Apelo Desesperado

Apelo Desesperado

Caros amigos, caminhamos para um segundo turno entre PT e Bolsonaro. Será uma batalha de rejeições. Quem tiver a menor ganha. É quase como ir para os pênaltis. Dá pra ganhar, mas pode perder.

Segundo esse blogueiro pessimista, temos um cenário muito ruim. Quem ganhar vai ter uma rejeição imensa e nenhuma das opções tem capacidade ou vontade de apaziguar as massas iradas com o lado oposto.

Pior que isso, corremos um risco imenso de eleger o Bolsonaro, que é mais ou menos como colocar um macaco bêbado com uma AK-47 no Planalto. Ele pode dormir e deixar o Paulo Guedes governar, mas pode sair atirando para todo lado e acertar o próprio Paulo Guedes. Ninguém sabe o que vai acontecer.

Então faço alguns apelos desesperados:

Aos amigos de esquerda

Troquem o voto de Haddad por Ciro. Se o Haddad for para o segundo turno corremos o risco enorme de eleger Bolsonaro. A rejeição do PT é muito grande. Claro que o Haddad pode ganhar, mas vale o risco?

Aos amigos de direita não extremistas

Troquem seu voto por Ciro. Eu votaria em Geraldo, Amoedo, Meirelles ou Marina se eles estivessem em terceiro. Eu acredito que todo esforço para não ter o segundo turno PT x Bolsonaro é válido.

Aos amigos de direita que votam no Bolsonaro para o PT não ganhar

Amigos, o Bolsonaro vai para para o segundo turno de qualquer jeito. É impossível ele se eleger no primeiro. Ele vai acabar na disputa de pênaltis contra o PT. Aí tudo pode acontecer, inclusive uma vitória do PT. Sugiro que você mude seu voto para o Ciro, de forma a evitar que o Haddad passe para o segundo turno.

O segundo turno seria entre Ciro e Bolsonaro e as chances do PT se eleger ficam em 0%.

Quanto aos amigos convictos em relação ao Haddad e ao Bolsonaro

Nesse caso, eu não tenho nada a pedir. Vivemos numa democracia.

Boa sorte para o Brasil

  • Se você pensa como eu, vamos espalhar essa ideia. Replique meu texto, escreva o seu. Vamos defender nossas convicções sempre com respeito a quem pensa diferente.

 

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Bolsonaro e o Perdão

Bolsonaro e o Perdão

Hoje foi o Dia do Perdão para os judeus. Escrevo ainda cansado depois de 24 horas de jejum, muitas delas rezando. Se vocês acham o Cabo Daciolo religioso, é porque não me viram no Iom Kipur.

No Dia do Perdão precisamos meditar sobre tudo o que fizemos no último ano, perdoar a quem nos ofendeu, perdoar a nós mesmos e pensar em boas ações para o futuro.

Porém, fora da reza, nos corredores da sinagoga, só se falava em eleições. Mesmo nos momentos mais intensos de oração, quando eu deveria estar 100% concentrado nos meus compromissos, a imagem do Bolsonaro me vinha à cabeça.

Boa parte da pessoas que conheço vota em Bolsonaro e isso me assusta.

Nos meus 47 anos de vida (eu sei, pareço menos), nunca houve um candidato que me provocasse tanto asco. Nunca houve um candidato com o potencial destrutivo que vejo em Bolsonaro. Poderia ficar horas falando motivos pelos quais eu o odeio e ao mesmo tempo, tenho medo dele. Mas não é esse o intuito desse texto.

Vejam a encrenca em que meti, me peguei odiando profundamente um cidadão bem no dia em que deveria perdoar as pessoas.

Evidentemente jamais terei simpatia por Bolsonaro, ele defende valores opostos aos meus. Mas por isso eu preciso odiá-lo?

Ele prometeu fazer as piores barbaridades contra nosso país se eleito e isso me dá um medo daqueles, mas por outro lado, muitos pensam que o meu candidato é um mal para o país. Como pedir respeito aos outros em relação a minhas ideias se eu não respeitar a opinião alheia?

