Um Lula para chamar de seu

Um Lula para chamar de seu

A Esquerda tem umas manias engraçadas.

Talvez a principal delas seja o fetiche por hashtags. Para a Esquerda, qualquer questão da humanidade pode ser resolvida por uma boa palavra de ordem precedida pelo jogo da velha. Depois é só colocar a dita na fotinho do perfil e pronto, cumpriu-se o dever cívico.

#golpe    #foratemer    #mariellevive   #lulalivre   #elenão

Mas há um fetiche talvez ainda maior da esquerda que é o fetiche pelo Lula. A esquerda é como aquela moça apaixonada que não importa o que faça o namorado ela sempre perdoa. Mesmo diante de todas as evidências, ouvimos entre suspiros – Me traiu? Duvido, ele é tão #fofo! 

Já a direita é uma moça que não tem namorado e inveja o amor da Esquerda por Lula. Não que ela queira o Lula para ela, muito pelo contrário. O que a direita queria era um namorado de verdade, alguém para se entregar do fundo do coração.

Primeiro tentou o namoro com o Aécio, mas durante o primeiro encontro ele deixou o celular na mesa do restaurante enquanto ia ao banheiro. Lá estavam gravadas mensagens desagradáveis de propinas de 2 milhões, de assassinato do primo. A Direita saiu do encontro correndo para que Aécio não pudesse ver suas lágrimas.

Depois tentou Cunha. Kataguri fez uma caminhada de mil quilómetros a pé para expressar seu apoio ao ex-deputado que acabou na cadeia. Novo engano.

Sem Cunha e Aécio surgiu uma rápida paixão pode Temer. Mas de novo fitas gravadas estragaram a paixão.

Daí veio Dória, o namorado perfeito, bem vestido, chic, falava francês. Um verdadeiro luxo. A direita acreditou nas suas mentiras por um tempo, mas ele resolveu dar o fora, renunciando ao amor que recebeu.

Luciano Huck desistiu do namoro antes de beijar, Geraldo parecia um bom moço mas faltava-lhe sex appeal, Amoedo beijou mas faltou pegada.

Eis que surge Bolsonaro, forte, másculo, macho alpha de verdade. Arma na cintura e dedo em riste, Bolsonaro pode ser para direita aquilo que o Lula representa para a Esquerda. O namorado dos sonhos.

E seus defeitos? A ignorância, a falta de projetos, burrice, corporativosmo, ausência de planos para o Brasil, o autoritarismo?

Ora, ninguém é perfeito. Afinal, o amor perdoa tudo.

Será que a direita finalmente achou um Lula pra chamar de seu?

 

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A corrida de revezamento

A corrida de revezamento

O mundo é uma grande corrida de revezamento e os presidentes são os atletas que correm por seus países, trocando de bastão de tempo em tempo.

Se você ainda não sabia disso, está sabendo agora. E para te ajudar a entender o conceito, vou descrever a corrida no Brasil desde o fim da ditadura militar.

General Figueiredo

O último General presidente do Brasil chegou ao final de seu ciclo aos tropeços. Toda a pose de atleta e cavaleiro (nunca cavalheiro) de nada lhe adiantou. Fez uma corrida vergonhosa e chegou ao fim da linha coberto de vaias e desprezo. Pediu ao público para ser esquecido. No final deprimente de sua corrida entregou o Bastão para…

Tancredo Neves

Ídolo da torcida e esperança da nação caiu morto assim que encostou no bastão. Tiveram que chamar do banco de reservas seu substituto…

José Sarney

Sarney nunca sonhou em ser corredor. Estava feliz depenando o Maranhão quando num acordo foi colocado como suplente do Tancredo. Sem aquecimento ou alongamento teve de arrancar o bastão da mão do defunto e tocar um país em frangalhos. Fez um monte de presepadas e entregou um caos pior para…

Fernando Collor

Collor era o atleta dos sonhos: Forte, jovem e moderno. Infelizmente, ele desesenvolveu uma técnica de bater a carteira da plateia e correr ao mesmo tempo. Foi desqualificado antes do fim da prova. Ainda havia suspeitas de doping nasal. Foi substituído pelo mineiro…

