Por que sou contra a imigração

64526707855d74ce3c993a2.94817123.jpgSomos uma civilização avançada. Sim, temos problemas, mas ainda fazemos parte do moderno mundo ocidental. Nossa economia, nossa arquitetura, nosssa cultura mostram que estamos muito avançados em relação aos povos semitas.

O que ganhamos com aqueles atrasados do Oriente médio vindo para cá?

Nossa religião é parte integrante da sociedade e somos abertos o suficiente para conviver com outras religiões.

Pra que nos serve a vinda desses fanáticos religiosos e seus lenços estranhos?

Já temos bastante trabalho tentando alimentar e alegrar nosso povo. Construímos arenas fantásticas para o entretenimento, nossa música e poesia são avançadas. Nada disso foi fácil conquistar.

Não virão esses malucos da Síria, de Damasco, da Palestina ameaçar nossas conquistas. As terras deles são cheias de guerras. Não trarão as guerras para cá?

Não é isso que queremos meus compatriotas.

Por Júpiter, por Baco e por Mercúrio, ouçam meu apelo: Amemos nosso império e deixemos claro que a imigração destes Cristãos vindos do Oriente Médio deve ser combatida a qualquer custo. Fechemos nossas fronteiras.

Em homenagem ao nosso grande exército e aos inesquecíveis Nero e Calígula, fechemos as fronteiras de Roma!

*Discurso do Senador e General Romano Jairus Bolsonarus no ano de 217 DC.

 

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Direita Volver

vitória da direita.pngDilma foi deposta, o Brexit passou, a Argentina é governada por um empresário, Trump levou a América, Dória é prefeito, Bolsonaro está mais forte. O mundo deu uma guinada para a direita.

Enquanto a galera da barbona se lamenta, coxinhas de todos os cantos celebram entusiasmados.

Penso em meus amigos sociólogos, publicitários, jornalistas, escritores e cineastas, cheios de diplomas e cursos no exterior, sendo superados por caipiras americanos e por aqueles malucos que foram defender o Trump na Paulista.

Aceitemos, neste momento a direita está em alta. Basta saber o que é direita.

Na minha juventude era bem claro, direita era capitalista e esquerda socialista. A direita queria que os EUA vencessem a guerra fria e a esquerda torcia pela União Soviética.

Hoje não existe União Soviética e nem guerra fria, o comunismo é uma extravagância tal qual a volta da monarquia, não dá para ver as coisas como víamos nos anos 70.

O que direita? O que é esquerda?

Durante os 8 anos do esquerdista Lula nenhuma empresa foi estatizada no Brasil, o mercado financeiro estava a 100 por hora e a bolsa subiu. Que Socialismo é esse?

Trump, o herói anticomunista, ganhou as eleições prometendo fechar as fronteiras aos produtos importados, tomar medidas protecionistas, típica agenda da esquerda. O capitalismo se baseia no livre comércio.

Aliás, nos anos 70, os militares brasileiros (sonho da ultradireita) também fechavam as fronteiras para importação. Os milicos eram totalmente estatizantes. Eles criaram a Embraer, o ITA, a Eletronuclear, Itaipu… Nem o PT fez tanta estatal. Aliás, o PT abriu muito mais fronteiras do que fechou.

Na cidade de São Paulo a pauta da direita e da esquerda tem a ver com a velocidade em que os carros trafegam nas grandes avenidas enquanto no Arizona, a questão envolve Mexicanos ilegais.

Enquanto eu fico confuso, Trump abraça seu principal aliado global, o ex-chefe da KGB Wladimir Putin, o partido comunista da China oprime os trabalhadores para que as empresas prosperem e o bilionário Bill Gates promete acabar com doenças na Africa.

Não sou sociólogo ou historiador, mas meu QI mediano me diz que essa polarização de direita e esquerda não é tão clara como fanáticos de ambos os lados vêem. Assim sendo, nem a torcida entusiasmada e nem os lamentos dos derrotados fazem tanto sentido.

 

 

 

Sim aos refugiados

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Vou usar esse espaço para um pequeno manifesto que nada tem em comum com as crônicas que gosto de escrever.

O Brasil devia se oferecer para receber um número determinado de refugiados sírios e afins. Outros países da América Latina também deveriam fazer isso.

Quantos? Não sei, com certeza uns milhares.

Hoje já tempos essa política de receber refugiados, mas devemos ir mais longe, o mundo vive uma emergência.

Recebemos anteriormente fugitivos de guerras e fome: Italianos, espanhóis, libaneses, bolivianos, judeus, alemães, poloneses, coreanos, japoneses e outros ajudaram a criar o que temos de mais bonito, o nosso multiculturalismo.

Dilma, faça o que é certo, abra as nossas portas e tente convencer nossos vizinhos a fazer o mesmo.