Lingando para Vivo

Lingando para Vivo

Depois de uma tentativa frustrada no fim de semana, vou tentar assinar HBO em plena segundona. Vamos ver se rola.

11:43h – Liguei no 10315 e segui sistema de ligação automática. Disque 1 se quiser contratar produtos Vivo, Disque 2 se quiser assinar a internet e etc.

11:44h Recebi meu protocolo

11:44h – Até agora só falando com o sistema

11:46h – O sistema pediu para dizer minha solicitação. Eu disse “assinar HBO” o sistema confirmou assim: “Entendi, você quer assinar a internet Vivo.”

11:46h – Sou atendido por um rapaz chamado Rafael.

11:47h – Rafael me informa que devo ligar para o 10615

11:49 – Liguei para o 10615 – Comecei a ouvir o mesmo sistema da outra vez.

11:50h – O Robot me informou o protocolo

11:52h – Novas opções no menu automático.

11:52h – Sou atendido pela Talita Batista

11:53h – A Talita disse que era de outro setor e que iria transferir a minha ligação.

11:54h – Começa de novo o Menu automático com as mesmas opções.

11:55h – O Robot fala um novo protocolo.

11:56h – Sou atendido pela Karina.

12:04h – A Karina me informa que devo ligar para o 10615

12:05h – Desisto

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A pistola do Benê

A pistola do Benê

Benê nunca havia ficado tão feliz numa eleição.

Ao longo dos anos sempre votara no PSDB como antídoto contra o PT, mas agora, em 2018, pela primeira vez votou num candidato por quem tinha verdadeira admiração. Bolsonaro era seu sonho de consumo e ele é o nosso presidente.

Benê amava tudo a respeito do Bolsonaro: a história, as frases polêmicas, a esposa, os filhos, o partido e os amigos. Porém, entre todas as propostas do velho político, o que mais deixava Benê feliz era a facilidade para a posse de  armas.

_ Quando liberar a posse compro uma pistola na hora.  Quero ver se vagabundo aparece aqui em casa.

_ A gente mora no 15º. andar de um prédio super seguro. Não vai aparecer vagabundo aqui – Lygia respondia entediada, enquanto tirava o esmalte das unhas do pé – Também votara em Bolsonaro mas não tinha a mesma empolgação do marido, nem de longe.

Os sonhos de Benê foram se realizando um a um e finalmente veio a flexibilização da posse de armas. Logo no primeiro dia ele comprou uma Taurus 838 linda de morrer.

Chegou em casa e Lygia havia encomendado uma pizza, mas Benê não a acompanhou no jantar. Ficou concentrado na poltrona, lendo e relendo o manual, manuseando a bichinha que esperara tantos anos para ter.

A atitude se repetiu por duas noites. Lygia ficava na mesa sozinha enquanto Benê montava e desmontava a arma, colocava e tirava os cartuchos e fazia umas poses estilo Robert de Niro em Taxi Driver, até que Lygia se irritou.

_ Larga essa merda e vem comer, parece criança.

A cabeça de Benê ficou imediatamente vermelha, as veias do pescoço saltaram e ele levantou-se subitamente, segurando a pistola de forma ameaçadora, mas sem apontar diretamente para Lygia.

_ Qual o Problema! – Ele gritava – Vai me encher o saco? Isso aqui é pra matar vagabundo, mas ajuda a mostrar quem manda!

Lygia segurou o choro e jantou sozinha. No dia seguinte esperou ele sair para fazer as malas, deixando um bilhete lacônico na mesa.

Meu advogado liga para o seu.

Quando chegou em casa, Benê ficou assustado e revoltado por uns minutos, mas depois pegou a pistola na gaveta e começou a acariciá-la. Tão linda, tão lisinha. Passava o cano grafite escuro pelo braço como se deixasse a pistola devolver-lhe as carícias e depois encostava ela inteirinha nas bochechas, chegando perto de beijá-la, num ritual que se repetiu por muitos e muitos anos de solidão.

Ligando na Vivo

Ligando na Vivo

Esse é o relato da terceira tentativa de ligar na Vivo – 10315 –  para cancelar uma linha.

Nas duas primeiras passei por centenas de menus até a linha ficar muda justamente quando parecia estar perto de ser atendido.

14:09 – Robot atende rápido e dá duas opções

14:10 – Robot pede para eu digitar o número da minha linha, eu digito mas o robot não reconhece. Eu digito o meu CPF. O Robot não reconhece pela segunda vez.