Tenho convicção que Bolsonaro será um desastre completo e então continuarei me esforçando para que ele não seja eleito, porém devo fazer isso aceitando que muita gente pensa de outra forma e é meu dever respeitar essa posição.

Quem decide no final é o voto, isso se chama democracia. Se eu defendo a democracia preciso aceitar a pluralidade. Quem ganhar a eleição terá 4 anos para realizar seus planos e os perdedores podem contestá-los dentro dos limites da lei e da ordem. Impixe por mimimi de derrotado a gente já viu que não dá certo.

Embora eu torça para o melhor, preciso me preparar para o pior, aceitando com serenidade o que vier. Quanto ao ódio que o candidato me causa, ele está dentro de mim cabe a mim combatê-lo. Não há como almejar um mundo com mais amor se eu agir de forma violenta, mesmo que nas palavras.

*Me perdoem por ser monotemático nos últimos textos, mas onde quer que eu vá só se fala de eleições, difícil fugir do assunto…

Manual Prático do Voto – Presidente

Manual Prático do Voto – Presidente

Para fechar a série que ensina ao (e)leitor os macetes do voto, vamos ao cargo que mais interessa: O Presidente, aquele que veste a faixa verde-amarela no peito e desce a rampa com os jogadores quando o Brasil ganha a Copa.

Em nossos tempos de nervos à flor da pele, essa é provavelmente a eleição que mais vai mexer com as paixões do Brasileiro e não preciso ir longe nas explicações. Depois que as acusações de corrupção pipocaram, a paciência do povo se esgotou. As pessoas estão brigando em família, radicalizando as posições políticas e pior que isso, mandando memes chatos no Whatsapp.

Mas a verdade é que o povo não sabe exatamente o que esperar de um presidente. Por isso eu fui iluminado com meu talento blogueiro, para afastar de vez as dúvidas e revelar a fórmula definitiva para escolher o candidato.

Note que não vou dizer em quem você vai votar, mas dar-te-ei, caro leitor, o caminho para uma decisão sem dúvidas e frustrações, respeitando a visão de mundo que é diferente para cada um.

Afinal, o que esperar de um presidente? Vou elencar algumas virtudes que espero de um presidente e afirmo democraticamente que só essas importam.

1 – Capacidade administrativa

Essa é das virtudes a que menos importa. O Brasil tem uma máquina complexa mas altamente especializada. É uma função que tecnocratas bem colocados podem fazer bem. Nesse quesito parece que Ciro e Alckmin saem na frente. Mesmo com todas as besteiras gigantes do governo Alckmin, não dá pra dizer que ele desconhece  a máquina. Meirelles também vai bem nesse quesito. Não adianta achar que empresário é administrador público. São talentos diferentes, exemplo disso foi o empresário Dória que foi totalmente incompetente em São Paulo.

2 – Visão estratégica

No final do Século XIX os americanos começaram o metrô de Nova Iorque. A cidade ainda não precisava de um sistema de trens subterâneos mas os americanos construiam o metrô pensando nos 100 anos seguintes.

Outro exemplo: Os EUA tem petróleo a rodo, nadam em petróleo, mas exploram pouco as próprias reservas e importam bastante. Eles guardam o que chamam de reserva estratégica, pensando no futuro quando o preço será bem maior.

Basicamente, eu diria que a visão estratégica é a capacidade de ver mais longe e ter uma visão de país que se pretende atingir.

Aparentemente todos os candidatos tem esse tipo visão. Bolsonaro que é mais míope delegou o serviço para o Paulo Guedes. Este tem visão, concorde-se ou não com ela. O problema é que Paulo Guedes não será eleito, podendo ser dispensado a qualquer ataque de nervos do chefe e nesse caso teríamos um presidente que não tem ideia do que fazer no planalto.

O fato dos candidatos terem visão estratégica, não significa necessariamente que seus planos sejam bons, apenas indica que eles tem um caminho.

