Vote no PT

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Em primeiro lugar preciso pedir desculpas ao leitor. O título do texto é um pouco falso. Fiz isso para atrair cliques. Confesso. Mas não chega a ser um título totalmente mentiroso. Decidi fazer uma série de textos com dicas para as eleições e começo aqui. Inclusive com o título verdadeiro.

Manual Prático do Voto – Deputados

Caro, a partir de hoje você recebeu uma promoção e passará de Leitor a Eleitor.

As eleições chegando e com elas a dificuldade em escolher os candidatos entre tantos picaretas. Pois eu sugiro que você fique comigo para ter as respostas para todas as perguntas que te afligem.

Comecemos pelos deputados – Estaduais (aqueles que ganham para não fazer nada) e federais (os que chantageiam os presidentes em troca de cargos e verbinhas).

Eu sugiro que a gente divida os partidos em 3 grupos, isso facilitará nossa decisão.

Grupo 1 – Partidos com alguma agenda

São partidos de esquerda, direita, de centro, mas que tem entre seus políticos e seguidores alguma visão de mundo e o desejo de implantar um modelo de governo.

São eles: PT, PSDB, DEM, PCdoB, PODE, REDE, PSTU, PCO, PSOL e NOVO.

Alguns deles são mais honestos, outros menos, mas cada um deles existe para cumprir um agenda, mesmo que sua atuação seja manchada por corrupção.

Grupo 2 – Partidos Empresas

São partidos que existem como negócio. Eles não se importam com quem está no poder. Sempre apoiarão o governo, afinal, querem cargos e verbas. Eles vivem pelos fundos partidários e pelos horários de TV que podem ser negociados e vendidos. Muitos deles se unem e fazem seus crimes e negociatas em grupo, se auto intitulando “Centrão”.

São eles: PP, PTB, PR, PSC, PRB, PSD, PRP, PSL, PMN, PHS, PTC, SD, DC, AVANTE, PRTB, PROS, PATRI, PPL e PMB

O exemplo classico é o PSD do Kassab, que apoiou Dilma até o último dia, apoiou o impixe, apoia o Temer e se o Haddad ganhar será o primeiro a oferecer apoio em troca de um ministério.

Grupo 3 – indefinidos

Não sei por que esses partidos existem, se querem grana ou se tem algum objetivo.

São eles: MDB, PDT, PV, PSB e PCB.

Eu coloquei o MDB aqui porque oMDB é um mistério. É grande demais, abriga muitas alas divergentes. Não sei se pode ser reduzido a um partido-empresa

Conclusão

O motivo deste texto é o seguinte aviso:

Jamais vote em partidos do Grupo 2.

Repito.

Jamais vote em partidos do grupo 2.

Vote no PT, no PSDB, na Rede, no Novo, no diabo que o parta.

Mas jamais vote em partidos do grupo 2.

Na dúvida melhor não votar no MDB também.

Meu Voto

Vou votar para deputado na legenda do PSOL. Motivo: Teremos uma bancada ultra conservadora em 2019. Os direitos dos negros, das mulheres, gays estão ameaçados. O Projeto da Escola-super-evangélica avança loucamente. Vamos precisar de deputados com coragem para defender as liberdades individuais.

PS. Votar em canditado com ficha suja não, né?

PS2. Se concorda e defende os mesmos valores, compartilhe, vamos tentar fazer um congresso melhor.

PS3. Jamais vote em partidos do grupo 2

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Será que sou petista? — Toda Unanimidade

Post de 2016 para matar saudades…

Sou humano, confesso, por mais que resista não escapo das discussões em redes sociais. Mea culpa, mea maxima culpa. E o tema do momento, como não pode deixar de ser, é o balaio de gatos que alguns insistem em chamar de política nacional. Em um desses embates virtuais fui chamado de petista por um sujeito que […]

via Será que sou petista? — Toda Unanimidade

A Bíblia e os aplicativos

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Deus vê tudo, sabe tudo e pode tudo. Antes de existir qualquer coisa existia Deus.