14:11 – Digito o meu CPF de novo e o robot me transfere para vivo Móvel.

Recebo este protocolo: 20185061603106

14:12 – No menu há opção de mudar para Vivo Fixo e é o que eu faço.

Recebi este novo protocolo: 20185061653297

14:13 – Novo menu, digito a tecla de cancelamento. A tecla 4 de cancelamento não funciona e peço para chamar o representante na tecla 8.

14:14 – Yuri me atende e eu explico para ele e passo o número da linha. Yuri diz que a linha é residencial e que não liguei para o setor certo. Ele me transfere para outro setor.

14:17 – Musiquinha de espera. Uma espécie de Bossa Nova com a flauta fazendo a melodia.

14:18 – Sidnéia me atende. Eu passo as informações e ela me põe na espera.

14:20 – A musiquinha voltou.

14:21 – O Ayrton me atendeu agora e pediu novamente os dados. Ele pede para eu aguardar em linha.

14:22 – A ligação fica com aspecto de mudo, conforme Ayrton me alertou.

14:26  – Ayrton pode um momento.

14:29 – A ligação caiu pela 3a. Vez.

Pelo menos os 20 minutos perdidos da minha vida serviram para escrever este texto. Quem sabe alguém da Vivo veja e resolva me ajudar.

 

Quando tudo não é o bastante

Quando tudo não é o bastante

Kate Spade era uma das maiores estilistas do mundo. Bonita, talentosa, bem sucedida, ganhou tanto dinheiro que se quisesse poderia lustrar panelas usando Veuve Clicquot.

Anthony Bourdain viajava o mundo se hospedando nos melhores hoteis e comendo nos melhores restaurantes, namorava uma linda atriz italiana e era admirado por todos.

Os dois deram fim às próprias vidas entristecendo seus milhões de fãs, inclusive este desconhecido cronista.

Porém, além da tristeza, estes suicídios levantaram uma questão.

Se estas pessoas fantásticas que conquistaram tudo o que sempre sonhamos não suportaram o peso de viver, como ficamos nós, que atrasamos boletos, nos apertamos no metrô, temos nossos projetos engavetados, como nós atravessamos nossas míseras existências?

Minha impressão é que nossas vidas são ainda mais difíceis que as de gerações anteriores. Quando eu era um garoto de classe média em São Bernardo, filho de funcionários públicos que me deram absolutamente tudo, viajávamos para Águas de Lindoia em todas as férias e isso estava mais do que bom. De vez em quando almoçávamos no Dinhos da Alameda Santos e essa era a grande conquista. Sem Internet, sem o Trip Advisor e sem o canal TLC, viajar para o exterior era quase uma abstração.

Hoje, quando planejo uma viagem, estou em busca de uma experiência inenarrável. Não basta ir a Paris, é preciso se hospedar um hotel Boutique, encontrar um bistrô exclusivo que mais ninguém conhece, viajar para um vinhedo e tomar in loco um vinho que o Robert Parker indicou.

A felicidade começa a ter parámetros dos mais arredios. Pense num casamento há trinta anos. Havia comida, música e todos se divertiam. O mesmo com nossos aniversários na garagem de casa, quando capinhas de papelão enfeitavam pequenas garrafas de guaraná.

Hoje, para um casamento ser aceitável, a noiva precisa chegar de helicóptero. As pessoas tem de receber cacarecos como óculos e perucas de plásticos, as convidadas ganham Havaianas personalizadas e a despedida de solteira precisa ser em Nova York. Uma festa de aniversário infantil inclui monitores, atividades, tobogãs, tirolezas e as presenças supresa do Hans Solo e do Homem Aranha.

Evidentemente tanto o bistrô de Paris, como helicóptero do casamento ou o tobogã da festinha precisam ser compartilhados nas redes sociais. Felicidade só faz sentido se arrancar aplausos da galera.

Aparentemente, essa meta de felicidade com padrões cada vez mais inatingíveis tem trazido muitos problemas. O mundo vive uma pandemia de depressão, aparentemente, ao querer sempre mais, estamos eternamente insatisfeitos. Kate e Antonhy eram do time que efetivamente tinha essa vida de sonho, repleta de experiências exclusivas e mesmo eles parecem não ter encontrado paz de espírito.

