. O melhor é que isso independe de quem está no poder. Afinal, a cultura é o que faz um país.

Será que um dia seremos como os Estados Unidos? Será que um dia vamos valorizar nossa cultura, nossas TV públicas, nossos museus e nossos cinemas como eles fazem? Creio que seria uma boa mostra de avanço e civilidade.

Para encerrar deixo vocês com o pianista Cubano Alfredo Rodriguez, mais uma maravilha que descobri através da NPR. Reparem no baixista baiano Munir Hossn.  

P.S. Na verdade, tem um canal que empata em primeiro lugar como canal mais legal do Youtube: O Canal do Arnaldo e Tironi.

Eu, o autor

Eu, o autor

Em 2013 decidi retomar um prazer esquecido havia muito tempo. Passei a escrever. Morava sozinho e tinha as noites livres. Então surgiu este blog, comecei o romance e um livro infantil.

Em 2014 convenci (foi muito fácil) meu amigo-irmão Pedro Menezes a ilustrar o Joãozinho Quero-Quero, até então, um texto em Word. A primeira editora que viu o resultado deste trabalho foi a Polén, da Lizandra Magon de Almeida. Aliás, a Pólen era um ainda um sonho em vias de se concretizar.

Em poucos meses, já em 2014, nasceriam a Pólen, o livro Joãozinho Quero-Quero, a empresária editorial Lizandra Magon de Almeida e os autores Lúcio Goldfarb e Pedro Menezes.

Na época, tudo parecia uma grande coincidência, um golpe de sorte. O Fato de eu ter um livro publicado me fazia realmente um autor? Pedro dizia que só se sentiria um autor quando chegasse ao quinto livro. Eu imaginava que seria bem difícil chegar ao quinto livro, mas isso é justamente o que está acontecendo agora.

No próximo sábado lançaremos nossos livros de número 4 e 5. Todos com a Pólen, todos em parceria com o Pedro. O Pedro já tem até mais um.

Eu escrevo Toda Unanimidade, onde já publiquei mais de 200 contos e crônicas. Terminei o meu romance em 2016, mas ainda não consegui publicar. Transformamos o Joãozinho Quero-Quero e o Urso Alfredo em projetos de animação. O Urso Alfredo aliás, está hoje em todas as bibliotecas e escolas municipais de São Paulo. 4 dos 5 livros foram distribuídos para escolas públicas e entidades que trabalham com crianças em várias cidades como Catanduva, Cubatão, Santos, Jundiaí e outras. Com ajuda de patrocinadores, já doamos 9.000 livros. 

Desde que tomei a decisão de escrever passaram 6 anos. Realmente muita coisa aconteceu, mais do que eu poderia imaginar. A maior delas é orgulho de olhar no espelho e reconhecer naquele sujeito com barba grisalha e imensas olheiras, um autor.

p.s. Se você quiser fazer parte desta história, apareça no sábado, dia 09 de novembro, das 10h às 12h, na Livraria do Comendador na rua Pamplona 145 (São Paulo) onde estaremos autografando o “Uma Menina, Um Rio” e o “Dois Ursos Diferentes”.

A Melhor Música de Todos os Tempos

A Melhor Música de Todos os Tempos

Se você entrou no blog a procura de polêmica, se deu mal. Ao contrário dos meus textos provocadores e controversos, hoje vou falar da maior das obviedades, daquilo que todos já sabem e estão cansados de repetir: Qual é a maior música de todos os tempos.

Claro que há sempre polemistas de plantão. Há sempre quem quer ser do contra só pelo prazer de ganhar o debate, de parecer diferente.

Então não estranhe se aparecer um comentário me desafiando, dizendo que outras músicas são as campeãs, indicando candidatas como My Way, No Regret Rien, Yesterday, Todo o Sentimento, Carinhoso ou For Once in My Life.

Claro que estas são lindas, mas é evidente que a melhor música de todos os Tempos é The Greatest Love of All, da Whitney Houston. Não preciso nem explicar os motivos, muito menos adjetivar a interpretação dela. Mas vale a pena lembrar um pedaço precioso da letra:

I decided long ago
Never to walk in anyone’s shadows
If I fail, if I succeed
At least I’ll live as I believe
No matter what they take from me
They can’t take away my dignity

Traduzindo toscamente:

“Eu decidi há muito tempo, nunca andar à sobra de ninguém

Tanto faz se eu fizer sucesso, nunca vou abrir mão de minhas convicções

Não importa o que tirem de mim, não vão roubar minha dignidade”

Curiosamente Whitney não seguiu estas palavras. Ela viveu sob a sombra de um marido abusador, ficou viciada em drogas e morreu no fundo do poço, sem nenhuma dignidade.