Itamar Franco

Reserva pouco conhecido e sem grande carisma, Itamar nos surpreendeu e depois de muitos anos o Brasil teve alguém correndo de forma regular e na direção certa. Tirou os anos de atraso dos presidentes anteriores e entregou o bastão com louvor para o sociólogo…

Fernando Henrique Cardoso

FHC conseguiu mudar as regras do jogo e pode correr por dois trechos. Pode não ter sido o mais veloz dos presidentes, mas pelo menos foi na direção certa e manteve o nível mais elevado deixado por Itamar. Depois de tantos substitutos entrando de última hora, foi bom ter um titular indo até o fim e entregando o bastão para…

Lula

Carismático e falastrão, Lula era uma grande dúvida. Mas logo mostrou seu estilo de corrida. Manteve a direção dada por FHC e acelerou. Acelerou muito. Ultrapassou vários concorrentes, conseguiu elogios da plateia e dos adversários de outros países. Atravessou seus dois trechos sem grandes problemas e entregou o bastão para sua amiga…

Dilma Roussef

Dilma começou bem, correndo forte, mas logo começaram a acontecer coisas estranhas. Ela de vez em quando largava a corrida e dava uma cambalhota. Depois começava a xingar o preparador físico. Disse que só ela sabia a direção certa e passou a pular num pé só. Pra piorar, o comitê olímpico começou a suspeitar de doping em todas as corridas e Dilma tinha de correr e tratar de assuntos jurídicos ao mesmo tempo. A situação ficou tão difícil que foi surpreendida por…

Michel Temer

Quando parte da torcida começou a bater panelas, Temer aproveitou a confusão e passou uma rasteira em Dilma, lhe tomando o bastão. Ela gritava no chão – “Foi golpe“!- enquanto Temer corria sob olhares desconfiados da plateia. Apenas a imprensa esportiva estava ao seu lado. Noblat, Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes exaltavam emocionados a elegância e o estilo de correr do presidente. Temer era a solução, o galã, o exemplo. Não importava que batia carteiras como Collor e ainda pior, não importou o fato dele correr para o lado errado.

E agora?

Agora está chegando a nova troca de atleta. Quem será o novo corredor? Que direção seguirá? Nós é que vamos escolher. Muitos querem a volta de Lula, outros acham melhor colocar um atleta de tiro ao alvo na pista. Enfim, agora é com você leitor. Quem leva o bastão?

Lula, num mundo paralelo

Lula, num mundo paralelo

 

Lula está certo. Ele é o melhor estrategista do Brasil. Até a prisão virou um ato político a seu favor.

Sua história é tão forte, que mesmo diante de várias evidências de corrupção, continuou o candidato favorito de 30% dos brasileiros. Isso é um patrimônio eleitoral de valor inestimável. Portanto, todos os movimentos que tem feito (jurar inocência, alegar perseguição política, se vitimizar, juntar a militância) servem para manter este patrimônio.

O processo em que foi condenado também ajudou o ex-presidente. Não havia provas, não havia gravações ou malas de dinheiro. Os discursos de promotores, advogados e juízes são intelegíveis para a maioria das pessoas. O argumento da perseguição política replicado em redes sociais é de mais fácil compreensão.

Em breve Lula será preso e continuará a sua narrativa de perseguido por trás das grades, mantendo assim a imagem de lutador que agrada a seus fãs.

Eu particularmente, sonho com o Lula num mundo parelelo, num mundo onde ele quisesse se vingar dos inimigos e mandasse às favas o que restou do seu imenso prestígio.

Nesse mundo, Lula se ofereceria para fazer delação premiada e daria os mínimos detalhes de todas as negociatas em que participou. Daria todos os nomes de quem estava envolvido, políticos, empresários, donos de jornais e revistas… Seria absolutamente delícioso ouvir todas as verdades vindas dele, com seu jeito carismático e divertido.