3 – Capacidade de liderança

É o poder de fazer as pessoas a sua volta seguirem as suas ideias. Quem trabalha numa grande corporação sabe muito bem a diferença de um líder para uma pessoa muito inteligente. A pessoa muito inteligente pode ser um ótimo técnico, mas quem move o grupo em torno das ideias é o líder.

Um líder capaz consegue reunir mais votos no congresso sem pagar um preço tão alto. Dilma sem capacidade de liderar tinha de usar cargos e dinheiro para conseguir o que queria. Deu no que deu.

Falem o que quiser, mas perto do Lula, qualquer um é pequeno neste quesito. Lula se tornou líder do maior sindicato do Brasil, para depois se tornar líder do maior partido de esquerda do Brasil para praticamente se tornar o líder da esquerda mundial e o presidente do Brasil. Governou com 90% do congresso ao seu lado e tinha boa entrada em qualquer país. Não teremos alguém assim.

Dentre os candidatos, Bolsonaro que nunca liderou nada está mostranso-se capaz de angariar as pessoas em seu entorno, mesmo sem apresentar grandes ideias. Os outros ainda não mostraram esse talento.

4 – Inspiração

Um presidente tem de inspirar seu povo. Países que entram em guerra por exemplo, ganham confiança com as palavras de seus líderes. O mundo se lembra dos discursos de Churchill, Kennedy ou Gandhi.

O problema é que hoje em dia num mundo tão dividido as inspirações de uns causam aversão a outros. Parte da direita se inspira em Bolsonaro, Danilo Gentile e Olavo de Carvalho. A direita menos raivosa adora economistas como Amoêdo, Pérsio Arida e Gustavo Franco e a esquerda se inspira em Lula, Haddad e Manuela.

Os EUA são o exemplo desta divisão. Obama inspirou meio país por 8 anos e Trump está inspirando a outra metade agora.

Creio que é uma tarefa quase impossível alguém ser uma inspiração que una o país.

5 – Identificação 

Vejo que muitos amigos executivos e empresários irão votar no Amoêdo. Eles se identificam com sua ideias e com sua imagem. Ele é um cara parecido como meus amigos e chegou no topo da carreira empresarial.

O mesmo aconteceu com Lula. Ele era o nordestino, o homem do chão de fábrica, totalmente identificado com quem tinha a mesma origem.

Vejo nesse quesito a força do Bolsonaro. Ele declara com todas as letras seus ódios e preconceitos. Coisa que está no coração de muitos brasileiros e que os outros políticos jamais tiveram coragem de fazer (mesmo os que compartilham estes valores). Essa atitude encantou muita gente. Além disso o jeito simplista com que ele encara as questões é o mesmo de milhões e isso tem trazido uma enorme aderência para sua campanha. Sem o Lula na disputa, Bolsonaro é imbatível nesse quesito.

Sobra pouco para os outros. Haddad consegue a identificação dos jovens moderninhos de esquerda. De resto não vejo muito força nos outros candidatos.

A identificação tem ainda um componente aspiracional. O candidato de certa forma nos reflete e nos melhora. Ele pode ser a versão de você que deu certo. O Lula era o peão que deu certo, Amoêdo é o executivo que deu certo e Bolsonaro, o brasileiro frustrado que deu certo.

6 – O ar do tempo (zeitgeist, como dizem os alemães)

Alguns candidatos são as pessoas certas na hora errada. Ulisses Guimarães era um político de primeira grandeza, admirado até por opositores, mas quando saiu para presidente em 1989 não era o que o Brasil queria e não teve a menor chance. Mesmo Lula com sua força no operariado perdeu varias eleições até vencer em 2002.

Não sei explicar isso mas há momentos em que o mundo está mais liberal, momentos em que o mundo está mais conservador, momentos em que a sociedade quer mudança e momentos em que se quer continuidade.

O ar de 2018 pede mudanças, o ar de 2018 tem mais radicais conservadores e mais gente (não paradoxalmente) querendo discutir a discriminalização das drogas e do aborto, há mais gente preocupada com a violência e mais gente se mostrando violenta.

Me parece que o discurso do Amoêdo de aversão à política tradicional e os xingamentos do Bolsonaro tem mais adesão aos ares de 2018. Isso não é uma virtude ou defeito.

