Eu, o autor

Eu, o autor

Em 2013 decidi retomar um prazer esquecido havia muito tempo. Passei a escrever. Morava sozinho e tinha as noites livres. Então surgiu este blog, comecei o romance e um livro infantil.

Em 2014 convenci (foi muito fácil) meu amigo-irmão Pedro Menezes a ilustrar o Joãozinho Quero-Quero, até então, um texto em Word. A primeira editora que viu o resultado deste trabalho foi a Polén, da Lizandra Magon de Almeida. Aliás, a Pólen era um ainda um sonho em vias de se concretizar.

Em poucos meses, já em 2014, nasceriam a Pólen, o livro Joãozinho Quero-Quero, a empresária editorial Lizandra Magon de Almeida e os autores Lúcio Goldfarb e Pedro Menezes.

Na época, tudo parecia uma grande coincidência, um golpe de sorte. O Fato de eu ter um livro publicado me fazia realmente um autor? Pedro dizia que só se sentiria um autor quando chegasse ao quinto livro. Eu imaginava que seria bem difícil chegar ao quinto livro, mas isso é justamente o que está acontecendo agora.

No próximo sábado lançaremos nossos livros de número 4 e 5. Todos com a Pólen, todos em parceria com o Pedro. O Pedro já tem até mais um.

Eu escrevo Toda Unanimidade, onde já publiquei mais de 200 contos e crônicas. Terminei o meu romance em 2016, mas ainda não consegui publicar. Transformamos o Joãozinho Quero-Quero e o Urso Alfredo em projetos de animação. O Urso Alfredo aliás, está hoje em todas as bibliotecas e escolas municipais de São Paulo. 4 dos 5 livros foram distribuídos para escolas públicas e entidades que trabalham com crianças em várias cidades como Catanduva, Cubatão, Santos, Jundiaí e outras. Com ajuda de patrocinadores, já doamos 9.000 livros. 

Desde que tomei a decisão de escrever passaram 6 anos. Realmente muita coisa aconteceu, mais do que eu poderia imaginar. A maior delas é orgulho de olhar no espelho e reconhecer naquele sujeito com barba grisalha e imensas olheiras, um autor.

p.s. Se você quiser fazer parte desta história, apareça no sábado, dia 09 de novembro, das 10h às 12h, na Livraria do Comendador na rua Pamplona 145 (São Paulo) onde estaremos autografando o “Uma Menina, Um Rio” e o “Dois Ursos Diferentes”.

Quilombo Literário

 

Meu livro infantil, Cadu e o mundo que não era, recebeu uma resenha em vídeo no canal Quilombo Literário, do Leo O`Bento.

Sou autor há pouco tempo, ainda não acostumei com essas surpresas. O Leo O´Bento comprou o livro em uma feira literária, a crítica foi espontânea, não fruto de um trabalho de divulgação. O que a torna mais surpreendente e agradável.

Espero que outros leitores que gostarem do livro deixem suas opiniões. É gostoso de ouvir. Espero estar preparado para possíveis críticas negativas que também tem seu valor.

Livro de Graça!

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2 Anos do Joãozinho Quero-Quero

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Foto: Eduardo Barcellos

Há dois anos a união destas três pessoas resultou no lançamento do livro infantil Joãozinho Quero-Quero.

Eu havia escrito a primeira versão do texto no meu tempo livre, em casa, incomodado com a realidade das crianças atiradas ao mundo do consumo e sonhando em lançar um livro infantil.

Mostrei o texto para o Pedro Menezes que na condição de velho parceiro de aventuras se dispôs a ilustrar e fazer a arte completa.

Por essas coincidências difíceis de explicar (há mais mistérios entre o céu e a terra) reencontramos nossa amiga Lizandra Almeida justamente quando ela preparava o lançamento de sua editora, a Polén.

No dia 23 de Abril de 2014, a Polén nasceu. Nasceu nosso livro Joãozinho Quero-Quero. Eu e o Pedro nascemos como autores. E como tudo isso não fosse suficiente, nasceu João, filho do Pedro e da Renata.

Foi uma mudança completa na minha vida. Joãozinho Quero-Quero está se transformando em uma série de animação para a TV e já estou com outros livros a caminho.

De todas as alegrias que o livro deu (essa parte será piegas mas isso é inevitável), o melhor foi saber das crianças que pediram para os pais lerem infinitas vezes. Foi ouvir que escolas usaram o livro em atividades de classe. Enfim, é saber que a nossa mensagem pode ter ajudado algumas famílias a enfrentar este mundo de desejos e frustrações materiais.

Agradeço aos meus amigos-irmãos-parceiros por essa união e aos leitores, principalmente os pequenos. Espero de coração ter contribuído, iluminando um pouco o caminho que eles começaram a trilhar.

 

 

 

 

Coincidências

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Estava quase dando férias ao “Toda Unanimidade” quando tive uma ideia: Vou escrever um pouco sobre cada livro que terminar. Não tenho pretensões nem capacidade para a crítica literária, faço isso porque escrevendo prolongo o prazer e a reflexão trazidos pelo livro e ao mesmo tempo, de forma elegante e discreta, faço um pouco de apologia ao ato de ler.

Ontem terminei o “Caderno Vermelho” de Paul Auster (Cia das Letras). Paul Auster conta pequenas estórias vividas por ele ou alguém de seu círculo de amizades em que aconteceram incríveis coincidências. Como o caso do curador de uma exposição de Matisse que procurou um quadro por seis meses até descobrir que a obra estava em um dos quartos do hotel onde morava.

Embora Paul Auster não se arrisque a filosofar sobre o significado destas coincidências, estes relatos que nos fazem pensar na existência de um plano superior onde nossas vidas estariam encaixadas, discussão também muito comum nos filmes do Woody Allen.

Pensando nessas coincidências, vasculhei por situações assim em minha vida e lembrei de uma história do meu tio-avô, Issac. No começo dos anos 50 ele tinha 19 anos e o Estado de Israel acabara de ser criado. Ele leu “Ladrões na noite”, de Arthur Koestler, que narrava a saga dos pioneiros que fundaram os primeiros Kibutzim, antes mesmo da independência de Israel. Ao ler o livro meu tio se inspirou e migrou para o jovem país, ingressando no exército onde chegou a ser tenente.

Alguns anos depois, quando cruzava uma estrada sentado em cima de um caminhão (ele não lembra de detalhes da história), o veículo capotou e ele ficou a beira da morte com uma grave amnésia. A família no Brasil não tinha notícias dele e minha bisavó foi obrigada a penhorar sua casa para comprar uma passagem de navio e procurá-lo em Israel.

É uma história bastante impressionante: O acidente que quase o matou, o tempo que ficou internado em um “hospital de loucos”, o desespero da família que não conseguia contatá-lo, a memória que ia e voltava e a saga da minha bisavó para tentar encontrá-lo em um país distante.

Depois de curado, meu tio decidiu voltar para o Brasil onde casou e seguiu sua vida. Ele me contou essa história em 2006 quando eu fiz um pequeno documentário com a história da família.

Inspirado por ele comprei o “Ladrões na noite” e eis a frase que abre o livro: “Se tiver que morrer hoje não será caindo do alto de um caminhão”.