As mulheres da minha vida

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Eu já escrevi sobre muitas coisas, algumas mais, outras menos importantes. Já critiquei, já sugeri, já analisei, mas hoje, vou fazer diferente. Vou abrir meu coração e expor para os queridos leitores as mulheres da minha vida. Portanto, se você gosta de fortes emoções está no lugar certo, pegue um lenço e venha comigo.

Minha primeira paixão aconteceu de forma precoce em 1977. Eu colecionava o álbum de figurinhas do filme King Kong quando vi uma foto da Jessica Lange na mão do Gorila. Aquilo aquilo mexeu comigo. Foi a primeira uma mulher me provocou alguma espécie de desejo, tanto que nunca me esqueci desse fato tão distante.

Hoje revendo a foto, entendo o apelo da fragilidade dela diante daquela criatura selvagem. É uma imagem sensual o suficiente para apaixonar um garoto de seis anos ou um gorila de 20 metros de altura.

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Essa foi uma situação isolada. Continuei sendo indiferente aos encantos femininos até a minha adolescência nos anos 80, época em que a TV e as revistas nos vendiam musas inesquecíveis. Elas surgiam nos programas e novelas e terminavam na Playboy. Nós, garotos, dávamos um jeito de pegar escondido o exemplar de algum pai menos cuidadoso e assim nos inteirávamos antes da internet facilitar as coisas.

Na época, Xuxa e Luiza Brunet eram as musas do Brasil, porém havia outras cujas famas não duraram tanto, mas que eram igualmente importantes em nosso imaginário, como a Magda Cotrofe, a Matilde Mastrange ou a Isis de Oliveira (a irmã mais velha da Luma).

Preciso fazer aqui uma interrupção para que os mais novos entendam que as fotos da Playboy naquela época eram muito diferente das de hoje. Quem for mais velho e estiver familiarizado com estas informações pode pular este trecho.

Como eram as Playbloys dos anos 80 (especialmente para a geração Y)

1 – As mulheres era diferentes umas das outras.

Cada qual tinha o corpo de um jeito. Umas tinham seios menores, outras seios maiores, umas tinham um bumbum mais empinado e outras tinham um bumbum rechonchudo. Algumas eram mais cheinhas, outras magrinhas. Enfim, elas não eram essa mistura de silicone com photoshop das revistas de hoje em dia.

2 – Havia uns negócios chamados pelos pubianos.

Isso talvez assuste os jovens, mas as mulheres tinham pelos no entorno da genitália e acima dela, assim como os homens tem (ou costumavam ter). Aliás, os pelos também eram diferentes em cada mulher e podiam surgir em outras partes como nas axilas.

3 – Nas fotos não se podia ver a genitália, apenas os pelos que a cercavam.

Para ver mais do que isso era preciso recorrer a revistas pornográficas, mas estas não exibiam nossas musas.

Terminada a interrupção, preciso confessar que nessa década me apaixonei algumas vezes: Pela beleza singela da Tássia Camargo, por uma morena andrógena chamada Cláudia Egito e no final da década, provavelmente dividindo a paixão com a maioria dos meus amigos, pela ingênua e delicada Luciana Vendramini.

Os anos 90 foram curiosos para mim. Eu comecei a trabalhar numa empresa de moda, uma rede que fazia muitos desfiles e catálogos e passei a conviver com algumas destas modelos que até então pareciam intocáveis. Mesmo a Gisele Bundchen estava começando na época. Ao ver de perto aquelas moças altas, magras e supostamente perfeitas, passei a me interessar menos por elas. As mulheres de verdade, que tomam cerveja e falam pelos cotovelos eram mais legais.

Acredito que a realidade nunca supere a fantasia e essas mulheres perfeitas cabem apenas no mundo da idealização, vistas assim de perto, embora sejam muito bonitas, não me provocaram a deslumbre que a Kelly LeBrock provocava nas telas. É preciso dizer também que nessa época eu não era mais um adolescente e minha visão das coisas deixara de ter o fascínio juvenil.

Com o passar do tempo, as novas beldades só pioravam. O Photoshop e o silicone deixaram as mulheres cada vez mais parecidas. Panicats, Hucketes, dançarinas do Faustão e suas similares passaram a ser todas iguais. Peitos esculpidos, coxas como as do Lateral Roberto Carlos, longos cabelos loiros, lábios de botox e nenhuma marca na pele.

Eu teria me desligado dos meus amores distantes se as terras estrangeiras não fossem tão eficientes em criar mulheres de sonho. Agora, cada vez mais velho e crítico, ainda consigo me apaixonar por tipos muitos diferentes do que temos aqui.

Troco um punhado de coxas atléticas da Marques de Sapucaí pela generosidade das curvas da Scarlett Yohansson. Troco todas as barrigas negativas de Ipanema pelas imperfeições de Cristina Hendricks, ainda mais se ela vier com a força e a determinação da Joan Holloway, sua personagem na série Mad Men.

E finalmente, troco todas as namoradas de pagodeiros e jogadores de futebol pela quarentona Penélope Cruz, especialmente se ela prometer cantar pra mim um trecho do tango Volver. E agradeço todos os dias por não existir Photoshop e nem silicone para a voz.

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