Vou beijar-te agora, não me leve a mal, sou um assediador

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Linda foto de Eduardo Knapp publicada na Folha, mostrando um beijo consentido e carnavalesco

Quanto riso, ó quanta alegria.

Sempre gostei do carnaval. E desde que me conheço por gente, relaciono a festa aos beijos. Não é nehuma surpresa, as pessoas beijam muito no carnaval.

A letra de Máscara Negra do Zé Keti (feita em 1967) não me deixa mentir. Os dois estranhos que se encontram no carnaval encobertos por suas fantasias de arlequim e colombina se lembram dos beijos trocados no ano anterior.

Mas esse carnaval teve uma movimento diferente.

As mulheres começaram a externar seu desconforto em relação ao comportamento de homens que no afã de beijar muitas bocas, passam dos limites e as agridem, seja de forma física, seja por intimidação.

Hoje sou um homem de cabelos prateados, não pulo mais o carnaval. Minhas lembranças vem dos tempos de farras em clubes no interior. Os bloquinhos eram raros.

Ainda assim, creio que tanto eu como muitos conhecidos fomos inconvenientes com garotas em mais de uma ocasião.

Acho que eu não seria capaz de intimidar, visto que naqueles tempos eu era minúsculo em tamanho e massa (ainda sou baixinho mas a massa já é bem maior). Apesar disso, posso ter assediado e incomodado.

Engraçado é que hoje a fronteira entre paquera e assédio é muito clara para mim. Se eu fosse jovem com a consciência que tenho agora, jamais cometeria os mesmo erros.

Mas e os jovens de hoje? Será que são capazes de ver essa diferença? Me parece que não. Se fossem, a revista “Az Mina” não precisaria publicar um manual que diferencia paquera de assédio.

Não devo beijar mais ninguém nos carnavais futuros. Acompanhar os blocos me daria dor nas costas e pressão alta. Não há mais necessidade usar essas regras. Mas peço desculpas às garotas dos anos 80 e 90 a quem devo ter importunado. Aquele baixinho magrela não sabia o que estava fazendo.

 

O estranho nu *

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Quando Camila acordou estava ao lado de um corpo masculino nu e desconhecido.

Tentou reconhecer o ambiente e se deu conta que nunca estivera naquele quarto. A porta na parede oposta a cama estava semi-aberta e permitia que a luz entrasse. Ao lado dela havia um armário de compensado, folhado a mogno, nitidamente vagabundo. Na parede a sua direita viu uma estante enorme, do mesmo material, repleta de livros e velharias. Na outra parede, prateleiras abarrotadas de revistas, a maioria parecia ser de histórias em quadrinhos.

Camila saía pelo menos três noites por semana, bebia sempre, fumava maconha com certa freqüência e tomava um exctasy de vez em quando. Não era a primeira vez que esquecia do acontecido na noite anterior. Normalmente se divertia ouvindo as descrições de seus vexames com detalhes picantes que as amigas faziam questão de enfatizar. Algumas vezes já beijara desconhecidos. Experimentara também o desprazer de ser importunada por mensagens de infelizes com quem se engraçava em festas e clubes. Isso a preocupava. Achava que beijar um desconhecido era bastante perdoável, trocar Whatsapps porém, era algo que não aceitava. Preferia continuar sozinha a suportar aquele bando de moleques sem criatividade atrás dela. Com 23 anos, Camila podia prever palavra por palavra o que ouviria de um homem, e isso era muito chato.

Mais chato porém era chegar aonde chegou. Era acordar de calcinha ao lado de um corpo masculino estranho em um local desconhecido. Pelo menos o rapaz não roncava. A cara enfiada no travesseiro não permitia que analisasse melhor a feição. Estava descoberto, tinha uma pele cuidada e lisa, poucos pelos e uma bela bunda. O que de certa forma a consolou. Do jeito que bebera na noite anterior, poderia ter sido pior.