Portanto, para Deus, não haveria problema algum em criar aplicativos e smartphones desde o início dos tempos. Ele apenas omitiu isso na bíblia pois os Apps da antiguidade eram motivos de imensas frustrações.

Vocês estão prestes a conhecer a verdade até hoje não revelada, trazida a luz pela mão dos Templários Espaciais, seita secreta que guarda os livros sagrados mágicos e só se comunica com a humanidade através do Toda Unanimidade.

Vamos aos fatos:

Adão foi o primeiro usuário mundial do Tinder, não teve grandes dificuldades em fazer a conta, porém aborreceu-se rapidamente quando todas as suas buscas indicavam apenas a Eva. Passaram algumas gerações até que o aplicativo voltasse a fazer sucesso.

Noé, por sua vez, era um usuário fanático do Instagram, fotografava os animais da Arca mas também aborreceu-se. Nunca conseguiu mais de 5 curtidas numa foto. E só chegava às 5 quando a mulher não esquecia de carregar o celular.

Quando a terra secou e arca aproximou-se do monte Ararat a troca de Emojis foi intensa. Noé enviou para Deus um emoji de pomba e recebeu em troca uma folha de oliveira. Ao deixar a embarcação todos receberam emojis de arco-íris.

Moisés era daqueles que não sabia usar direito o Smartphone. Passou 40 anos perdido no deserto em busca da terra prometida e só no trigésimo nono ano alguém lhe mostrou o Waze.

Sansão era o maior fã das selfies. Egocêntrico, fez sucesso exibindo os longos cabelos e músculos torneados. Sucesso que incomodou Dalila e o resto da história todos sabem.

Os Haters do Twitter pegaram no pé do rei Salomão. Foram milhões de pedidos de #forasalomao quando ele sugeriu que se dividisse uma criança ao meio. Afinal, divisão igualitária é coisa de Comunista. Vai para o Oriente, gritavam alguns, já que Cuba ainda não existia.

Davi, por ser uma criança na época em que venceu Golias, era o único da bíblia que conseguiu usar o Snapshat e eu não posso dizer o que ele fez com o Snap porque não consigo entender esse aplicativo.

O único app que não havia naqueles tempos era o Uber, devido a inexistência de carros. Porém, o Biguber era igualmente eficiente e ajudou muito os três reis magos que nada conheciam de Israel.

O WhatsApp foi muito útil nos tempos de Jesus. O grupo “Apóstolos” mudou a história do mundo. O que não se pode confirmar é o vazamento de nudes da Maria Madalena. Quando perguntaram a Tomé ele foi evasivo: “Só acredito vendo”.

Falando em Jesus, seu vlog o alçou para a categoria de maior Influencer da humanidade reinando absoluto até o vlog do Maomé entrar no ar. O vídeo do sermão da montanha teve mais de 6 milhões de views, transformando Jesus no Gangnan Style do Império Romano.

Essas são apenas algumas das muitas histórias ocultas dos livros sagrados. Se os meus informantes me derem licença, trarei outras, igualmente reveladoras. Preciso me recolher agora para encontrar meu grupo divino. Torcendo que curtidas transcendentais enfeitem este post.

Coxinhas, petralhas e a vizinha fofoqueira

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Todos conhecem a figura da vizinha fofoqueira. É uma personagem do imaginário Brasileiro.

Ela passa o dia na janela, espalhando que a filha da Dona Cacilda anda com um bando de vagabundos. Ela conta a todos que o cachorro do seu Heitor faz cocô na calçada.

Ela finge ignorar que o filho dela é o melhor amigo da filha da dona Cacilda, que eles  pertencem a mesma turma. E que o gato dela já quebrou vasos de quase todos os moradores da rua.

