Manual Prático do Voto – Governador

Manual Prático do Voto – Governador

Prezado leitor, novamente faço um texto voltado ao paulistano. Tenho pouca informação dos outros estados portanto peço desculpas aos baianos, matogrossenses, paraibanos e afins. Vocês terão de procurar outro blog para lhes orientar.

Aqui no Estado Badeirante a situação não é das mais encorajadoras (para usar um eufemismo). O Estado que já foi governado por Laudo Natel e Franco Montoro tem um time de candidatos que me faz sentir saudades do Maluf e sua roubalheira raiz.

Hoje não há como eleger um nome que nos empolgue, mas temos uma missão importante. Podemos evitar o GRANDE MAL.

O GRANDE MAL, como todo mundo sabe, é o Doria.

Doria odeia governar. Entrou para a política porque sabe o potencial do poder para melhorar os seus negócios e ele adora negócios. Ele tem outro defeito grave: Não é muito chegado a pessoas. Lembra o General Figueiredo que preferia o cheiro de cavalos ao cheiro do povo.

Doria também nunca gostou da cidade de São Paulo, para ele a cidade não passa de um caminho feio para o Aeroporto de Guarulhos. Talvez por isso o desapego para derrubar o viveiro Manequinho Lopes e construir um Mc Donalds no lugar. Ou para enfiar algumas torres de escritório no clube do Pacaembu.

Não vou entrar no capítulo das mentiras, eu precisaria de umas 80 páginas para descrever todas que ele soltou nos últimos 2 anos.

A esperança para tirar esse psicopata* do nosso caminho está em três homens:

1 – Skaf

Empresário retrógrado e MDBista que usa o dinheiro do departamento de MKT do Sesi para se autopromover. Sua única virtude é não ser o Doria.

2 – Luiz Marinho

Pouco sei do ex-prefeito de São Bernardo, a não ser que parou umas obras importantes da cidade no meio. Luiz Marinho ao assumir a prefeitura pagou uma campanha publicitária na Globo para anunciar um estádio de futebol que ainda não havia começado a construir. Gastou tanto em propaganda que faltou para fazer a obra. Ainda bem. Ele é fraco, mas é melhor que o Doria.

(Um amigo deixou nos comentários mais informações sobre o Marinho, recomendo que leiam)

3 – Márcio França

Não tenho grandes simpatias por ele. Faz bem o tipo: Político Profissional. Cheio de artimanhas, com esperteza política e bom de articulação. Na falta de coisa melhor, França ficou com meu voto por exclusão. Pelo menos sabe comandar a máquina e é experiente.

Pode ser que alguém reclame se eu não falar do Rogério Chequer e dos outros, então aqui vai:

_ Rogério Chequer e os outros.

Dito isso me despeço. Boa noite e bom voto.

*Eu considero Doria um psicopata mas tenho preguiça de explicar meus motivos.

 

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Bocó de Mola

Bocó de Mola

Sou um nostálgico doentio. A idade faz isso. Quando era jovem me aborrecia com a ladainha do meu pai saudoso do bonde* e do Frank Sinatra. Hoje minha filha tem de me aguentar lembrando do Videocassete Betamax e do Ritche.

Porém a coisa que me faz mais falta é o vocabulário. Lembro com um aperto no coração do jeito que a gente falava antigamente. Principalmente dos xingamentos.

Não tinha essa de lixo humano, petralha ou coxinha, tão usados hoje em dia. Havia termos pitorescos como “cabeça de pudim, “Pedro Bó” ou “bocó de mola”. Sinto imensa falta deles. Acho até que se as pessoas discutissem hoje usando o “bocó de mola”, as diferençcas nas redes sociais seriam amenizadas.

Imagine uma briga de torcida organizada. Corinthianos gritam “Pedro Bó” para ofender Palmeirenses. Seria impossível haver uma morte.

Aliás quando eu era jovem a coisa mais ofensiva que vinha da torcida era o seguinte:

_ É canja, é canja, é canja de galinha, arranja outro time pra jogar na nossa linha!

Hoje usa-se o “Vai tomar no cu” em coro até no campeonato infantil de Judô do clube Pinheiros. Tempos horríveis.

Naquela época não havia Fake News. dizíamos “paia”. Um mentiroso como o Dória seria paieiro ou paiudo, depende da cidade. Diríamos assim:

_ Só um bocó de mola para acreditar nas paias do Dória.

Eram bons tempos…

Entendeu, Pedro Bó?

*Bonde era um meio de transporte, não tinha nada a ver com baile funk.

** Na foto do post: Eu no dia em que ganhei um videocassete Betamax.

*** Depois da postagem alguns leitores disseram que eu estava tam-tam ou lelé da cuca.

Eu, o Comentarista Político

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Resolvi dar uma guinada na carreira  e ingressar na profissão mais fácil que existe. Serei Comentarista político.

Acho que no passado o desafio desse profissional era maior, mas hoje tudo mudou. Principalmente depois que os memes substituíram os livros e que o Alexandre Frota tornou-se o a referência intelectual da direita.

Posso fazer melhor que a Jovem Pan e a Veja, dedicadas exclusivamente a falar mal do PT. Posso superar Reinaldo Azevedo, que tem como tema central “A Luta e a Glória de Reinaldo Azevedo”.

Vou falar de tudo e de todos, sem censura, sem medo e com total isenção. Vou esperar o meu primeiro milhão de seguidores antes de me vender como a “Isto É”.