Ainda assim foi a primeira dez que deu para um estranho, a primeira vez que deu para alguém com quem não tinha o menor relacionamento e a primeira vez que não se lembrava de como havia sido. Não sabia sequer se tinham usado camisinha. Foi também a primeira vez que se sentiu infeliz com o próprio comportamento.

Depois de pensar um pouco localizou com os olhos suas roupas espalhadas no chão e decidiu sair de fininho. Tentaria ser discreta para não acordar o rapaz. Enquanto se vestia ele fez um movimento brusco, virando-se com o rosto para cima. Ela se assustou, pensando que ele despertara, depois parou um pouco para analisá-lo. Os olhos estavam inchados e a cara amassada pelo travesseiro mas ainda assim era bonito. Um pouco rude, mas bonito. O Corpo também era ok, não tinha uma forma atlética mas era proporcional. Reparou que era grande, devia ter mais de um metro e oitenta e provavelmente era judeu.

Passado o momento de estudos voltou a vestir-se e checou se nada estava faltando. Ficou feliz ao ver uma embalagem de camisinha aberta jogada ao lado da cama. Aproveitou para reparar nas roupas dele que também estavam no chão. Através delas concluiu que o estranho tinha bom gosto e era informado. Usava roupas modernas, compradas em brechós ou lojas alternativas. Havia livros e revistas de design gráfico na estante, o que, junto com os quadrinhos, poderia denunciar a profissão do sujeito. Camila estava mais calma, pensou que se não tivesse dado para o cara do jeito que deu, seria um bom cara para se dar um dia. E foi saindo de mansinho, antes de calçar os sapatos.

Parou na porta surpreendida por uma voz:

_ Aproveita e traz um copo de Coca pra mim.

Camila ficou paralisada. Estava de costas para ele e não tinha vontade de virar-se. Também não havia como sair correndo e deixar a situação ainda mais ridícula.

_ Camila, o seu nome é Camila, né? Desculpa o mau jeito é que ontem eu tava muito bêbado.

_ Tudo bem, é Camila sim – Ela ainda não tinha criado coragem para encará-lo.

_ Então, pega alguma coisa pra você na geladeira, não vai sair assim de barriga vazia. Tem um iogurte, suco, pega o que quiser. E se puder traz um copo de pra pra mim que eu to estragado.

_ Ok.

Ela não sabia onde se enfiar. Foi para a cozinha sentindo-se desarmada. Ainda olhou pela janela do apartamento e viu que não reconhecia o bairro. Estava amedrontada. Não era exatamente medo do estranho ou do lugar. Era uma sensação ruim.

A cozinha era um pouco melhor que a de uma república, embora o bom gosto nos detalhes fosse marcante. No lugar do tradicional pingüim, via-se um boneco “Ken” vestindo smoking.

O vazio da geladeira quebrado apenas por duas caixas de suco de laranja, alguns refrigerantes, cervejas, frutas e um queijo fresco. Camila experimentou o suco mas achou muito ácido e desistiu. Pegou uma fatia de queijo e surpreendeu-se de novo com o dono do apartamento que apareceu nu na cozinha.

_ Eu preciso é de uma Coca-cola.

_ Você não se veste nunca?

_ Foi mal, espera um pouquinho.

Ele pegou uma Coca Zero e foi à lavanderia, de onde voltou usando bermuda e chinelos.

_ Você tem como ir embora? Se quiser eu te levo.

_ Que bairro é esse?

_ Vila Leopoldina. E você, mora onde?

_ Paraíso.

_ Espera só eu tomar banho que eu te levo, dá tempo até de almoçar com a família.  Só vou tomar uma ducha rapidinho.

Ele era bonito. O cabelo estava um horror, as olheiras quase tampavam os olhos mas ainda assim era bonito.

Ficaram um pouco em silêncio enquanto ele pegava uma toalha. Ela queria esquecer o que aconteceu e quanto mais distante ficasse desse cara melhor. Ele, porém, estava a fim de conversar e da forma menos sutil possível.

