Hoje eu vou matar o presidente

Caros leitores e amigos. Hoje publiquei na Amazon um romance.

Escrevi esse livro entre 2013 e 2016, com várias interrupções. Como tratava-se de uma distopia política do Brasil, as constantes mudanças no nosso cenário acabavam por me confundir. No fim descolei de vez o livro da realidade para conseguir terminá-lo.

Não tenho ideia de como é a vida de um livro na Amazon, mas na minha fantasia, haverá um ou outro curioso  para lê-lo.

Peço aqui aos amigos uma ajuda e essa ajuda pode ser dada de três maneiras:

1 – Comprando o e-book que sai por 9 reais e pouco. Assim, você levanta meu ego e contribui para minha aposentadoria.

2 – Caso você se enquadre no item 1, peço que me avise dos erros gramaticais que encontrar. Há toneladas deles, porém, depois de ler o livro inúmeras vezes, não consigo mais encontrá-los. Se escondem como o Wally do livro infantil.

3 – É o pedido mais importante: Minta! Diga aos amigos que leu um livro incrível, compartilhe nas redes sociais, comente nas festas. Se alguém perguntar se você leu, não vá dizer a verdade. Fale que está no começo, mas que está adorando! A  parte das redes sociais é importante, especialmente se você colocar um link. Mas não esqueça de mentir e exagerar nos atributos.

Agradeço a ajuda de todos, mas há 4 em especial que merecem um agradecimento maior: Guto Klecz, Heloiza Romão, Lizandra Almeida e Pedro Menezes foram cobaias e leram os originais, dando dicas fundamentais. O Pedro ainda me presenteou com a arte da capa.

Finalmente, para os que não tem como ler no Kindle, a Amazon vai disponibilizar uma versão em papel em poucos dias.

 

 

 

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Bem-vindo a era do pós-emprego. Sem crachá, sem salário e com propósito

A VIDA SEM CRACHÁ

Na era do pós-emprego, o trabalho formal se precariza, muda de natureza e adquire novo sentido associado a causas, ao prazer e ao empreendedorismo social

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Há exatos 20 anos, o economista Jeremy Rifkin e o consultor William Brigdes, ambos norte-americanos, lançaram dois livros gêmeos: O Fim dos Empregos e Um mundo sem empregos. O assunto era moda nos Estados Unidos, porque uma crise econômica lambia o mundo. À época, a crítica considerou Rifkin excessivamente pessimista e apocalíptico. Bridges foi chamado de marqueteiro porque oferecia um guia de auto-ajuda para executivos fadados a sobreviver sem crachá. No Brasil de FHC, com o início da estabilidade econômica e o fim da inflação, a conversa era outra. Renato Russo, do Legião Urbana, cantava Música de Trabalho, sucesso do disco A Tempestade, para protestar contra os empregos (abundantes) com salários miseráveis e o trabalho como falsa identidade do indivíduo.

Sem trabalho…

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Lula, o líder

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Hoje o Ministério Público denunciou Lula como o líder do esquema de corrupção da Petrobras. Pensando em sua trajetória, é uma acusação que faz sentido.

Lula foi líder sindical muito jovem e sob sua liderança os sindicatos desafiaram o empresariado e o governo militar no primeiro movimento popular pós AI5. Lula liderou a criação do primeiro partido de trabalhadores da história do Brasil e  depois tornou-se líder inconteste da esquerda no país. Lula liderou o país por 8 anos, período em que liderou uma aliança que dominava 90% do congresso e incluía partidos que iam da esquerda do PC do B à direita de Paulo Maluf.

Lula nasceu para a liderança.

Porém, alguns pontos na explanação me trouxeram mais dúvidas que certezas. O maior deles é o seguinte:

Eles dizem que o esquema de corrupção tungou 6,2 bilhões da Petrobras, e que Lula, como líder do esquema recebeu 3 milhões em propina. Ou seja 0,05% do montante.