Se todos ganham dinheiro com abobrinhas políticas, por que não eu?

E o tema da primeira coluna é: ELEIÇÕES 2018

Nem parece mas já está chegando, teremos eleições em breve e 4 dos 6 prováveis candidatos já se dedicam exclusivamente à campanha. Só Alckmin e Marina esperam.

Vamos aos candidatos divididos por ideologia.

Na esquerda:

Lula

O grande nome da esquerda brasileira está em plena campanha, cruzando o Nordeste atrás de lindas fotos para as redes sociais e imagens para a campanha. Apesar do bom desempenho entre 2002 e 2010, Lula não tem mais condições de aglutinar vários partidos no seu entorno. Sua arma principal para essa estratégia – la plata das incorporadoras e da Petrobras – se esgotou. Agora, acredito que seria um causador de atritos que pouco poderia acrescentar num momento tão difícil. Embora há que se considerar que só ele e FHC mostraram habilidade para governar a palhoça.

Ciro

Contundente nos discursos e rápido nos debates, Ciro tem um histórico de respostas intempestivas e alianças desfeitas.

Quem ouve seus discursos e explicações cheias de argumentos sente-se tentado a apoiá-lo.

Não poderá governar sozinho e não terá paciência para dividir o poder com o resto da esquerda e com os fisiologistas. Tem tudo para dar errado.

Marina

Marina é a Olimpíada da política. Só aparece a cada quatro anos. Quando der as caras eu falo dela.

Na direita:

Alckmin

Pouco carismático e pouco atuante fora de São Paulo. Tem uma grande vantagem: Não repete o discurso de ódio que a maioria propaga. Trata os adversários com respeito. Foi dos poucos que sempre chamou a Dilma de Presidenta.

Suas suspeitas de corrupção são discretas (para um partido que domina um Estado tão grande por 20 anos). Além disso, por ser do PSDB nunca enfrentará problemas com a justiça o que pode ajudar na estabilidade do governo.

Meio sem graça, nunca mostrou grandes atributos, ainda assim vejo como boa opção por não ser um semeador de ódio e por ter experiência em um Estado grande.

Dória

O Prefeito que está em campanha forte pelo planalto tem muito que aprender. Vídeos e selfies agradam os fãs das redes mas não ajudam na gestão. Além disso, tratar adversários e jornalistas como inimigos nunca acaba bem.

Embora tenha grande carisma, ainda não foi testado num público mais eclético que o paulistano. Sua grande vantagem é a aderência da direita, que pode ser importante para enfrentar a grande ameaça que paira sobre o Brasil, o candidato…

Bolsonaro

Bolsonaro lembra muito o Trump. Usa o ódio e a desilução como motivações do eleitorado. Embora esteja há 26 anos na política sem nunca ter feita nada (além de ofender as pessoas), passa a imagem de que não é político.

Não consegue formular uma frase com sentido, defende uma agenda econômica idêntica à da Dilma e servirá para turbinar toda a raiva e conflitos entre grupos que existem no Brasil. A grande meta da eleição será evitar que um mal deste tamanho nos atinja. Sua eleição levaria o Brasil ao status de Irã ou Indonésia.

 

 

 

 

O Prefeito e o Presidente

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No começo foi fácil, dava certo para o prefeito e para o presidente.

Diga que vai mudar as velocidades das Marginais e lá estavam as manchetes, estavam os fãs entusiastas e os desesperados opositores.

Fale de um muro no México, crie uma crise internacional pelo Twitter, ponha as redes sociais aos seus pés e fature artigos e mais artigos no mundo inteiro exibindo o topete arrogante.

Meus Deus como é fácil, dá pra fazer todo dia.

Pinte os grafites de cinza, ofenda os muçulmanos,  fantasie-se de lixeiro, proponha leis absurdas, tire do site da CET informações sobre queda de acidentes, apague do site da Casabranca matérias sobre aquecimento global, ofenda os grafiteiros, ofenda os latinos.

As dificuldades começaram no segundo ano, quando o prefeito se vestiu de veterinário  numa visita ao zoológico e não havia nenhum repórter para fazer o registro.

Enquanto isso, no hemisfério norte, o presidente usou as redes para chamar o Papa de maricas, mas nem os seguidores nem a imprensa se impressionaram. Sequer o Vaticano enviou qualquer resposta.

Foi quando o presidente e o prefeito perceberam que para manter a atenção do público e da imprensa precisavam se esforçar mais.

O presidente começou a ofender mais gente e de forma ainda mais gratuita. Chamou Steve Wonder de “porco cegueta”, disse que o Abraham Lincoln tinha uma barba ridícula e que planejava fechar a Disney para evitar a gritaria infernal daqueles pirralhos.

O prefeito se fantasiou de macaco, de Incrível Hulk, de Lula (ele até se esforçou para imitar a voz rouca) e baixou um decreto autorizando à Guarda Civil jogar tinta cinza nos tatuados que andavam pelas ruas. Nada adiantou.

No final de seus mandatos os dois estavam irreconhecíveis, silenciosos e exibindo sintomas de depressão. O prefeito fantasiou-se de mendigo e passou dias na cracolândia sem ser reconhecido. O presidente saiu pelas ruas e xingou um caminhoneiro que fazia seu lanche numa barraca de cachorro-quente. Apanhou como nunca.