A Verdade Sobre a prisão Eike Batista

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Compartilhe antes que o Facebook e o WhatsApp censurem. A verdade que o jornal Nacional e a Folha não tiveram coragem de publicar.

Em 1990, Donald Trump esteve no Brasil cuidando de negócios e conheceu Luma de Oliveira em um evento. O Multimilionário americano ficou encantado com a beleza da modelo e começou a assediá-la sem sucesso. Ela dizia que era noiva. De nada adiantou a insistência de Trump. Luma o ignorou. Algo que nunca havia acontecido em sua vida.

Já nos EUA, Trump soube que o noivo era um jovem e pouco conhecido empresário brasileiro: Eike Batista.

Mesmo casado, Trump ainda tentou contatar Luma que continuou irredutível. Trump não aceitou a derrota. Jurou que se vingaria destruindo Eike, usaria seus recursos, sua fortuna, o que fosse possível para acabar com os negócios do rival.

Porém, Trump não imaginava que enfrentar Eike era tão difícil. O Milionário carioca ficava cada vez mais rico. Se envolvia em diferentes ramos e não parava de crescer. Mesmo com toda a sua fortuna, houve um momento em que Trump parecia um escoteiro diante de um gigante. O Mundo se curvava frente ao capitalista brasileiro.

Isso aumentou um o ódio de Trump que não aceitando a derrota, traçou seu plano. Só havia uma forma de ser mais poderoso que Eike, conquistando a Casabranca, possuindo o maior exército do mundo.

Tantos anos tinham se passado que Trump praticamente se esquecera de Luma. Eike já estava com outra esposa. A disputa não era mais pela atenção de uma mulher, Trump queria provar a si mesmo que era superior, que era maior.

Primeiro foi preciso destruir o império de Eike, plantando notícias falsas que derrubaram as ações de suas empresas. Até seu filho Thor foi atacado por um ciclista suicida.

Quando Trump soube que no Brasil juízes estavam prendendo políticos e milionários numa gigantesca ação contra a corrupção, ele percebeu a chance de fazer sua grande jogada.

Durante a Campanha para a presidência, o candidato republicano pediu ao amigo Putin que usasse seus espiões para forjar provas falsas contra Eike. O governador Cabral acabou sendo incriminado sem ter nada com a história, apenas para que as acusações contra Eike fizessem sentido.

Finalmente, no começo de 2017. o plano de Trump deu certo. Ele se tornou presidente e logo depois veio a ordem de prisão de Eike. o Ex-bilionário, em desespero, tomou um vôo para nova Iorque para implorar perdão ao seu algoz.

Só que com Trump não há perdão. ele sequer recebeu Eike. Apenas assistiu satisfeito a derrocada do rival. Entre charutos e taças de Dom Perignon, Trump dançou no salão oval, batendo na mesa e revendo cem vezes as fotos de Eike algemado. Agora a America pode ser grande de novo!

(Não vamos deixar que nos escondam essa verdade. Passe essa mensagem para o maior número de pessoas possível.)

O Prefeito e o Presidente

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No começo foi fácil, dava certo para o prefeito e para o presidente.

Diga que vai mudar as velocidades das Marginais e lá estavam as manchetes, estavam os fãs entusiastas e os desesperados opositores.

Fale de um muro no México, crie uma crise internacional pelo Twitter, ponha as redes sociais aos seus pés e fature artigos e mais artigos no mundo inteiro exibindo o topete arrogante.

Meus Deus como é fácil, dá pra fazer todo dia.

Pinte os grafites de cinza, ofenda os muçulmanos,  fantasie-se de lixeiro, proponha leis absurdas, tire do site da CET informações sobre queda de acidentes, apague do site da Casabranca matérias sobre aquecimento global, ofenda os grafiteiros, ofenda os latinos.

As dificuldades começaram no segundo ano, quando o prefeito se vestiu de veterinário  numa visita ao zoológico e não havia nenhum repórter para fazer o registro.

Enquanto isso, no hemisfério norte, o presidente usou as redes para chamar o Papa de maricas, mas nem os seguidores nem a imprensa se impressionaram. Sequer o Vaticano enviou qualquer resposta.

Foi quando o presidente e o prefeito perceberam que para manter a atenção do público e da imprensa precisavam se esforçar mais.

O presidente começou a ofender mais gente e de forma ainda mais gratuita. Chamou Steve Wonder de “porco cegueta”, disse que o Abraham Lincoln tinha uma barba ridícula e que planejava fechar a Disney para evitar a gritaria infernal daqueles pirralhos.

O prefeito se fantasiou de macaco, de Incrível Hulk, de Lula (ele até se esforçou para imitar a voz rouca) e baixou um decreto autorizando à Guarda Civil jogar tinta cinza nos tatuados que andavam pelas ruas. Nada adiantou.

No final de seus mandatos os dois estavam irreconhecíveis, silenciosos e exibindo sintomas de depressão. O prefeito fantasiou-se de mendigo e passou dias na cracolândia sem ser reconhecido. O presidente saiu pelas ruas e xingou um caminhoneiro que fazia seu lanche numa barraca de cachorro-quente. Apanhou como nunca.

