Vivo#2, a revanche

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Estou há 60 minutos ligando para a Vivo, não consegui nem de perto resolver o problema. Enquanto espero a atendente, escrevo.

Vamos aos fatos:

  • Preciso transformar as 4 linhas da minha empresa num tronco, de forma que se um número  está ocupado a ligação cai em outro e atendemos do mesmo jeito.

Achei que era simples e não comecei o descrição detalhada como da última vez, mas segue um resumo dos fatos.

Ligação 1 para o 10315 – Ligo, ouço as opções de menu, digito o CNPJ da minha empresa, digito o número da linha e a ligação cai em alguém que não sabe resolver o problema. A pessoa passa para outro atendente que pede os dados novamente. Fico sendo transferido de um atendente para o outro até a ligação cair. Cerca de 30 minutos.

Ligação 2 para o 10315 – Acontece tudo igual a primeira ligação, disco umas 10 vezes o meu CNPJ até cair num atendente que diz que o 10315 só atende pessoas físicas e que tenho de deligar e ligar num 0800. Explico que o 10315 também atende PJ´s mas ele não acredita. Depois de meia hora de tentativas a ligação 2 termina de forma infrutífera.

Ligação 3 para o 10315 – Ouço os menus, digito o CNPJ da minha empresa, digito  o número e consigo um atendente que informa que pode resolver meu problema. Porém, ele diz que tenho uma conta pendente e só depois de pagar a conta pode resolver o meu problema. Pergunto que conta e que mês (tenho 4 linhas) mas o atendente não tem acesso. Pede que eu ligue novamente.

Ligação 4 para o 10315 – Dessa vez foi fácil. Depois dos menus e de digitar e repetir os dados a atendente Juliana me falou de uma conta de setembro no valor de R$41,61. Expliquei que a conta estava paga e eu tinha o comprovante. Ela passou o e-mail dela e eu mandei o comprovante. Ela me fez esperar uns 20 minutos e disse que deu baixa no sistema. Em 24 horas eu estarei apto a pedir novamente a mudança no tronco.

Amanhã a saga continua. Hoje foram 90 minutos dedicados a isso.

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A Prisão de Lula

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Caro leitor, você já ouviu falar em SEO?

Resumindo, é um conjunto de técnicas para aumentar as chances de seu site ou blog ser encontrado no Google.

Imagine que você tenha uma pet shop na Penha. Se alguém procura no Google “pet shop Penha” e sua empresa aparece entre os primeiros na pesquisa, seu potencial de vendas cresce muito.

Você também pode pagar por um anúncio do Google, mas se tiver conhecimento das técnica de SEO, consegue ótimas colocações sem precisar investir nada.

Há um tempo fiz um texto chamado Amanda Nudes, sobre uma moça que fantasiava em mandar nudes para desconhecidos. Até hoje esse texto é visitado por pessoas que pesquisam “manda nudes” no Google.

Há várias técnicas SEO, como o uso de tags, palavras chave, a escolha certa do nome do arquivo de imagem, sua relevância histórica em relação  ao assunto abordado e principalmente, o título da matéria.

Então, nunca se esqueça, se você quer melhorar a posição de seu site ou blog nos mecanismos de busca, use títulos chamativos.

 

Glória Pires e o meu aniversário

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Meu aniversário não foi na segunda-feira porque fevereiro resolveu ter um dia a mais. Assim, no dia em que deveria ser o meu aniversário o grande tema das redes sociais era a Glória Pires.

Enquanto eu dormia, o público que acompanhava a cerimônia do Oscar se divertiu com o fato da atriz não ter resposta para todas as perguntas e não ter visto todos os filmes.

Imediatamente, milhões de memes como o da ilustração acima foram criados.

No nosso mundo contemporâneo onde todos são gênios e sabem profundamente de qualquer assunto, onde as certezas são tão grandes que as pessoas se sentem no direito de ofender umas as outras só porque tem opiniões divergentes e onde qualquer pensamento contrário é motivo para perseguição, eu comecei a admirar aqueles que tem dúvidas.

Glória Pires fez o que todos se recusam a fazer e  foi atacada por isso. E teria sido atacada de qualquer maneira se tivesse agido de outra forma. Os sabichões da internet sempre tem motivo para agredir alguém. Chico Buarque que o diga. Sendo ofendido eternamente embora viva recolhido e escondido das multidões cibernéticas.

Do meu lado, como resolução de ano novo, decidi continuar um ignorante convicto, sem sofrer por ter dúvidas em relação a tudo. Minha única certeza é que Glória Pires será uma nova fonte de inspiração (sem que a Scarlett Johansson perca seu posto).

Sejamos todos incapazes de opinar, não vejamos o filmes, não saibamos as  respostas. Que a solução da crise econômica passe longe das nossas conversas de botequim,  que os culpados da crise política desapareçam de nossas timelines. A ignorância é o novo pretinho básico. E sejamos felizes.