Conclusão

Agora você mesmo pode pegar a lista dos candidatos e compará-los com estes critérios. Seu candidato inspira? Tem visão? Sabe administrar? É um líder? Enfim, dá até para fazer uma tabelinha no excel e atribuir notas como os skills dos jogadores de futebol do Game FIFA 2018.

Seguindo minhas orientações você vai encontrar o candidato ideal para o seu perfil. Vá em frente e não precisa me agradecer, depois eu passo o número da minha conta.

Meu voto

Me arriscando a perder o restante dos leitores, digo que penso em votar no Ciro mas posso mudar conforme os ventos. Acho que estou mais preocupado em não ter o Bolsonaro como presidente do que em saber quem vai vestir a faixa.

E você leitor, já escolheu seu candidato?

Manual Prático do Voto – Governador

Manual Prático do Voto – Governador

Prezado leitor, novamente faço um texto voltado ao paulistano. Tenho pouca informação dos outros estados portanto peço desculpas aos baianos, matogrossenses, paraibanos e afins. Vocês terão de procurar outro blog para lhes orientar.

Aqui no Estado Badeirante a situação não é das mais encorajadoras (para usar um eufemismo). O Estado que já foi governado por Laudo Natel e Franco Montoro tem um time de candidatos que me faz sentir saudades do Maluf e sua roubalheira raiz.

Hoje não há como eleger um nome que nos empolgue, mas temos uma missão importante. Podemos evitar o GRANDE MAL.

O GRANDE MAL, como todo mundo sabe, é o Doria.

Doria odeia governar. Entrou para a política porque sabe o potencial do poder para melhorar os seus negócios e ele adora negócios. Ele tem outro defeito grave: Não é muito chegado a pessoas. Lembra o General Figueiredo que preferia o cheiro de cavalos ao cheiro do povo.

Doria também nunca gostou da cidade de São Paulo, para ele a cidade não passa de um caminho feio para o Aeroporto de Guarulhos. Talvez por isso o desapego para derrubar o viveiro Manequinho Lopes e construir um Mc Donalds no lugar. Ou para enfiar algumas torres de escritório no clube do Pacaembu.

Não vou entrar no capítulo das mentiras, eu precisaria de umas 80 páginas para descrever todas que ele soltou nos últimos 2 anos.

A esperança para tirar esse psicopata* do nosso caminho está em três homens:

1 – Skaf

Empresário retrógrado e MDBista que usa o dinheiro do departamento de MKT do Sesi para se autopromover. Sua única virtude é não ser o Doria.

2 – Luiz Marinho

Pouco sei do ex-prefeito de São Bernardo, a não ser que parou umas obras importantes da cidade no meio. Luiz Marinho ao assumir a prefeitura pagou uma campanha publicitária na Globo para anunciar um estádio de futebol que ainda não havia começado a construir. Gastou tanto em propaganda que faltou para fazer a obra. Ainda bem. Ele é fraco, mas é melhor que o Doria.

(Um amigo deixou nos comentários mais informações sobre o Marinho, recomendo que leiam)

3 – Márcio França

Não tenho grandes simpatias por ele. Faz bem o tipo: Político Profissional. Cheio de artimanhas, com esperteza política e bom de articulação. Na falta de coisa melhor, França ficou com meu voto por exclusão. Pelo menos sabe comandar a máquina e é experiente.

Pode ser que alguém reclame se eu não falar do Rogério Chequer e dos outros, então aqui vai:

_ Rogério Chequer e os outros.

Dito isso me despeço. Boa noite e bom voto.

*Eu considero Doria um psicopata mas tenho preguiça de explicar meus motivos.

 

Manual Prático do Voto – Senado

Manual Prático do Voto – Senado

Caro leitor eleitor, seguindo minha ideia de palpitar na escolha do voto, faço mais um texto, desta vez falando do Senado. Na verdade, não há tanto que falar aqui. Apenas sugiro que sigam a dica que dei para o voto nos deputados. Segue o link.