Se você leu até aqui esperando repostas para essas questões, sinto decepcioná-lo. Não sou o sujeito que vai salvar o mundo dessa crise de desesperança. Meu único palpite é que no caminho que seguimos não vamos encontrar a tal felicidade. Talvez o caminho seja bem mais simples. Talvez encontremos o pote de ouro quando deixarmos de buscá-lo com tamanha sanha.

P.S 1 – O título do post foi emprestado do livro de mesmo nome de Harold Kushner. Vale ler.

PS. 2 – Raul Seixas ajuda a entender essa angústia em Ouro de Tolo:

Eu devia estar feliz pelo Senhor ter me concedido o domingo
pra ir com a família no jardim zoológico dar pipocas aos macacos
Ah, mas que sujeito chato sou eu que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro, jornal, tobogã, eu acho tudo isso um saco

Embratel – Capítulo final?

Embratel – Capítulo final?

Segunda-feira, 4/6/2018, fiz um comunicado à Anatel reclamando do meu problema infindável com a Embratel.

A Embratel me ligou agora, 06/06/2018 as 10:18, uma moça chamada Natália

O protocolo 20181679526494 me foi passado.

Natalia fez perguntas para confirmar os dados da conta e leu a reclamação que fiz na Anatel.

Ela afirmou que cancelou 1.906,02 das dívidas indevidas que a Embratel me cobrava há meses.

Aparentemente resolvi uma questão que se arrastava como pode-se ver nesse post.

Sou acometido por uma mistura de sentimentos. Um lado meu quer dar cambalhotas na paulista coberto por purpurina. Outro lado continua cabreira, como se na semana que vem um funcionário da Embratel fosse me ligar de novo para me cobrar pela milésima vez.

Caro leitor, sugiro que se use o site da Anatel para registro de reclamações. Parece um canal bastante eficiente.

Prezadas Claro e Embratel. Darei um voto de confiança a vocês. Vou acreditar que  tudo está funcionando.

E com esperança, copio o letreiro dos filmes hollywoodianos dos anos 40:

THE END

*** Atualização de 07/6/2018 – A Embratel acaba de me ligar cobrando a mesma conta.

 

 

 

 

 

Mais Embratel

Mais Embratel

 

Mais uma conversa com a Embratel.

A Graziane me ligou hoje, 25/04/2018 para cobrar pela milésima vez a conta da Embratel que eu já contestei e já disse que não é minha.

Há 44 faturas em atraso. Por alguns meses, a fatura era minha (contas que nunca chegaram), mas a maioria dos valores mais altos eram referentes a um endereço que não conheço, referentes a uma conta aberta em 2015 por Cintia Nabarrete.

Já contestei o valor na Embratel mais de uma vez e nunca tive resposta.

Concordei em pagar R$132,72 referentes aos atrasos de 2013 e 2014 e falei que contesto  os restantes. A atendente é a mais esforçada de todas as pessoas com quem falei na Embratel. Começo a ter esperança que o inferno termine.

O número da OS aberto foi 845981218.

Combinamos que ela me enviaria as faturas que eu concordo.

Se as faturas não tiverem chegado em 24h ligar para 0800-701-2145 ou 10321.

Em relação às faturas que eu não concordo ela não fará nada, eu devo ligar de novo e tentar resolver.

Eu já liguei várias vezes para resolver isso. Vejam a prova.

 

 

 

Mais Embratel

Mais Embratel

Semana passada tive momentos emocionantes tentando falar com a Embratel, como você pode verificar aqui.

Agora vou tentar ligar de novo. Vamos ver o que dá…

14h44 – Liguei  no 13021 e comecei a ouvir os menus

14h45 – recebi o protocolo – Via Robot – 2018650586243

14h46 – Robot me transfere para o atendente e avisa que a ligação será gravada.

14h52 –  – Pedro confirma o protocolo – 2018650586243

Repito para o Pedro toda a história que já contei em 11/12/2017 e ele diz que não há registro das minhas ligações e pedidos anteriores.

15h54 – Fui muito bem atendido pelo Pedro, porém ele não tinha registros das minhas reclamações anteriores. Ele anotou todos os meu pedidos e disse que encaminharia o caso internamente. Foi aberto um procedimento com 5 dias úteis para uma averiguação. Como vocês podem ver a ligação foi longa. daqui a 5 dias conto para vocês o que aconteceu.