Toda Unanimidade no Oscar

A melhor cobertura feita por quem não viu os filmes e dormiu durante a cerimônia.

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A festa de ontem deve ter sido incrível, pena que dormi. Mas a culpa não foi minha. alguém programou um musical com a chata canção do 007 no começo. A música em português devia se chamar “Boa Noite Cinderella”. Se eu voltar a ser pai prometo que compro o disco. Mas vamos aos fatos.

  • Chris Rock encarou de frente a polêmica da ausência de negros nas indicações de forma divertida. Concordo com a academia nesse caso, o histórico recente não permite acusar Hollywood de racismo.
  •  Eu estava assistindo à festa sem tradução simultânea e só agora descobri pelas redes sociais que os comentários da Glória Pires foram o melhor da transmissão.
  • Fiquei muito feliz em rever a Charlize Theron com os dois braços.
  • Mad Max ganhou quase todos os prêmios técnicos e de arte, menos fotografia e direção. Perdeu para O Regresso. Ambos são filmes de gigantesco desafio técnico e absolutamente admiráveis.
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    Os figurinos que levaram o Oscar

     

  • Dicaprio merecia o Oscar faz tempo.
  • Enio Morricone merecia há bem mais tempo. É como se o Dicaprio esperasse até os 90 anos para ganhar a estatueta. Se eu estivesse acordado eu levantaria do sofá para aplaudir o homem que fez isso.
  • “Divertidamente” bateu nosso “O Menino e o Mundo”. Vou sugerir uma categoria nova no Oscar: “Melhor animação que não seja da Pixar”.
  • A cerimônia sempre se chamou “Oscars”, no plural? O nome mudou ou eu falei errado minha vida inteira?
  • Fecho os comentários com a linda frase dita pela Charlize Theron no palco (será que a tradução simultânea pegou?): Writers are hot (provavelmente ela pensou em nós, blogueiros).

Séries e mais séries

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Lola irritava-se – “Que mania as pessoas tem de falar de séries de TV!”.

Lola trabalhava muito, chegava em casa cansada e tinha que dar atenção ao filho, ao marido, ao cachorro, cuidar de seus afazeres, ligar para a mãe… Nunca teria tempo para assistir uma novela americana sobre zumbis.

O problema é que quando conseguiam marcar um cervejinha no bar  ou um jantar no apartamento de amigos esse era o assunto predileto.

“Eu acho que o House morre no final.”

“Eu sou apaixonada pelo Draper.”

“Essa sexta temporada não está tão boa. O Jake perdeu a graça.”

” Não me conta nada que eu perdi o último episódio.”

E lá ficava Lola calada e cabreira de não lembrar de um personagem desde a Rachel de Friends nos anos 90.

Até que um dia Lola se separou. O filho passou a ficar ora lá, ora cá e o cachorro, traidor, escolhera o ex-marido.

Assim, sem que houvesse pedido, Lola ganhou um bem que há anos perdera, o tempo. Passou a ter algumas noites por semana que pertenceriam apenas a ela. Então presenteou-se com o direito de assistir às séries de TV de que tanto ouvira falar.

Assinou o Netflix e começou com Narcos, já que sempre ficara em silêncio enquanto os amigos elogiavam a atuação do Wagner Moura. Gostou tanto do primeiro episódio que assistiu seis em sequência. No manhã seguinte chegou atrasada ao trabalho e passou o dia inteiro com sono.

Depois disso a situação piorou. Bastava começar qualquer série que sentia uma angustia imensa que só se resolvia no último episódio. Perdia madrugadas, se irritava quando o filho demorava a dormir. Começou a ter problemas gerados pela falta de atenção no trabalho,  passava o dia ansiosa pelo destino de Walter White ou de Frank Underwood. Chegou a ver um episódio inteiro de Demolidor escondida dentro do banheiro do escritório.

E isso tudo não a ajudou nas conversas com as amigas em bar. Isso porque não havia tempo de  ir a bares ou ver as amigas. Ela desmarcava encontros, perdia compromissos, faltava a eventos. Tinha muito o que assistir, eram séries e mais séries.

 

Eu no Rádio 2

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Eu, entre a simpática Vanessa di Sevo e o jovem Bruno no programa Gente como a Gente da Rádio Globo.

Sempre sonhei em estar presente em um programa de rádio. Mídia maravilhosa em que o apresentador, mesmo isolado em seu estúdio fica tão próximo ao público. Aliás, a parte mais gostosa é a interação com o ouvinte que comenta, sugere e participa. Espero repetir a dose algum dia.

As mulheres da minha vida

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Eu já escrevi sobre muitas coisas, algumas mais, outras menos importantes. Já critiquei, já sugeri, já analisei, mas hoje, vou fazer diferente. Vou abrir meu coração e expor para os queridos leitores as mulheres da minha vida. Portanto, se você gosta de fortes emoções está no lugar certo, pegue um lenço e venha comigo.