_ Quer dizer que você nunca tinha transado com um estranho? – Camila ficou de boca aberta olhando a cara dele, foi impossível disfarçar, ele continuou.

_ Pelo menos foi o que você me disse ontem.

_ Olha, eu não acho engraçado, quer saber, eu não lembro nem o seu nome. A última coisa que eu me lembro de ontem é da fila do banheiro da balada.

_ Eu me lembro de tudo.

_ Sorte a sua.

Ela não queria prolongar o papo, ele agora tinha um ar superior como se a memória intacta lhe conferisse algum poder. Talvez estivesse certo, ele sabia coisas sobre as intimidades de Camila que nem ela sabia. Que posições teriam feito? Fizeram sexo oral? Será que ele a amarrou na cama? Ele agora parecia um chantagista.

_ Olha – ela prosseguiu – Parabéns, aposto que a noite foi ótima, espero que você tenha gostado, mas já era, é passado e eu não quero falar disso…

_ Gérson. Meu nome é Gérson.

_ Ótimo Gérson, acabou.

_ Tudo bem – ele disse enquanto se levantava e saía em direção ao banheiro – Mas se quiser continuar me chamando de Ursão não tem problema.

Ela quase perdeu o ar. Ficou quieta para não piorar as coisas. Só faltava ficar ouvindo ironias. Precisava ter uma conversa séria com as amigas, criar um mecanismo para que se protegessem destes trastes folgados. Não podia acordar de novo em quartos estranhos, algo deveria ser feito.

Camila foi para sala esperar o Ursão, quer dizer, o Gérson que estava no banho. Ao passar pelo banheiro percebeu que a porta estava aberta e não havia Box. Ele não se importava.

_ Cê não tem vergonha mesmo, né?

_ Não de você – respondeu enquanto enxaguava os cabelos.

O mau humor de Camila não deixou a conversa ir muito longe. Ele saiu do banho e vestiu-se rapidamente enquanto ela passava os olhos em algumas revistas. Porém, a curiosidade que a fazia acordar as amigas nos domingos de manhã para que contassem suas desventuras alcoólicas começou a afligi-la. Ela conteve-se até a saída do elevador, quando, enfim, voltou a falar.

_ Escuta, você lembra como a gente se conheceu? Quer dizer, você que me abordou?

_ Na verdade a gente já se conhecia de vista.

Ela tapou o rosto com a mão direita, pelo jeito o mico ainda seria maior.

_ Eu era o namorado da Betinha, da faculdade, você não lembra.

Agora ela lembrava, já tinha visto este cara algumas vezes mas nunca tinham conversado. Meu Deus que vergonha, eles tinham amigos em comum. Ele certamente já tinha mandado mensagens espalhando a notícia, os homens sempre fazem isso, as mulheres também. Sorte que a Betinha estava em Londres. Esta noite ficaria como uma mancha negra na história de Camila e o cara ainda era arrogante. Pelo menos até o comentário seguinte.

_ Tudo bem, não precisa ficar com essa cara. Aconteceu. Eu prometo que vou esquecer tá bom? Não falo prá ninguém.

_ O que tem a minha cara?

_ Ué, parece que você acabou de amputar um braço.

_ Olha. Desculpa, mas é que eu acho um puta mico fazer o que eu fiz ontem, entende. Foi a primeira vez que eu perdi a consciência desse jeito e eu não to legal. Além disso ainda to de ressaca.

Depois de algum silêncio, já no carro, ela não agüentou e perguntou:

_ Só mais uma coisa, a gente se protegeu direito?

_ sim.

_ É só isso que você pode dizer?

_ Você quer os detalhes?

_ Não. Tudo bem.

_ Mais alguma dúvida?

_ A história do Ursão é verdade?

_ É.

_ Tem algo mais que eu preciso saber?