Evidentemente, para isso teríamos de ter um Moro do mundo paralelo. Eu tenho uma certa suspeita de que Moro deste mundo aqui não gostaria de ouvir tal delação, com medo de que certos nomes fossem citados.

 

Lula, culpado por ser um anão

Lula, culpado por ser um anão

Assunto da semana: O Julgamento de Lula.

Já aviso que nada entendo de direito e não tenho a mais puta ideia de quem era o dono do triplex.

Por outro lado, eu entendo tudo de Game of Thrones, a série. Lembro (spoiler alert) do episódio do Julgamento de Tyrion, o anão tarado. Quando o juiz pergunta se ele era culpado por determinado crime, o anão (que era inocente) responde:

_ “Eu me confesso culpado! Culpado por ser um anão! Sou culpado por ser uma criatura horrorosa que sempre trouxe vergonha a minha família!”

Foi o desabafo de uma vida.

Agora voltemos ao petista.

Eu não tenho ideia de quem seja o dono do triplex, mas tenho certeza de que para boa parte da população, Lula sempre foi culpado, muito antes da obra no Guarujá começar. Não por determinada acusação de corrupção. Como Tyrion, sua culpa é ser quem é.

Aposto que alguns leitores aqui sentirão vontade de gritar “mas ele é ladrão!”.

Pode ser, porém não é o  comportamento (honesto ou não) de Lula que atrai os olhos para este julgamento. Não é a desonestidade de Lula que faz com que paneleiros e bolsozumbis mandem fazer faixas e saiam às ruas.

Vejam bem, Maluf foi condenado por lavar 1 bilhão de reais. É dinheiro para 555 triplexes (existe plural de triplex?). Ainda assim não houve desfiles em comemoração ou balões com Maluf presidiário. Serra foi acusado numa delação recente de ter levado 28 triplexes e isso não comoveu ninguém.

Porém Lula, com alguns imóveis sob suspeita é considerado o grande bandido da história.

Hoje mesmo ouvi o radialista Marco Antonio Villa da Joven Pan dizer que Lula é o maior bandido da história da humanidade. Isso vindo de um homem que se diz historiador.

Villa um dia desses revelou que Lula tem uma patrimônio maior do que o visível. Além dos apartamentos e do sítio em Atibaia ele teria (na palavras de Villa), um posto de gasolina em São Bernardo. Prova definitiva de que é o maior criminoso de todos os tempos.

Curiosamente, a rádio Jovem Pan parece existir exclusivamente para tocar música ruim e atacar o Lula. O mesmo acontece com a Veja que persegue o barbudo em 12 de cada 10 capas.

Eu não sei o que provoca o ódio ao petista, mas evidentemente não é a corrupção, se fosse, haveria outros políticos que provocariam repugnação maior. E isso não há.

Um apressadinho dirá que o PT destrui o Brasil e trouxe 14 milhões de desempregos. A ele eu reponderei que o ódio a Lula era idêntico quando tudo ia bem e o Brasil crescia e o emprego bombava.

A resposta pode estar no editorial de hoje do Marco Antonio Villa. Ele disse que espera ver Lula preso para as coisas no Brasil serem como eram antigamente. Entendo o que ele quis dizer. Antigamente não tinha pobre em cargo importante. Antigamente os donos do poder eram pessoas nascidas das famílias certas.

Se eu fosse o Lula, pediria a palavra no dia do julgamento. Imitaria Tyrion.

_ Quero dizer que sou culpado!  Culpado por nunca ter pertencido aos grupos aceitos para mandar, para dominar. Culpado por não ser um dos 5 brasileiros que detem 50% da renda do país! Culpado por ser nordestino. Por ter sido operário. Culpado como a maioria  dos brasileiros, a quem se culpa pela pobreza, pela falta de mérito. Culpado por ser um anão!

Lula, Jesus e Luke Skywalker

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O leitor que não é familiarizado com roteiros talvez não tenha ouvido falar na “Jornada do Herói”.