Minha primeira paixão aconteceu de forma precoce em 1977. Eu colecionava o álbum de figurinhas do filme King Kong quando vi uma foto da Jessica Lange na mão do Gorila. Aquilo aquilo mexeu comigo. Foi a primeira uma mulher me provocou alguma espécie de desejo, tanto que nunca me esqueci desse fato tão distante.

Hoje revendo a foto, entendo o apelo da fragilidade dela diante daquela criatura selvagem. É uma imagem sensual o suficiente para apaixonar um garoto de seis anos ou um gorila de 20 metros de altura.

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Essa foi uma situação isolada. Continuei sendo indiferente aos encantos femininos até a minha adolescência nos anos 80, época em que a TV e as revistas nos vendiam musas inesquecíveis. Elas surgiam nos programas e novelas e terminavam na Playboy. Nós, garotos, dávamos um jeito de pegar escondido o exemplar de algum pai menos cuidadoso e assim nos inteirávamos antes da internet facilitar as coisas.

Na época, Xuxa e Luiza Brunet eram as musas do Brasil, porém havia outras cujas famas não duraram tanto, mas que eram igualmente importantes em nosso imaginário, como a Magda Cotrofe, a Matilde Mastrange ou a Isis de Oliveira (a irmã mais velha da Luma).

Preciso fazer aqui uma interrupção para que os mais novos entendam que as fotos da Playboy naquela época eram muito diferente das de hoje. Quem for mais velho e estiver familiarizado com estas informações pode pular este trecho.

Como eram as Playbloys dos anos 80 (especialmente para a geração Y)

1 – As mulheres era diferentes umas das outras.

Cada qual tinha o corpo de um jeito. Umas tinham seios menores, outras seios maiores, umas tinham um bumbum mais empinado e outras tinham um bumbum rechonchudo. Algumas eram mais cheinhas, outras magrinhas. Enfim, elas não eram essa mistura de silicone com photoshop das revistas de hoje em dia.

2 – Havia uns negócios chamados pelos pubianos.

Isso talvez assuste os jovens, mas as mulheres tinham pelos no entorno da genitália e acima dela, assim como os homens tem (ou costumavam ter). Aliás, os pelos também eram diferentes em cada mulher e podiam surgir em outras partes como nas axilas.

3 – Nas fotos não se podia ver a genitália, apenas os pelos que a cercavam.

Para ver mais do que isso era preciso recorrer a revistas pornográficas, mas estas não exibiam nossas musas.

Terminada a interrupção, preciso confessar que nessa década me apaixonei algumas vezes: Pela beleza singela da Tássia Camargo, por uma morena andrógena chamada Cláudia Egito e no final da década, provavelmente dividindo a paixão com a maioria dos meus amigos, pela ingênua e delicada Luciana Vendramini.

Os anos 90 foram curiosos para mim. Eu comecei a trabalhar numa empresa de moda, uma rede que fazia muitos desfiles e catálogos e passei a conviver com algumas destas modelos que até então pareciam intocáveis. Mesmo a Gisele Bundchen estava começando na época. Ao ver de perto aquelas moças altas, magras e supostamente perfeitas, passei a me interessar menos por elas. As mulheres de verdade, que tomam cerveja e falam pelos cotovelos eram mais legais.

Acredito que a realidade nunca supere a fantasia e essas mulheres perfeitas cabem apenas no mundo da idealização, vistas assim de perto, embora sejam muito bonitas, não me provocaram a deslumbre que a Kelly LeBrock provocava nas telas. É preciso dizer também que nessa época eu não era mais um adolescente e minha visão das coisas deixara de ter o fascínio juvenil.

Com o passar do tempo, as novas beldades só pioravam. O Photoshop e o silicone deixaram as mulheres cada vez mais parecidas. Panicats, Hucketes, dançarinas do Faustão e suas similares passaram a ser todas iguais. Peitos esculpidos, coxas como as do Lateral Roberto Carlos, longos cabelos loiros, lábios de botox e nenhuma marca na pele.

Eu teria me desligado dos meus amores distantes se as terras estrangeiras não fossem tão eficientes em criar mulheres de sonho. Agora, cada vez mais velho e crítico, ainda consigo me apaixonar por tipos muitos diferentes do que temos aqui.

Troco um punhado de coxas atléticas da Marques de Sapucaí pela generosidade das curvas da Scarlett Yohansson. Troco todas as barrigas negativas de Ipanema pelas imperfeições de Cristina Hendricks, ainda mais se ela vier com a força e a determinação da Joan Holloway, sua personagem na série Mad Men.

E finalmente, troco todas as namoradas de pagodeiros e jogadores de futebol pela quarentona Penélope Cruz, especialmente se ela prometer cantar pra mim um trecho do tango Volver. E agradeço todos os dias por não existir Photoshop e nem silicone para a voz.