A única diferença, é que nesse caso além da dica genérica, de não votar nos partidos-empresa, sugerirei aos paulistas um nome:

Mara Gabrilli – PSDB

Tenho a sorte de conhecê-la. É séria, tem uma história de superação impressionante e uma agenda ligada ao apoio a pessoas com deficiência, luta que empenha com brilhantismo. Sei que muitos amigos tem aversão ao PSDB, mas nesse caso sugiro que abram uma exceção.

Meu voto

Além da Mara, devo votar no Suplicy. É honesto e tem convicções que persegue há anos, como o projeto Renda Mínima e a defesa dos direitos humanos. Mas não sou tão enfático com o Suplicy como sou com a Mara.

Em breve volto falando dos cargos majoritários, bem mais polêmicos, onde prometo desagradar a todos.

Vote no PT

Vote no PT

Em primeiro lugar preciso pedir desculpas ao leitor. O título do texto é um pouco falso. Fiz isso para atrair cliques. Confesso. Mas não chega a ser um título totalmente mentiroso. Decidi fazer uma série de textos com dicas para as eleições e começo aqui. Inclusive com o título verdadeiro.

Manual Prático do Voto – Deputados

Caro, a partir de hoje você recebeu uma promoção e passará de Leitor a Eleitor.

As eleições chegando e com elas a dificuldade em escolher os candidatos entre tantos picaretas. Pois eu sugiro que você fique comigo para ter as respostas para todas as perguntas que te afligem.

Comecemos pelos deputados – Estaduais (aqueles que ganham para não fazer nada) e federais (os que chantageiam os presidentes em troca de cargos e verbinhas).

Eu sugiro que a gente divida os partidos em 3 grupos, isso facilitará nossa decisão.

Grupo 1 – Partidos com alguma agenda

São partidos de esquerda, direita, de centro, mas que tem entre seus políticos e seguidores alguma visão de mundo e o desejo de implantar um modelo de governo.

São eles: PT, PSDB, DEM, PCdoB, PODE, REDE, PSTU, PCO, PSOL e NOVO.

Alguns deles são mais honestos, outros menos, mas cada um deles existe para cumprir um agenda, mesmo que sua atuação seja manchada por corrupção.

Grupo 2 – Partidos Empresas

São partidos que existem como negócio. Eles não se importam com quem está no poder. Sempre apoiarão o governo, afinal, querem cargos e verbas. Eles vivem pelos fundos partidários e pelos horários de TV que podem ser negociados e vendidos. Muitos deles se unem e fazem seus crimes e negociatas em grupo, se auto intitulando “Centrão”.

São eles: PP, PTB, PR, PSC, PRB, PSD, PRP, PSL, PMN, PHS, PTC, SD, DC, AVANTE, PRTB, PROS, PATRI, PPL e PMB

O exemplo classico é o PSD do Kassab, que apoiou Dilma até o último dia, apoiou o impixe, apoia o Temer e se o Haddad ganhar será o primeiro a oferecer apoio em troca de um ministério.

Grupo 3 – indefinidos

Não sei por que esses partidos existem, se querem grana ou se tem algum objetivo.

São eles: MDB, PDT, PV, PSB e PCB.

Eu coloquei o MDB aqui porque oMDB é um mistério. É grande demais, abriga muitas alas divergentes. Não sei se pode ser reduzido a um partido-empresa

Conclusão

O motivo deste texto é o seguinte aviso:

Jamais vote em partidos do Grupo 2.

Repito.

Jamais vote em partidos do grupo 2.

Vote no PT, no PSDB, na Rede, no Novo, no diabo que o parta.

Mas jamais vote em partidos do grupo 2.

Na dúvida melhor não votar no MDB também.

Meu Voto

Vou votar para deputado na legenda do PSOL. Motivo: Teremos uma bancada ultra conservadora em 2019. Os direitos dos negros, das mulheres, gays estão ameaçados. O Projeto da Escola-super-evangélica avança loucamente. Vamos precisar de deputados com coragem para defender as liberdades individuais.

PS. Votar em canditado com ficha suja não, né?