Direita Volver

vitória da direita.pngDilma foi deposta, o Brexit passou, a Argentina é governada por um empresário, Trump levou a América, Dória é prefeito, Bolsonaro está mais forte. O mundo deu uma guinada para a direita.

Enquanto a galera da barbona se lamenta, coxinhas de todos os cantos celebram entusiasmados.

Penso em meus amigos sociólogos, publicitários, jornalistas, escritores e cineastas, cheios de diplomas e cursos no exterior, sendo superados por caipiras americanos e por aqueles malucos que foram defender o Trump na Paulista.

Aceitemos, neste momento a direita está em alta. Basta saber o que é direita.

Na minha juventude era bem claro, direita era capitalista e esquerda socialista. A direita queria que os EUA vencessem a guerra fria e a esquerda torcia pela União Soviética.

Hoje não existe União Soviética e nem guerra fria, o comunismo é uma extravagância tal qual a volta da monarquia, não dá para ver as coisas como víamos nos anos 70.

O que direita? O que é esquerda?

Durante os 8 anos do esquerdista Lula nenhuma empresa foi estatizada no Brasil, o mercado financeiro estava a 100 por hora e a bolsa subiu. Que Socialismo é esse?

Trump, o herói anticomunista, ganhou as eleições prometendo fechar as fronteiras aos produtos importados, tomar medidas protecionistas, típica agenda da esquerda. O capitalismo se baseia no livre comércio.

Aliás, nos anos 70, os militares brasileiros (sonho da ultradireita) também fechavam as fronteiras para importação. Os milicos eram totalmente estatizantes. Eles criaram a Embraer, o ITA, a Eletronuclear, Itaipu… Nem o PT fez tanta estatal. Aliás, o PT abriu muito mais fronteiras do que fechou.

Na cidade de São Paulo a pauta da direita e da esquerda tem a ver com a velocidade em que os carros trafegam nas grandes avenidas enquanto no Arizona, a questão envolve Mexicanos ilegais.

Enquanto eu fico confuso, Trump abraça seu principal aliado global, o ex-chefe da KGB Wladimir Putin, o partido comunista da China oprime os trabalhadores para que as empresas prosperem e o bilionário Bill Gates promete acabar com doenças na Africa.

Não sou sociólogo ou historiador, mas meu QI mediano me diz que essa polarização de direita e esquerda não é tão clara como fanáticos de ambos os lados vêem. Assim sendo, nem a torcida entusiasmada e nem os lamentos dos derrotados fazem tanto sentido.

 

 

 

Trump e a justiça divina

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Não é preciso grande esforço para odiar Donald Trump. A cabeleira ridícula, o discurso de ódio, a arrogância. Parece que o novo presidente nasceu para provocar nossos piores instintos.

Eu poderia passar dias e dias descrevendo motivos para não gostar dele.

Só que a minha pouca produção recente do blog indica que não tenho dias e dias disponíveis, muito menos para elencar defeitos do novo sultão planetário.

Apenas tratarei do que mais me incomoda. Um ponto que mesmo você, caro leitor, não havia percebido.

Afirmo que muitos aqui, sem saber, torciam contra Trump pois a derrota do empresário tornaria mais plausível sua fé em Deus.

Como assim?

Sei lá por qual motivo, somos equipados com um mecanismo mental que nos faz desejar  uma justiça metafísica que pune os maus e premia os bons. Temos uma tendência a achar que o universo ajuda o goleiro defender o pênalti roubado, que faz a mulher traída encontrar um novo namorado mais bacana, que adoece o político malvado e assim por diante.

Às vezes, os fatos nos levam a crer que esta justiça das coisas, ou justiça divina (para simplificar) existe como nos filmes: Nosso primo que perdeu o emprego e era perseguido pelo chefe conseguiu um trabalho melhor enquanto o chefe está desempregado; aquele amigo que lutou como um louco para passar num concurso conquista a magistratura; Rogério Ceni ganha um título. A realidade se encaixa como uma luva em nosso sistema de crenças. Os fatos gritam para quem quiser ouvir “Seja bom e o universo o recompensará”, “A energia boa que você libera volta para você!”.

Lindo, não é mesmo?

Seria, não fosse a realidade que derruba o avião dos Mamonas, que leva cedo o Gikovate, que arranca a perna do João do Pulo, que incendeia o museu, afunda o Titanic, derruba o helicóptero do Ulisses, surpreende a Clara Nunes, engasga o John Bonhan, amassa James Dean no poste.

Trump é fruto desta mesma realidade cruel. Ele foi desonesto ao longo da vida, humilhou as pessoas, tratou mulheres como objetos, usou a grana que acumulou, para divulgar suas ideias de ódio, de divisão, isolamento. Ao ganhar as eleições para comandar o planeta, Trump nos lembra de que Deus não age como se espera dele. Ele nos lembra que as regras do universo fogem da lógica simples e confortável de que o bem tráz o bem.

Mais difícil do que ver nosso inimigo no poder é ver nossas convicções na lama. Este é o primeiro legado de Trump como presidente. Ele roubou nossa fé.