_ Não sei, talvez seja importante saber que você me disse que nunca tinha gozado daquele jeito ou que eu deveria dar um curso para os seus ex-namorados.

_ É verdade?!?

_ Não. Essa parte é brincadeira.

Camila sorriu pela primeira vez no dia e recordou-se da impressão positiva que tivera ao ver o corpo daquele estranho nu dormindo ao seu lado.

Depois da pequena piada Gérson ficou em silêncio novamente. Talvez estivesse chateado com o fato dela não lembrar de nada. Talvez, para ele, não tenha sido tão sem sentido. Pelo menos havia algo realmente interessante na conversa, ele não era óbvio.

_ Última pergunta, ok? E a gente muda de assunto.

_ Manda.

_ Você gostou?

Ele pensou um pouco e respondeu sem olhar para ela.

_ Muito. E qual o novo assunto?

_ Hum… Cinema! O que você achou do último filme do Wes Anderson.

_ Eu gostei mas prefiro “O Moonrise Kingdom”.

Eles não falaram mais do que ocorreu na noite anterior. Depois trocaram mensagens, ele ligou e ela gostou. Eles voltaram a se encontrar e ela voltou a vê-lo nu muitas vezes, porém não mais como um estranho.

 

 

*Achei uma série de contos que escrevi muitos anos atrás e decidi por preguiça e curiosidade publicar um. É bem diferente do que tenho colocado no blog.

Tenho 44 anos e nunca peguei ninguém

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Para contar essa verdade indiscreta preciso voltar no tempo, viajar a meados dos anos 80 quando passei da puberdade para a adolescência e o verbo “ficar” ganhava um novo significado: Beijar alguém sem compromisso, apenas durante uma noite ou até mesmo poucos minutos.

Antes disso o ato já existia, mas não me lembro se havia um verbo correto para chamá-lo, afinal antes disso, eu ainda não me preocupava em “ficar”, estava mais interessado em Kichutes ou Playmobils.

Porém, o tempo corre no sentido do amadurecimento. O verbo e minha adolescência chegaram juntos ao mundo e com muita dificuldade (eu era tímido a beça) aprendi o que era “ficar”.

Façamos um salto.

2011, ano em que me divorciei. Na ausência de amigos solteiros mais próximos recorri a colegas sem muita afinidade, alguns deles mais jovens, como companheiros de noitada e então descobri que eles não “ficam” mais. Eles pegam. E as mulheres pegam também.

Essa foi a grande mudança semântica ocorrida no Brasil durante os 13 anos que me mantive num único relacionamento. As pessoas deixaram de ficar e começaram a pegar.

A conversa mais comum entre solteiros é contagem do número de “pegadas” num fim de semana. Um mostra o Face para o outro e exibe seus troféus.

Mesmo a música sertaneja que desde sempre fora um templo do romantismo havia dado lugar ao sertanejo universitário e suas odes à pegação: “Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego…”

Só que a mudança não foi apenas semântica. Nos tempos antigos, ao “ficar”, dois indivíduos tratavam-se como seres humanos que em comum acordo beijavam-se por um tempo determinado, era uma troca. Por mais fugaz e vazia que pudesse ser, era uma troca.

O verbo pegar, em compensação, não pressupõe a existência de duas pessoas mas de apenas um indivíduo que é o agente (aquele que pega) e um objeto (que é pego). Quando “ficar” virou “pegar”, o outro já não importava mais. Era um produto numa prateleira. Algo feito para ser usado e jogado fora.

Isso ficava mais claro a medida em que eu me aprofundava no mundo dos solteiros contemporâneos: contabilidade de pegadas, táticas para administrar várias “peguetes” ao mesmo tempo – “É fácil, é só ligar de vez em quando”.