PS2. Se concorda e defende os mesmos valores, compartilhe, vamos tentar fazer um congresso melhor.

PS3. Jamais vote em partidos do grupo 2

Eu, o Comentarista Político

eu o coment.jpg

Resolvi dar uma guinada na carreira  e ingressar na profissão mais fácil que existe. Serei Comentarista político.

Acho que no passado o desafio desse profissional era maior, mas hoje tudo mudou. Principalmente depois que os memes substituíram os livros e que o Alexandre Frota tornou-se o a referência intelectual da direita.

Posso fazer melhor que a Jovem Pan e a Veja, dedicadas exclusivamente a falar mal do PT. Posso superar Reinaldo Azevedo, que tem como tema central “A Luta e a Glória de Reinaldo Azevedo”.

Vou falar de tudo e de todos, sem censura, sem medo e com total isenção. Vou esperar o meu primeiro milhão de seguidores antes de me vender como a “Isto É”.

Se todos ganham dinheiro com abobrinhas políticas, por que não eu?

E o tema da primeira coluna é: ELEIÇÕES 2018

Nem parece mas já está chegando, teremos eleições em breve e 4 dos 6 prováveis candidatos já se dedicam exclusivamente à campanha. Só Alckmin e Marina esperam.

Vamos aos candidatos divididos por ideologia.

Na esquerda:

Lula

O grande nome da esquerda brasileira está em plena campanha, cruzando o Nordeste atrás de lindas fotos para as redes sociais e imagens para a campanha. Apesar do bom desempenho entre 2002 e 2010, Lula não tem mais condições de aglutinar vários partidos no seu entorno. Sua arma principal para essa estratégia – la plata das incorporadoras e da Petrobras – se esgotou. Agora, acredito que seria um causador de atritos que pouco poderia acrescentar num momento tão difícil. Embora há que se considerar que só ele e FHC mostraram habilidade para governar a palhoça.

Ciro

Contundente nos discursos e rápido nos debates, Ciro tem um histórico de respostas intempestivas e alianças desfeitas.

Quem ouve seus discursos e explicações cheias de argumentos sente-se tentado a apoiá-lo.

Não poderá governar sozinho e não terá paciência para dividir o poder com o resto da esquerda e com os fisiologistas. Tem tudo para dar errado.

Marina

Marina é a Olimpíada da política. Só aparece a cada quatro anos. Quando der as caras eu falo dela.

Na direita:

Alckmin

Pouco carismático e pouco atuante fora de São Paulo. Tem uma grande vantagem: Não repete o discurso de ódio que a maioria propaga. Trata os adversários com respeito. Foi dos poucos que sempre chamou a Dilma de Presidenta.

Suas suspeitas de corrupção são discretas (para um partido que domina um Estado tão grande por 20 anos). Além disso, por ser do PSDB nunca enfrentará problemas com a justiça o que pode ajudar na estabilidade do governo.

Meio sem graça, nunca mostrou grandes atributos, ainda assim vejo como boa opção por não ser um semeador de ódio e por ter experiência em um Estado grande.

Dória

O Prefeito que está em campanha forte pelo planalto tem muito que aprender. Vídeos e selfies agradam os fãs das redes mas não ajudam na gestão. Além disso, tratar adversários e jornalistas como inimigos nunca acaba bem.

Embora tenha grande carisma, ainda não foi testado num público mais eclético que o paulistano. Sua grande vantagem é a aderência da direita, que pode ser importante para enfrentar a grande ameaça que paira sobre o Brasil, o candidato…

Bolsonaro

Bolsonaro lembra muito o Trump. Usa o ódio e a desilução como motivações do eleitorado. Embora esteja há 26 anos na política sem nunca ter feita nada (além de ofender as pessoas), passa a imagem de que não é político.

Não consegue formular uma frase com sentido, defende uma agenda econômica idêntica à da Dilma e servirá para turbinar toda a raiva e conflitos entre grupos que existem no Brasil. A grande meta da eleição será evitar que um mal deste tamanho nos atinja. Sua eleição levaria o Brasil ao status de Irã ou Indonésia.