Mais uma daquelas estórias tristes que acabam tornando a música ainda mais interessante.

Então caro leitor, não faça como ela fez e acredite no que ela cantou magnificamente:

Learning to love yourself is the greatest love of all.

P.S. E na sua opinião, que música merece o segundo lugar?  

P.S.2 Antes que eu me esqueça, olha a música aqui.

Eu, Flavio Bolsonaro e um coco

Eu, Flavio Bolsonaro e um coco

As pessoas que me conhecem, assim como o leitor mais fiel do blog, devem estar achando que enlouqueci. Afinal, não é grande segredo que tenho sérias divergências de ponto de vista com os membros da família Bolsonaro. Assim, optei por contar em detalhes as condições em que esta foto aconteceu, por favor leia até o fim antes de me julgar.

Para você entender a história, é preciso que saiba de informações prévias:

1 – Além de escrever no Toda Unanimidade sou um profissional do setor audiovisual.

2 – O audiovisual está ameaçado pelo congelamento das fontes de financiamento (detalhes aqui), colocando em riscos milhares de empresas e empregos.

3 – Semana passada aconteceu o Rio2C, o maior encontro de negócios do setor.

Pronto, agora já posso contar a história.

Passei a semana na correria da Rio2C. Agenda cheia, ia de um lado para o outro em reuniões e mais reuniões. Em todas elas, um tema se repetia: Conseguiremos realizar novos projetos se o sistema de financiamento não se reestabelecer? Qual será a consequência da paralização. Quantos milhares de empregos serão perdidos? Quantos bilhões em negócios deixarão de acontecer?

Nesse clima de apreensão caminhava com minha colega Cris quando fomos informados que um dos filhos do Bolsonaro havia sido convidado para visitar o evento. A associação das produtoras queria sensibilizá-lo mostrando o tamanho e a importância do setor audiovisual para a economia. A presença de um membro da família mais assustadora do Brasil nos surpreendeu, mas logo achei que era uma boa ideia. Era preciso salvar o audiovisual.

E foi justamente quando paramos para tomar uma água de coco, brinde tradicional do SBT, que ele apareceu. Caminhava cercado de assessores e seguranças e passou ao nosso lado nos ignorando. Assim como eu, ele foi buscar um coco.

Por alguns minutos ficamos próximos, cada um com seu coco. Ele e seus seguranças com ar de poucos amigos. Eu e Cris assustados pela empáfia e a arrogância que nunca vira em outros políticos.

Quando ele matou a sede, se levantou e passou novamente ao meu lado, mas desta vez resolvi enfrentar aquele olhar ameaçador. Assim que a distância permitiu, estendi a mão e o sorriso.

_ Bom dia deputado.

Ele, meio sem graça repetiu o gesto, mas não dei tempo para que pensasse e perguntei:

– Deputado, sabe o que todos as pessoas aqui no evento querem? – Falei com firmeza, mas sem desarmar o sorriso, deixando uma pausa dramática, que colocou todo o staff em alerta – Nós queremos fazer negócios, vender projetos. Nós queremos gerar empregos. O senhor está aqui para nos ajudar, deputado? O senhor vai nos ajudar a gerar empregos?

A essa altura ele estava mais calmo e respondeu como um bom político.

_ Pode contar comigo! Estou aqui para ajudar. Temos a melhor pessoa para isso: O Marcos Pontes!

Levei alguns segundos tentando entender a relação do Ministro da Ciência e Tecnologia com o contexto, mas fui rápido o suficiente para sugerir a foto e distraído o suficiente para não largar do coco.

Percebi que os seguranças estavam mais relaxados, os assessores também sorriam e o parlamentar saiu orgulhoso, bem menos arrogante do que estava antes de passar por mim.

Logo depois a Cris me corrigiu dizendo que o Flavio Bolsonaro era senador e não deputado.

_ Era o Flavio?!?! – Me espantei – pensei que fosse o Eduardo!

Gafes acontecem. Se até um senador pode confundir as funções dos ministros, quem sou eu para acertar tudo?

E assim foi feita essa foto.

Se o problema da Ancine for resolvido, levarei comigo um orgulho secreto por ter contribuído com a solução, sendo isso verdade ou não. Muitas vezes temos de ser duros, outras vezes, um bom sorriso e a mão estendida podem ser o caminho mais eficiente para convencer o outro. Nós Brasileiros estamos cada vez mais craques em construir muros. Seremos mais felizes quando aprendermos a fazer pontes.

(O encontro com o senador me inspira reflexões mais profundas que virão no próximo texto)