Trata-se de uma estrutura básica narrativa onde o herói é um jovem com algum tipo de predestinação messiânica. Este herói (que ainda não conhece sua missão) sai de casa e se lança numa aventura onde vão aflorar seu heroísmo e habilidades especiais, até que se confirme a profecia.

Se você prestar atenção em Guerra nas Estrelas, Matrix, Harry Potter, O Senhor dos Anéis e Jogos vorazes verá que todos se encaixam neste formato. Aliás, as origens da Jornada do Herói vem da antiguidade. As histórias bíblicas das vidas de Moisés e Jesus são típicos exemplos.

E onde entra o Lula na história?

A vida de Lula (excluindo-se os últimos anos) tem as estrutura narrativa idêntica à maioria destes personagens. Ele nasceu um ser humano comum, pobre, pertencente a um mundinho pequeno. Com o tempo, desenvolvendo habilidades de negociação, convencimento e carisma,  Lula evoluiu, enfrentou inimigos, dificuldades, até se parecer com um Messias que saiu do povo para salvar esse mesmo povo.

Nos primeiros anos de seu goveno, a profecia se concretizou: A inflação caiu, a economia cresceu, o desemprego sumiu, ganhamos a Copa. A narrativa perfeita se fechou.

Porém, por mais lindo que tenha sido observar uma Jornada do Herói na vida real, Lula não era Harry Potter e muito menos Jesus Cristo. Pena que seus seguidores acreditaram nisso. Ainda Pior, o próprio Lula parecia sentir-se ungido.

As maracutaias que vieram à tona mostram que a vida real é menos óbvia que a ficção e foi justamente o que disse Palocci na carta de desfiliação que enviou ontem.  Ele questiona se o PT é de fato um partido político ou uma “seita guiada por uma pretensa divindade”.

Lula nasceu pobre como Jesus, fez a travessia no deserto como um Moisés, tinha o corpo marcado como Harry Potter e enfrentou o Império como Luke Skywalker. Isso ajuda explicar porque tantos acreditaram em seus poderes. Porém, ao contrário de Frodo, Lula não resistiu a tentação do anel e o anel destrói que se deixa seduzir por ele.

A Jornada do Herói é linda, mas pertence ao mundo da narrativa, da ficção. Não podemos esperar que um Messias surja no Planalto e venha nos salvar. É o que muitos desejam quando idolatram seus candidatos. Mesmo o clamor de alguns pela volta dos militares não deixa de ser uma esperança num ente mágico que vai nos redimir.

Não se iludam meus caros, nosso futuro depende do trabalho com erros e acertos de muitos homens de carne e osso e não da Força de Luke Skywalker, por mais sedutor que isso possa parecer.

Eu, o Comentarista Político

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Resolvi dar uma guinada na carreira  e ingressar na profissão mais fácil que existe. Serei Comentarista político.

Acho que no passado o desafio desse profissional era maior, mas hoje tudo mudou. Principalmente depois que os memes substituíram os livros e que o Alexandre Frota tornou-se o a referência intelectual da direita.

Posso fazer melhor que a Jovem Pan e a Veja, dedicadas exclusivamente a falar mal do PT. Posso superar Reinaldo Azevedo, que tem como tema central “A Luta e a Glória de Reinaldo Azevedo”.

Vou falar de tudo e de todos, sem censura, sem medo e com total isenção. Vou esperar o meu primeiro milhão de seguidores antes de me vender como a “Isto É”.

Se todos ganham dinheiro com abobrinhas políticas, por que não eu?

E o tema da primeira coluna é: ELEIÇÕES 2018

Nem parece mas já está chegando, teremos eleições em breve e 4 dos 6 prováveis candidatos já se dedicam exclusivamente à campanha. Só Alckmin e Marina esperam.

Vamos aos candidatos divididos por ideologia.