Enfim, todos concordamos que a vizinha fofoqueira devia cuidar da própria família no lugar de falar da vida dos outros.

Porém, em termos de política, somos todos a vizinha fofoqueira.

Explico:

Quando o Paulo Bernardo foi pego, todos os petistas bradaram em coro:

“_ Só prendem quem é do PT! Cadê a prisão do Cunha? Moro golpista! Globo golpista!”

Eles não disseram uma palavra em relação ao esquema sofisticado de corrupção criado pelo  ex-ministro petista.

Por outro lado, quando Janot pediu a prisão dos caciques do PMDB, os antipetistas postavam:

“_ Por que não prendem o Lula? Esse Janot trabalha para o PT!”

Eles se calaram em relação aos muitos milhões recebidos pelos corruptos peemidebistas.

Fico triste com o momento do Brasil e sonho com um país melhor. Acho que essa melhora passará por uma auto-crítica além da óbvia troca de acusações.

Sonho em ver os petistas clamando pela prisão dos dirigentes corruptos de seu partido. Sonho em ver os antipetistas batendo panelas contra a corrupção e não apenas contra a Dilma.

O conhecimento popular nos ensina a olhar para o próprio umbigo antes de atacar os outros e essa é sempre uma boa ideia.

Petistas, melhorar o PT é mais urgente que voltar ao poder.

Antipetistas, o governo já mudou, quando vocês vão se preocupar com o ATUAL presidente, no lugar de sonhar com revanchismos e vingancinhas?

Saiamos das janelas do Face e do Twitter e usemos o velho e-mail para cobrar o NOSSO partido e os políticos em quem votamos para que tenham uma atitude melhor. Ofender o vizinho nunca resolveu e não vai resolver nada.

 

Glória Pires e o meu aniversário

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Meu aniversário não foi na segunda-feira porque fevereiro resolveu ter um dia a mais. Assim, no dia em que deveria ser o meu aniversário o grande tema das redes sociais era a Glória Pires.

Enquanto eu dormia, o público que acompanhava a cerimônia do Oscar se divertiu com o fato da atriz não ter resposta para todas as perguntas e não ter visto todos os filmes.

Imediatamente, milhões de memes como o da ilustração acima foram criados.

No nosso mundo contemporâneo onde todos são gênios e sabem profundamente de qualquer assunto, onde as certezas são tão grandes que as pessoas se sentem no direito de ofender umas as outras só porque tem opiniões divergentes e onde qualquer pensamento contrário é motivo para perseguição, eu comecei a admirar aqueles que tem dúvidas.

Glória Pires fez o que todos se recusam a fazer e  foi atacada por isso. E teria sido atacada de qualquer maneira se tivesse agido de outra forma. Os sabichões da internet sempre tem motivo para agredir alguém. Chico Buarque que o diga. Sendo ofendido eternamente embora viva recolhido e escondido das multidões cibernéticas.

Do meu lado, como resolução de ano novo, decidi continuar um ignorante convicto, sem sofrer por ter dúvidas em relação a tudo. Minha única certeza é que Glória Pires será uma nova fonte de inspiração (sem que a Scarlett Johansson perca seu posto).

Sejamos todos incapazes de opinar, não vejamos o filmes, não saibamos as  respostas. Que a solução da crise econômica passe longe das nossas conversas de botequim,  que os culpados da crise política desapareçam de nossas timelines. A ignorância é o novo pretinho básico. E sejamos felizes.

Lili, a engajada

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Lili sempre foi assim e ninguém sabe dizer a origem desse comportamento. Desde criança defendia os fracos e oprimidos. Uma vez bateu num menino que havia atirado uma bombinha num gato. E ela nem gostava de bichanos.

A família de Lili era muito tradicional, o pai, funcionário da Câmara Municipal, a mãe, dona de casa. Os dois frequentavam a igreja e deram uma educação católica exemplar para os filhos. Porém, Lili, para desespero de todos, já na adolescência repetia que a religião era o ópio do povo.

