A Conspiração

Captura de Tela 2015-03-24 às 19.35.55

Versão da esquerda

Em maio de 2014 as cinco maiores petrolíferas do mundo decidiram pegar todo o petróleo do pré-sal sem gastar num tostão. Deram um telefonema para o Rodrigo Constantino que concordou em fazer parte do plano. Foi ele quem fez a ponte com a Globo, a Veja e o Lobão.

O plano foi simples, convenceram a diretoria da Petrobras e o juiz Moro a fazer uma encenação de que a corrupção na Petrobras persistiu mesmo depois do governo FHC. Bancos estrangeiros depositaram enormes quantias em dólar na conta dos diretores da Petrobras e eles usaram este valor para dizer que eram corruptos e ajudavam o PT. O dinheiro serviu de prova. A imprensa pediu a privatização e os brasileiros (que não sabem pensar) ecoaram o pedido.

O golpe termina com a derrubada o PT, os militares conduzem FHC ao poder na condição de ditador vitalício, a Petrobras é vendida a preço de banana para George Soros e as reservas do pré-Sal são distribuídas gratuitamente para as petrolíferas estrangeiras.

Como cereja do bolo, os pobres ficam proibidos de entrar nos aeroportos.

Versão da direita

Fidel deseja terminar seu plano comunista antes que seja tarde demais. Ele chama o Lula e o José Dirceu e eles inventam o “Mais Médicos”. Uma forma do Brasil trazer 10 mil espiões cubanos e ainda pagar por isso.

Com ajuda de Nicolas Maduro e do exército do Stédile, o Golpe começa. A Globo e a Veja são estatizadas, livros de Paulo Freire são distribuídos e todas as empregadas domésticas e porteiros pedem a conta, passando a viver de bolsa família. O Sakamoto vira âncora do Jornal Nacional e o Cristo Redentor é substituído por uma estátua do Che Guevara.

Como ato final, o Governo Bolivariano comandado pelo filho do Lula proíbe voos para Miami, obrigando as elites a fugirem em jangadas improvisadas.

Anúncios

O lado bom da ditadura

Imagem

A moda muda rápido ultimamente.

Vejamos, essa semana preciso fazer uma selfie, posar com uma placa contra o estupro e falar mal da ditadura. Pensei em fotografar minha comida e elogiar cachorros mas acho que já está ficando demodê.

Escolho a ditadura. Porém, com minha obstinação por evitar clichês não falarei mal dela. Lamento. Prefiro lembrar  algo que era muito melhor naqueles tempos, especialmente se comparado a situação atual.

 

(silêncio para criar suspense)

 

Falo do nome das instituições públicas e dos programas governamentais.

Como assim, pergunta o leitor? Repito explicando:

O nome das instituições públicas e dos programas governamentais naqueles tempos era formado letras que se juntavam e criavam siglas inesquecíveis. O programa habitacional se chamava BNH. A empresa brasileira de telecomunicações era a Embratel. O Mobral cuidava da educação para adultos e menores infratores iam para a Febem. Para telefonar usávamos a Telesp. O órgão de informação/espionagem dos militares era o SNI.

Hoje, quando procuro por iniciais, vejo que fomos invadidos pelos “nomes fofos”.

“Nomes fofos” é como chamo genericamente essa onda de termos nitidamente criados por especialistas em marketing e que fazem a alegria do político moderno.

Quando procuro pelo BNH encontro “Minha Casa Minha Vida”. Quando clamo por lindos nomes como Telesp, BCP ou Embratel, sou atropelado por Vivo, Claro e valha-me Deus, Oi (“nomes fofos” privados). Na procura pelo posto de saúde encontro Amas e Ames. É muito amor.

Não sei quando tudo começou, só sei que a coisa perdeu o controle quando a Marta Suplicy criou o projeto “Belezura” e os Tucanos chamaram uma reforma nos impostos de emenda “Do Bem” (as outras são do mal?).

Tentando ajudar nossos governantes, vou mandar algumas sugestões de nomes para futuros projetos, adiantando que sou modesto suficiente para admitir minha incapacidade para superar a “Rede Cegonha”.

Que tal substituir o IPCA por “adorável precinho”? Assim os economistas diriam que o “Adoravel precinho de abril” ficou em 0,62%.

Quem sabe chamar a CBF de “Amigos da Bola”? O PCC não seria mais agradável se fosse “Bandoleiros Legais”? Podemos ir mais longe, quem sabe trocar os nomes dos partidos e instituições. O PT viraria “Ao Pobre com Carinho”, a Fiesp seria “Empresários Bonzinhos Pelo Brasil”.

As possibilidades são infinitas e a vantagem é que não precisamos ter medo do ridículo. Afinal, jamais seremos mais ridículos do que a criatividade político-marqueteira. E com a proximidade das eleições, podemos esperar novos nomes de programas cada vez mais fofos.

Quanto a ditadura, espero que concordem que eles acertaram ao chamar as coisas por iniciais. Ou vocês queriam um “nome fofo” para o Doi-Codi?