Na esquerda:

Lula

O grande nome da esquerda brasileira está em plena campanha, cruzando o Nordeste atrás de lindas fotos para as redes sociais e imagens para a campanha. Apesar do bom desempenho entre 2002 e 2010, Lula não tem mais condições de aglutinar vários partidos no seu entorno. Sua arma principal para essa estratégia – la plata das incorporadoras e da Petrobras – se esgotou. Agora, acredito que seria um causador de atritos que pouco poderia acrescentar num momento tão difícil. Embora há que se considerar que só ele e FHC mostraram habilidade para governar a palhoça.

Ciro

Contundente nos discursos e rápido nos debates, Ciro tem um histórico de respostas intempestivas e alianças desfeitas.

Quem ouve seus discursos e explicações cheias de argumentos sente-se tentado a apoiá-lo.

Não poderá governar sozinho e não terá paciência para dividir o poder com o resto da esquerda e com os fisiologistas. Tem tudo para dar errado.

Marina

Marina é a Olimpíada da política. Só aparece a cada quatro anos. Quando der as caras eu falo dela.

Na direita:

Alckmin

Pouco carismático e pouco atuante fora de São Paulo. Tem uma grande vantagem: Não repete o discurso de ódio que a maioria propaga. Trata os adversários com respeito. Foi dos poucos que sempre chamou a Dilma de Presidenta.

Suas suspeitas de corrupção são discretas (para um partido que domina um Estado tão grande por 20 anos). Além disso, por ser do PSDB nunca enfrentará problemas com a justiça o que pode ajudar na estabilidade do governo.

Meio sem graça, nunca mostrou grandes atributos, ainda assim vejo como boa opção por não ser um semeador de ódio e por ter experiência em um Estado grande.

Dória

O Prefeito que está em campanha forte pelo planalto tem muito que aprender. Vídeos e selfies agradam os fãs das redes mas não ajudam na gestão. Além disso, tratar adversários e jornalistas como inimigos nunca acaba bem.

Embora tenha grande carisma, ainda não foi testado num público mais eclético que o paulistano. Sua grande vantagem é a aderência da direita, que pode ser importante para enfrentar a grande ameaça que paira sobre o Brasil, o candidato…

Bolsonaro

Bolsonaro lembra muito o Trump. Usa o ódio e a desilução como motivações do eleitorado. Embora esteja há 26 anos na política sem nunca ter feita nada (além de ofender as pessoas), passa a imagem de que não é político.

Não consegue formular uma frase com sentido, defende uma agenda econômica idêntica à da Dilma e servirá para turbinar toda a raiva e conflitos entre grupos que existem no Brasil. A grande meta da eleição será evitar que um mal deste tamanho nos atinja. Sua eleição levaria o Brasil ao status de Irã ou Indonésia.

 

 

 

 

Tá Liberado

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Ei Petista, você que gritou golpe, pixou Fora Temer, colocou a foto do Lula no seu perfil, tá liberado ficar puto com a Dilma por saber que o ministro da Fazenda negociava pessoalmente propina. Tá liberado se sentir traído por ela saber que a própria campanha era irrigada por grana de corrupção.

Ei coxinha, você que votou no Aécio dizendo que estava cansado dos corruptos. Você que tocou vuvuzela na Paulista em frente ao Pato do Skaf. Tá liberado para bater panelas quando o programa do PSDB passar na TV ou nos discursos do Temer. Não é vergonha.

Amigo de esquerda, você que disse que a Lava Jato era um plano pra quebrar a Petrobras, daqui em diante você está livre para se indignar pelo Lula ter recebido 14 milhões em dinheiro, por ele ter ajudado a elite das empreiteiras a se locupletar com dinheiro público. Você pode cara, não é incoerência. Pode tentar.

E você caro revoltado, que apoiou Cunha, Temer e companhia, não tem problema nenhum postar que o Serra é corrupto, se sentir traído pelo Alckimin e seu cunhado. Assumir  que a queda de Dilma nada teve a ver com combate a corrupção (muito pelo contrário).

É permitido gente, podem experimentar, não precisa xingar só os seus velhos inimigos. Se o seu ídolo meteu a mão no nosso bolso, você pode ficar bravo com ele também. Isso não vai te fazer uma pessoa pior.

Tá liberado.