Depois veio o curso de Ciências Políticas na PUC, a participação na UNE, na juventude do PCB, o concurso que a colocou na secretaria de habitação do Estado, o casamento com um colega de partido, o divórcio e o apartamento em Santa Cecília, onde nas noites depois do trabalho, enfrentava batalhas nas redes sociais.

No Facebook atacava os pais das amigas que compartilhavam frases do Bolsonaro e pediam a cabeça de Dilma. Depois publicava textos defendendo índios do Mato Grosso, a agricultura familiar e os palestinos.

Porém, seu ambiente predileto era o Twitter. Lá passava noites de insônia replicando as análises do Luis Nassif e batendo boca com os reacionários. Adorava discordar de tudo o que diziam Ricardo Amorim, Danilo Gentile, o Antagonista e principalmente o Lobão.

Seus amigos e colegas de trabalho sabiam de seu engajamento virtual mas não se incomodavam, até porque fora das redes Lili não se mostrava tão exaltada e era uma ótima companheira de bar.

Até por isso todos se preocuparam quando ela faltou ao trabalho sem avisar. Não atendia as ligações, não respondia às mensagens. O desespero só não foi completo porque o irmão percebeu que ela continuava publicando textos e entrando em discussões nas redes sociais.

Só que ela não respondia qualquer mensagem direta nas mesmas redes. Só respondia provocações .

Para testar, o pai colocou uma charge do triplex do Lula e ela defendeu o ex-presidente imediatamente. A irmã postou um texto sobre o direito dos refugiados trangêneros e lá estava ela compartilhando.

Porém, como não respondia diretamente a ninguém, tentaram ir ao seu apartamento. Lili ignorou o interfone e as batidas na porta. Assustados os familiares e amigos recorreram à polícia.

Dias depois, na clínica onde foi internada, o psiquiatra ainda tentava entender o tipo de surto que a atacou. Quando arrombaram sua porta ela agia como um zumbi diante do computador e não respondia a nenhum estímulo que não fosse de natureza política.

Na ambulância, antes dos remédios a apagarem por completo, ainda falava de forma confusa:

_ Pelo empoderamento da mulher negra, cotas nas universidades, ocupem as escolas, direito ao aborto, maldito eucalipto transgênico…

Será que sou burro?

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Vocês já repararam como as pessoas nas redes sociais são cheias de certezas? Todos tem opiniões definitivas sobre qualquer assunto.

Ando até me sentido meio burro, já que há tantas coisas que me deixam indeciso. Será que sou como meu quase xará Múcio, personagem do Jô Soares de quem só os mais velhos se lembrarão.

Para quem não conhece, olha ele aqui.

 

Outro dia o STF votou o rito do impeachment e eu, besta que sou, nada pude opinar porque nada sei sobre a legislação do rito de impeachment (mal sei escrever essa palavra difícil da peste).

Mas descobri que jornalistas, engenheiros, dentistas, desempregados, carteiros e afins conhecem a legislação de cabo a rabo e sabem exatamente o que diz a constituição, o código civil e o estatuto da câmara.

Aliás todos conhecem em detalhes o que diz a lei em relação a pedaladas fiscais e impeachment.

Infelizmente, passei meus 44 anos tentando memorizar os anões da Branca de Neve, os elencos do São Paulo, os filmes dos Irmãos Coen e um montão de coisas inúteis e não sei absolutamente nada sobre a relação de impeachment e pedaladas.

Para piorar, estes especialistas das redes sociais sequer concordam entre si. Uns sabem com 100% de razão que o impeachment é mais justo que calça de funkeira, já outros são absolutamente convictos de que se trata de um golpe. O que me deixa mais confuso.

Na próxima vez que me perguntarem sobre o assunto, farei o que o meu preparo intelectual permite, sairei de fininho em busca de uma cenoura para o lanche. E deixemos que os entendidos se entendam.