Pois bem, a condenação de Cervero diz que ele levou 54 milhões. O Alberto Yussef devolveu 55 milhões à petroleira, Paulo Roberto Costa devolveu 70 milhões, Pedro Barusco 69 milhões. As empreiteiras estão devolvendo valores maiores que esses. Enfim, como o líder leva tão pouco, se comparado ao baixo escalão?

Também sou obrigado a concordar com o coro dos que criticam o PPT apresentado na entrevista coletiva. É uma apresentação que não faz sentido, não mostra o papel do Lula na organização, apenas faz um ataque a ele. O que me leva a duvidar das intenções dos acusadores.

No mais, o MP não apresentou qualquer fato novo, só conclusões sobre as informações que já tínhamos.

De qualquer maneira, se ele recebeu os 3 milhões, não há como defendê-lo. Só imagino que sua condenação deva ser proporcional ao tamanho do crime e este tamanho não está claro para mim.

Lula é uma figura grande da história e talvez precisemos de tempo para entendê-lo melhor. Só a distância nos permite ver grandes quadros em seu todo. Tudo o que se diz sobre ele tem um pouco de verdade, um pouco de mentira, um tanto de lenda e muito de exagero, desde o que vem de seus fãs, como o que vem de seus acusadores.

Líder popular, governante hábil, negociador, autoritário, bonachão, alcoólatra, desonesto, homem que diminuiu a pobreza no Brasil, apoiador de regimes anti-democráticos, presidente mais adorado da história do país, chefe de uma gangue,  corinthiano  fanático. Muitos adjetivos cabem nele. Mas para encerrar o texto, roubemos o termo usado pelo Obama. Lula é O Cara e sendo O Cara, estará sempre nos holofotes. Para o bem ou para o mal.

P.s. Mais três dúvidas quanto ao que foi apresentado pelo MP:

  1. Eles dizem que Lula recebeu 3 milhões em propina e que vão pedir como ressarcimento 87 milhões. Isso tem sentido jurídico?
  2. Também disseram que a Petrobras teve 6,2 bilhões em desvio de corrupção mas que suas perdas foram 42 bilhões. Alguém entendeu?
  3. Se Lula era o líder da quadrilha por que foi indiciado por corrupção passiva?

O Romance do passado — Sexo aos 40

Quando a gente chega aos 40 conhece uma série de pessoas com histórias parecidas. São pessoas que tiveram um romance marcante quando jovens e anos depois, ainda solitárias, se lembram desse affair como um ponto de quebra em suas vidas. Triste mesmo é a forma que as tias se referem a essas pessoas. “O Fernando é […]

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O Dia em Que o Whatsapp Parou

Toda Unanimidade

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Manu acordou e logo puxou o celular que estava no criado mudo para ter certeza de que não era um pesadelo: O Whatsapp não funcionava.

Na noite anterior aguardara com ansiedade o horário previsto para a interrupção do serviço, ainda com esperanças de que tudo não passasse de um boato. Infelizmente era verdade e nada podia fazer.

Chegou a mesa do café sentindo uma angústia difícil de explicar. O rádio dava as notícias da manhã, incluindo a da liminar que proibia o aplicativo. Seus pais conversavam como todos os dias, falando do trabalho ou da programação do final de semana. Manu segurava o celular, com vontade de ler os “bom dias” dos amigos e de ver ícones de rostos sorrindo, mas isso não aconteceu.

Entediada, começou a observar o movimento da cozinha enquanto comia. O pai falava gesticulando, levantava-se para preparar novas torradas, exibia seu sorriso matinal. A mãe limpava…

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Meu sucesso no Whatsapp — Sexo aos 40

Acordei e levantei-me com cuidado para não atrapalhar a moça que dormira ao meu lado. O nome dela é Karen e eu a conhecera numa festa na noite anterior. Tomei uma ducha rápida e passei um café. Ela apareceu na porta da cozinha, vestindo minha camiseta com um sorriso sem graça. Conversamos melhor na padaria, […]

via Meu sucesso no Whatsapp — Sexo aos 40