De fato, é fácil administrar objetos, você não precisa ligar no dia seguinte, você não precisa demonstrar qualquer carinho, enfim, você não precisa se solidarizar com o sentimento alheio e nem se preocupar com qualquer dor que possa estar causando. Numa sociedade egoísta tudo existe apenas para a satisfação dos nossos desejos. Para essa satisfação conquistamos uma roupa bacana, um carro equipado ou um (a) parceiro (a) numa noite de sexo.

A maior prova disso é o Tinder, o aplicativo de encontros mais popular que existe. No Tinder, há pouquíssimo espaço para falar de gostos pessoais ou expectativas. Isso não importa. As pessoas se escolhem tão somente pelas fotos, tal qual compramos um vinho cujo rótulo nos encantou.

Revendo a minha trajetória desde os tempos de adolescência, quando dançávamos com vassouras ao som de Lionel Ritchie, até hoje, quando sair à noite significa comer uma pizza, tenho orgulho em afirmar que já beijei, fiquei, namorei, tomei foras, casei, separei voltei a namorar, voltei a tomar foras, mas nesses quarenta e quatro anos nunca peguei alguém. E podem ter certeza, isso jamais acontecerá.

* Na foto: Eu, convencido que relacionamentos vazios não valem a pena

Eu não gosto de ver homens se beijando.

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Eu não gosto de ver homens se beijando.

É duro dizer isso justamente na semana em que os ânimos estão acirrados pela imensa discussão iniciada com a campanha do Boticário em que casais gays se presenteiam no dia dos namorados.

Muitas pessoas, especialmente cristãos evangélicos (alguns bem famosos) sugeriram um boicote à rede de perfumarias. Outras pessoas se solidarizaram e defenderam a iniciativa. Obviamente a polêmica era esperada pela marca que fez história ao usar gays em sua comunicação.

Para aumentar a polêmica, ainda tivemos a parada gay com alguns manifestantes usando símbolos cristãos como forma de protesto e até provocação.

Enfim, prato cheio para a polêmica no coração dos brasileiros e consequentemente nas redes sociais. Incitações a ação, discursos apaixonados, pessoas cheias de razão bloqueando amigos de um lado e de outro.

Este cronista não tem muito mais a acrescentar à discussão, apenas essa confissão. Puxando fundo em minha alma, eu declaro que não gosto de ver homens se beijando.

Motivo: Não sei.

Talvez minha criação, talvez algum recalque, posso descobrir um dia na análise, mas estou sem analista e quando arranjar um haverá outros temas anteriores. Demorarei a descobrir.

Porém é importante (e aqui se encontra o motivo deste pequeno texto) afirmar que o fato de eu não gostar de algo não deve e não pode ser motivo para a sua proibição. As pessoas que se beijam ou deixam de beijar não podem agir influenciadas pelos meus gostos e costumes.

Se minha vontade fosse lei, estariam proibidos:

  • Uso de bonés a noite
  • Alargadores de orelha
  • Maionese industrial
  • Pastores no congresso nacional
  • Sanduíche de mortadela do mercadão
  • Fondue de carne (esse seria o mais proibido de todos)
  • Caipirinha de Sakê
  • CPI’s
  • Novos filmes da saga Guerra nas Estrelas
  • Televisores 4K
  • O programa do João Kleber

Enfim, se eu não gosto de beijos masculinos devo virar o rosto e olhar para o outro lado quando homens se beijam. E segue a vida.

Aos que falam em nome de Jesus para defender sua posição, não tenho muito a dizer, já que sou judeu e não entendo do assunto. Mas do pouco que sei de sua história, consta que ele defendeu a prostituta Maria Madalena quando povo queria apedrejá-la pelos seus pecados. Essa passagem me parece bastante adequada.

Gosto do comercial do Boticário. É um marco na história da propaganda brasileira e depois dele virão outros já que a barreira foi quebrada. Pode ser que em algum deles, dois homens de boné e alargadores de orelha se beijem durante uma CPI onde caipirinha de sake é servida. Eu olharei para o lado, torcendo com todas as forças para que não façam propagandas de fondues de carne.